Em encontro reservado, magistrados falam em contaminação política e culpam delegados da Polícia Federal. (Foto: Reprodução)
Críticas ácidas ao ministro André Mendonça permearam um jantar reservado no início do mês entre quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ao relator dos dois inquéritos mais turbulentos do ano (os escândalos do INSS e do Banco Master) os colegas de toga levantaram uma suspeita: a de que as investigações que atingem Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, haviam sido “contaminadas” pelo suposto ímpeto de auxiliares do magistrado de alvejarem o presidente. Os quatro não apresentaram evidências concretas do que alegaram, mas deixaram claro, segundo interlocutores, que Lula já havia sido informado da suposta conspirata.
As insinuações contra Mendonça têm como pano de fundo o fato de pelo menos um delegado da Polícia Federal atuar no gabinete do magistrado como servidor cedido, o que, segundo os quatro ministros, emularia contra o primogênito do presidente uma pretensa volta do espírito da Lava-Jato, um espantalho nem sempre real sacado em momentos sensíveis, como o vive pela Corte em sua longa crise de imagem.
De acordo com relatos, os ministros estão convencidos de que haveria um viés ideológico na condução das apurações sobre o escândalo do INSS, no qual Lulinha é citado. Como se sabe, a defesa de Fabio Luís procurou André Mendonça para colocá-lo à disposição para eventuais depoimentos, o que ainda não ocorreu.
Na tentativa de cerco a Lulinha, a antiga CPMI do INSS ouviu um executivo que relatou que o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, teria repassado por meio de lobistas 5 milhões de reais a Fábio Luís para que ele lhe abrisse portas no governo. Edson Claro, a testemunha, não apresentou provas do negócio, mas com o avanço das investigações o ministro André Mendonça determinou em janeiro a quebra dos sigilos bancários, fiscais e telemáticos do filho do presidente.
Conforme a revista Veja, desde o ano passado ministros do Supremo têm reclamado sob reserva de que grupos da PF, alocados em gabinetes no tribunal, poderiam influenciar os juízes em decisões com forte impacto na classe política, como o caso do INSS.
Entre integrantes do tribunal há a avaliação de que a presença de policiais no STF serviria não só para analisar dados sensíveis de investigações em curso, como quebras de sigilo de investigados, mas para supostamente tentar influenciar os juízes sobre medidas judiciais mais extremas, como ordens de prisão.
Neste último caso, as insinuações dos magistrados respingam não só em Mendonça, mas também no ministro Alexandre de Moraes, que colocou em seu gabinete o delegado Fabio Shor, investigador à frente do inquérito da trama golpista. (Com informações da revista Veja)
Filhos do ex-presidente dizem que ministro do Supremo (foto) pratica tortura e o chamam de “ser abjeto”. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi atacado nas redes sociais pelos filhos Jair Bolsonaro (PL) após negar a prisão domiciliar ao ex-presidente na quinta-feira (1º). O senador Flávio Bolsonaro …
Cláudio Diaz, Edegar Pretto, Ernani Polo e Silvana Covatti reunidos na Federasul, durante o debate “Tá na Mesa”. Foto: Divulgação Cláudio Diaz, Edegar Pretto, Ernani Polo e Silvana Covatti participam do “Tá na Mesa” em 17 de junho, na sede da entidade em Porto Alegre. A Federasul promove, no próximo 17 de junho, uma edição …
Progressão de pena do PL da dosimetria colide com PL Antifacção e PEC da Segurança Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://valor.globo.com/politica/noticia/2025/12/11/pl-da-dosimetria-contradiz-textos-em-tramitacao-e-beneficia-eduardo-e-flavio-bolsonaro.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos do Valor estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do …
A relação com o Judiciário é um cálculo político importante para Tarcísio, que não perdeu as esperanças de concorrer à Presidência em 2026. Foto: Luiz Silveira/STF A relação com o Judiciário é um cálculo político importante para Tarcísio, que não perdeu as esperanças de concorrer à Presidência em 2026. (Foto: Luiz Silveira/STF) O governador de …
Ministros do Supremo estão preocupados com investigações que miram Lulinha
Em encontro reservado, magistrados falam em contaminação política e culpam delegados da Polícia Federal. (Foto: Reprodução)
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De acordo com relatos, os ministros estão convencidos de que haveria um viés ideológico na condução das apurações sobre o escândalo do INSS, no qual Lulinha é citado. Como se sabe, a defesa de Fabio Luís procurou André Mendonça para colocá-lo à disposição para eventuais depoimentos, o que ainda não ocorreu.
Na tentativa de cerco a Lulinha, a antiga CPMI do INSS ouviu um executivo que relatou que o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, teria repassado por meio de lobistas 5 milhões de reais a Fábio Luís para que ele lhe abrisse portas no governo. Edson Claro, a testemunha, não apresentou provas do negócio, mas com o avanço das investigações o ministro André Mendonça determinou em janeiro a quebra dos sigilos bancários, fiscais e telemáticos do filho do presidente.
Conforme a revista Veja, desde o ano passado ministros do Supremo têm reclamado sob reserva de que grupos da PF, alocados em gabinetes no tribunal, poderiam influenciar os juízes em decisões com forte impacto na classe política, como o caso do INSS.
Entre integrantes do tribunal há a avaliação de que a presença de policiais no STF serviria não só para analisar dados sensíveis de investigações em curso, como quebras de sigilo de investigados, mas para supostamente tentar influenciar os juízes sobre medidas judiciais mais extremas, como ordens de prisão.
Neste último caso, as insinuações dos magistrados respingam não só em Mendonça, mas também no ministro Alexandre de Moraes, que colocou em seu gabinete o delegado Fabio Shor, investigador à frente do inquérito da trama golpista. (Com informações da revista Veja)
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