Mendonça tem até 90 dias para devolver o caso para a continuidade do julgamento.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Mendonça tem até 90 dias para devolver o caso para a continuidade do julgamento. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
O ministro André Mendonça pediu vista e suspendeu o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa ação que pode levar à condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, em regime inicial aberto, por difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
O caso estava sendo analisado pelo plenário virtual do STF desde a última sexta-feira e, antes de o julgamento ser paralisado, já havia quatro votos contra Eduardo Bolsonaro. Haviam seguido o relator, ministro Alexandre de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e a ministra Cármen Lúcia. Ministro do STF apoia proposta que endurece regras para magistrados e limita “penduricalhos”, mas cobra que Congresso e Executivo também assumam responsabilidade por mudanças estruturais
Pelo regimento do STF, Mendonça tem até 90 dias para devolver o caso para a continuidade do julgamento. Relator da ação penal, Moraes afirmou que crime ficou configurado quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez publicações sobre o projeto de lei, elaborado por Tabata, sobre a distribuição de absorventes em espaços públicos.
Em seu voto, Moraes apontou que, “de forma livre e consciente”, Eduardo Bolsonaro imputou a Tabata “fato ofensivo à sua reputação”, sugerindo que o projeto de lei teria sido elaborado com o propósito de “beneficiar ilicitamente terceiros”.
Ainda de acordo com Moraes, Eduardo Bolsonaro tem “plena consciência dos atos delituosos que praticou”. O ex-deputado afirmou ser o responsável pela postagem e pela “verificação da veracidade das informações que compartilha, afirmando expressamente não confiar em agência de checagem tradicionais”, apontou o ministro.
A pena proposta por Moraes é a de um ano de detenção e 39 dias-multa, no valor de dois salários mínimos cada. Ainda conforme o voto, seria estabelecido o regime aberto para início do cumprimento da pena. O magistrado ainda anotou que, em razão de Eduardo estar em “local incerto e não sabido”, não é possível substituir a pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos. (Com informações do portal de notícias InfoMoney)
Possível cessão ou apoio logístico de uma entidade estrangeira a um ato político-partidário no Brasil pode configurar ilícitos penais e eleitorais. (Foto: Reprodução de vídeo) Os deputados federais Pedro Campos (PSB-PE) e Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolaram nessa segunda-feira (8) na Polícia Federal (PF) um pedido de investigação sobre a exibição de uma bandeira gigante dos …
Magistrado votou pela condenação de Bolsonaro e demais réus na trama. Foto: Gustavo Moreno/STF Magistrado votou pela condenação de Bolsonaro e demais réus na trama. (Foto: Gustavo Moreno/STF) Ao votar pela condenação dos réus da trama golpista, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (9) que há diferentes graus de …
Ricardo Lewandowski afirma também que Lula avalia excluir gastos com segurança do arcabouço fiscal. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nessa segunda-feira (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia retirar parte do orçamento destinado à segurança pública do arcabouço fiscal. “É preciso investir como …
Evento oficial em comemoração à Independência, em Brasília, terá presença do presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) No desfile do ano passado, seis dos onze ministros do tribunal participaram da cerimônia oficial do aniversário de 202 anos da Independência ao lado de Lula. Estiveram no local o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, …
Ministro do Supremo André Mendonça pede vista e suspende o julgamento sobre Eduardo Bolsonaro
Mendonça tem até 90 dias para devolver o caso para a continuidade do julgamento.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Mendonça tem até 90 dias para devolver o caso para a continuidade do julgamento. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
O ministro André Mendonça pediu vista e suspendeu o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa ação que pode levar à condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, em regime inicial aberto, por difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
O caso estava sendo analisado pelo plenário virtual do STF desde a última sexta-feira e, antes de o julgamento ser paralisado, já havia quatro votos contra Eduardo Bolsonaro. Haviam seguido o relator, ministro Alexandre de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e a ministra Cármen Lúcia. Ministro do STF apoia proposta que endurece regras para magistrados e limita “penduricalhos”, mas cobra que Congresso e Executivo também assumam responsabilidade por mudanças estruturais
Pelo regimento do STF, Mendonça tem até 90 dias para devolver o caso para a continuidade do julgamento. Relator da ação penal, Moraes afirmou que crime ficou configurado quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez publicações sobre o projeto de lei, elaborado por Tabata, sobre a distribuição de absorventes em espaços públicos.
Em seu voto, Moraes apontou que, “de forma livre e consciente”, Eduardo Bolsonaro imputou a Tabata “fato ofensivo à sua reputação”, sugerindo que o projeto de lei teria sido elaborado com o propósito de “beneficiar ilicitamente terceiros”.
Ainda de acordo com Moraes, Eduardo Bolsonaro tem “plena consciência dos atos delituosos que praticou”. O ex-deputado afirmou ser o responsável pela postagem e pela “verificação da veracidade das informações que compartilha, afirmando expressamente não confiar em agência de checagem tradicionais”, apontou o ministro.
A pena proposta por Moraes é a de um ano de detenção e 39 dias-multa, no valor de dois salários mínimos cada. Ainda conforme o voto, seria estabelecido o regime aberto para início do cumprimento da pena. O magistrado ainda anotou que, em razão de Eduardo estar em “local incerto e não sabido”, não é possível substituir a pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos. (Com informações do portal de notícias InfoMoney)
Related Posts
Deputados pedem que a Polícia Federal investigue se bandeira dos Estados Unidos em ato pró-Bolsonaro veio da NFL, a Liga de Futebol Americano
Possível cessão ou apoio logístico de uma entidade estrangeira a um ato político-partidário no Brasil pode configurar ilícitos penais e eleitorais. (Foto: Reprodução de vídeo) Os deputados federais Pedro Campos (PSB-PE) e Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolaram nessa segunda-feira (8) na Polícia Federal (PF) um pedido de investigação sobre a exibição de uma bandeira gigante dos …
Bolsonaro e Braga Netto mais culpados: ministro Flávio Dino diz ver graus diferentes de culpa na trama golpista
Magistrado votou pela condenação de Bolsonaro e demais réus na trama. Foto: Gustavo Moreno/STF Magistrado votou pela condenação de Bolsonaro e demais réus na trama. (Foto: Gustavo Moreno/STF) Ao votar pela condenação dos réus da trama golpista, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (9) que há diferentes graus de …
Ministro da Justiça admite que o governo está em minoria para debater o Projeto de Lei Antifacção: “Rejeitaremos em bloco ou discutiremos ponto a ponto”
Ricardo Lewandowski afirma também que Lula avalia excluir gastos com segurança do arcabouço fiscal. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nessa segunda-feira (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia retirar parte do orçamento destinado à segurança pública do arcabouço fiscal. “É preciso investir como …
Ministros do Supremo não confirmam presença no desfile de 7 de Setembro
Evento oficial em comemoração à Independência, em Brasília, terá presença do presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) No desfile do ano passado, seis dos onze ministros do tribunal participaram da cerimônia oficial do aniversário de 202 anos da Independência ao lado de Lula. Estiveram no local o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, …