Michelle (D) vinha se recusando a declarar apoio ao filho “01” de Jair Bolsonaro e isso preocupava aliados de Flávio (E). (Foto: Reprodução)
Depois de um esforço de meses dos aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos bastidores, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aceitou fazer as pazes com o enteado. De acordo com fontes ligadas aos dois, Michelle fará um “gesto de pacificação”, manifestando apoio público à candidatura de Flávio a presidente em suas redes sociais.
Michelle vinha se recusando a declarar apoio ao filho “01” de Jair Bolsonaro e isso preocupava aliados de Flávio, que apostam na madrasta para vencer a resistência no eleitorado feminino, em que o senador aparece em desvantagem em relação ao presidente Lula nas mais recentes pesquisas de intenção de voto.
“Deu muito trabalho, mas ela finalmente aceitou que ninguém tem nada a ganhar com essa briga”, diz um aliado de Michelle e de Flávio que se empenhou na pacificação.
Michelle estava rompida com Flávio desde novembro do ano passado, quando criticou publicamente a aliança do bolsonarismo com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, articulada pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE). Ao participar do lançamento da pré-candidatura ao governo do senador Eduardo Girão (Novo), ela chamou a articulação com o tucano de precipitada, causando mal-estar no partido.
Flávio se desculpou depois com a madrasta, mas em privado. Ela queria desculpas públicas, mas ele não topou, e o impasse vinha perdurando até agora.
Por isso, embora tenha concordado em fazer uma manifestação pública de apoio, ela ainda não garantiu que vá se engajar no dia-a-dia da campanha, pelo menos por enquanto.
“Michelle está exausta e se acontecer algo com Bolsonaro, os filhos vão tentar jogar a culpa nela”, afirmou um aliado da ex-primeira-dama.
Mágoas
A pacificação com Michelle faz parte de uma estratégia dos articuladores próximos de Flávio para vencer resistência dentro do próprio bolsonarismo. Além da ex-primeira-dama, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também foi alvo de um esforço concentrado de alguns aliados.
Nos dois casos, há muita mágoa também com os outros filhos de Jair Bolsonaro, como Eduardo, que fez ataques a Tarcísio nas redes sociais em vários momentos, classificando o governador como adversário que tentava minar a força do clã.
Há ainda o fato de que Tarcísio foi cogitado dentro e fora do bolsonarismo como candidato à presidente, pretensão que Jair Bolsonaro não avalizou. Em outubro, ele vai disputar a reeleição para o Palácio dos Bandeirantes.
Em uma eventual candidatura do governador paulista, Michelle seria candidata à vice. De acordo com uma influente liderança evangélica que acompanhou o processo de perto e pediu para não ser identificada, Michelle tem “mágoa por não ter sido escolhida vice”.
“A relação de Michelle com os filhos sempre foi difícil. Eles se odeiam. É a disputa pelo espólio político de alguém que ainda não morreu”, resumiu um integrante da tropa de choque bolsonarista no Congresso.
Por enquanto, pelo menos, a madrasta e os enteados fizeram uma trégua em nome do projeto eleitoral. Se essa paz vai ser duradoura, só o tempo vai dizer. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
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Michelle sela a paz com Flávio Bolsonaro e fará gesto público de apoio – Jornal O Sul
Michelle (D) vinha se recusando a declarar apoio ao filho “01” de Jair Bolsonaro e isso preocupava aliados de Flávio (E). (Foto: Reprodução)
Depois de um esforço de meses dos aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos bastidores, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aceitou fazer as pazes com o enteado. De acordo com fontes ligadas aos dois, Michelle fará um “gesto de pacificação”, manifestando apoio público à candidatura de Flávio a presidente em suas redes sociais.
Michelle vinha se recusando a declarar apoio ao filho “01” de Jair Bolsonaro e isso preocupava aliados de Flávio, que apostam na madrasta para vencer a resistência no eleitorado feminino, em que o senador aparece em desvantagem em relação ao presidente Lula nas mais recentes pesquisas de intenção de voto.
“Deu muito trabalho, mas ela finalmente aceitou que ninguém tem nada a ganhar com essa briga”, diz um aliado de Michelle e de Flávio que se empenhou na pacificação.
Michelle estava rompida com Flávio desde novembro do ano passado, quando criticou publicamente a aliança do bolsonarismo com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, articulada pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE). Ao participar do lançamento da pré-candidatura ao governo do senador Eduardo Girão (Novo), ela chamou a articulação com o tucano de precipitada, causando mal-estar no partido.
Flávio se desculpou depois com a madrasta, mas em privado. Ela queria desculpas públicas, mas ele não topou, e o impasse vinha perdurando até agora.
Por isso, embora tenha concordado em fazer uma manifestação pública de apoio, ela ainda não garantiu que vá se engajar no dia-a-dia da campanha, pelo menos por enquanto.
“Michelle está exausta e se acontecer algo com Bolsonaro, os filhos vão tentar jogar a culpa nela”, afirmou um aliado da ex-primeira-dama.
Mágoas
A pacificação com Michelle faz parte de uma estratégia dos articuladores próximos de Flávio para vencer resistência dentro do próprio bolsonarismo. Além da ex-primeira-dama, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também foi alvo de um esforço concentrado de alguns aliados.
Nos dois casos, há muita mágoa também com os outros filhos de Jair Bolsonaro, como Eduardo, que fez ataques a Tarcísio nas redes sociais em vários momentos, classificando o governador como adversário que tentava minar a força do clã.
Há ainda o fato de que Tarcísio foi cogitado dentro e fora do bolsonarismo como candidato à presidente, pretensão que Jair Bolsonaro não avalizou. Em outubro, ele vai disputar a reeleição para o Palácio dos Bandeirantes.
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“A relação de Michelle com os filhos sempre foi difícil. Eles se odeiam. É a disputa pelo espólio político de alguém que ainda não morreu”, resumiu um integrante da tropa de choque bolsonarista no Congresso.
Por enquanto, pelo menos, a madrasta e os enteados fizeram uma trégua em nome do projeto eleitoral. Se essa paz vai ser duradoura, só o tempo vai dizer. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
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