Temer negou ter orientado Moraes, ministro que ele indicou ao STF em 2017, sobre o caso Master.
Foto: PR/Arquivo
Temer negou ter orientado Moraes, ministro que ele indicou ao STF em 2017, sobre o caso Master. (Foto: PR/Arquivo)
O ex-presidente Michel Temer (MDB) confirmou nesta sexta-feira (10) que foi contratado pelo Banco Master para realizar uma consultoria e mediação antes de o banco ser liquidado pelo Banco Central, em novembro do ano passado. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou ter recebido honorários pelo trabalho e disse que o contrato foi encerrado sem resultado. Temer também avaliou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com possíveis vínculos ao caso Master deverão se declarar impedidos para julgá-lo.
“Há no sistema normativo impedimentos para que eventuais ministros ou juízes ligados a familiares possam decidir certas matérias. Tenho absoluta convicção de que os ministros que têm advogados envolvidos nessa questão declararão impedimento”, disse.
Temer confirmou ter participado de uma reunião em Brasília com Daniel Vorcaro, controlador do Master, o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Afirmou não poder detalhar o conteúdo do encontro por razões de confidencialidade profissional. “Há uma certa confidencialidade nessas matérias. Isso é uma coisa ética, fundamental para o advogado”, disse.
Sobre os contratos do Master com escritórios de advocacia, o ex-presidente afirmou que cabe a cada um estabelecer seus “critérios de cobrança”. Como publicado pelo G1 e confirmado pelo Estadão, o escritório recebeu R$ 80,2 milhões do banco liquidado em um período de 22 meses. Ele defendeu especificamente os serviços prestados pelo escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, ao afirmar que a assessoria era “global” e não apenas de natureza jurídica.
O ministro Dias Toffoli já se declarou impedido de participar do julgamento sobre a prisão de Vorcaro, em 11 de março. Antes disso, em 12 de fevereiro, ele deixou a condução das investigações do caso após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com menções a seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro.
Temer disse não saber o que Vorcaro irá revelar em eventual acordo de colaboração, mas avaliou que o empresário “tinha uma influência muito acentuada” e “os mais variados contatos”. Sobre o impacto político do caso, o ex-presidente afirmou que os efeitos mais severos devem aparecer a partir de julho, com o início das convenções partidárias. “Não está sendo bom para as campanhas políticas e para o quadro institucional geral no País”, disse.
Temer negou ter orientado Moraes, ministro que ele indicou ao STF em 2017, sobre o caso Master. “Jamais me atrevi a dar uma orientação a ele. Eu conheço bem o Alexandre e sei que ele decide por conta própria”, afirmou.
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Michel Temer confirma contrato com Banco Master e diz que ministros do Supremo devem se declarar impedidos no caso
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Foto: PR/Arquivo
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“Há no sistema normativo impedimentos para que eventuais ministros ou juízes ligados a familiares possam decidir certas matérias. Tenho absoluta convicção de que os ministros que têm advogados envolvidos nessa questão declararão impedimento”, disse.
Temer confirmou ter participado de uma reunião em Brasília com Daniel Vorcaro, controlador do Master, o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Afirmou não poder detalhar o conteúdo do encontro por razões de confidencialidade profissional. “Há uma certa confidencialidade nessas matérias. Isso é uma coisa ética, fundamental para o advogado”, disse.
Sobre os contratos do Master com escritórios de advocacia, o ex-presidente afirmou que cabe a cada um estabelecer seus “critérios de cobrança”. Como publicado pelo G1 e confirmado pelo Estadão, o escritório recebeu R$ 80,2 milhões do banco liquidado em um período de 22 meses. Ele defendeu especificamente os serviços prestados pelo escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, ao afirmar que a assessoria era “global” e não apenas de natureza jurídica.
O ministro Dias Toffoli já se declarou impedido de participar do julgamento sobre a prisão de Vorcaro, em 11 de março. Antes disso, em 12 de fevereiro, ele deixou a condução das investigações do caso após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com menções a seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro.
Temer disse não saber o que Vorcaro irá revelar em eventual acordo de colaboração, mas avaliou que o empresário “tinha uma influência muito acentuada” e “os mais variados contatos”. Sobre o impacto político do caso, o ex-presidente afirmou que os efeitos mais severos devem aparecer a partir de julho, com o início das convenções partidárias. “Não está sendo bom para as campanhas políticas e para o quadro institucional geral no País”, disse.
Temer negou ter orientado Moraes, ministro que ele indicou ao STF em 2017, sobre o caso Master. “Jamais me atrevi a dar uma orientação a ele. Eu conheço bem o Alexandre e sei que ele decide por conta própria”, afirmou.
(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)
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