A Casa Branca despachou o vice-presidente J.D. Vance à Hungria para ajudar Orbán.
Foto: Reprodução
A Casa Branca despachou o vice-presidente J.D. Vance à Hungria para ajudar Orbán. (Foto: Reprodução)
A eleição parlamentar na Hungria, no próximo domingo, dia 12, será acompanhada em detalhes em Brasília. No governo brasileiro, a disputa que pode destronar Viktor Orbán do poder após 16 anos, é observada em detalhes.
O que interessa ao Palácio do Planalto vai além da potencial derrota de um governante da direita populista próximo do bolsonarismo e as repercussões disso para a União Europeia.
Para um integrante do governo, a eleição servirá como teste de fogo para o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, que recentemente de vangloriou de interferir em eleições no exterior e manifestar publicamente suas preferências.
Um interlocutor do governo alertou que o resultado em Budapeste vai mostrar a real capacidade de Trump de “virar o jogo”, dadas as pesquisas que indicam derrota do partido do primeiro-ministro húngaro, para o ex-aliado Péter Magyar.
Esse estrategista do governo brasileiro ressaltou a importância de observar gestos do governo Trump e sua base política em prol de Orbán, embora tenha dito que o Planalto não vai montar nenhum comitê de monitoramento ou sala de situação para acompanhar a votação.
O grande temor do governo Luiz Inácio Lula da Silva é que Trump faça o mesmo no Brasil e manifeste o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato de oposição, ou mesmo que dê andamento a pautas que desgastem o governo, como a designação de facções criminosas como terroristas e a imposição de novas tarifas.
O governo já observou que Trump fez gestões em prol de candidatos específicos – que venceram – no Japão e em Honduras, e também vê como testes próximos as eleições na Colômbia, previstas para 31 de maio, e, em menor grau, no Peru, que também ocorrem no domingo. Todos os pleitos estão sendo acompanhados.
Trump acaba de fazer um apelo público nas redes sociais para os a população na Hungria “saia e vote” em Orbán, a quem o republicano fez uma série de elogios e tratou como “amigo”, “lutador”, “vitorioso”, “verdadeiro e poderoso líder”.
Além disso, a Casa Branca despachou o vice-presidente J.D. Vance à Hungria, para ajudar Orbán. Ele disse que Trump ama o líder húngaro. A viagem e a manifestação provocou reclamações da oposição e de outros países, e acusações de interferência de Washington na Hungria. Vance negou e disse que os “burocratas” da UE tentam prejudicar a Hungria porque “odeiam” Orbán.
Orban é como principal líder da pauta anti-Bruxelas dentro da própria União Europeia. A eleição vem sendo monitorada por diversos países, e o resultado é dado como tema certo da reunião de lideranças de esquerda que Lula atenderá na Espanha.
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Governo Lula vê eleição na Hungria como teste da influência eleitoral de Trump
A Casa Branca despachou o vice-presidente J.D. Vance à Hungria para ajudar Orbán.
Foto: Reprodução
A Casa Branca despachou o vice-presidente J.D. Vance à Hungria para ajudar Orbán. (Foto: Reprodução)
A eleição parlamentar na Hungria, no próximo domingo, dia 12, será acompanhada em detalhes em Brasília. No governo brasileiro, a disputa que pode destronar Viktor Orbán do poder após 16 anos, é observada em detalhes.
O que interessa ao Palácio do Planalto vai além da potencial derrota de um governante da direita populista próximo do bolsonarismo e as repercussões disso para a União Europeia.
Para um integrante do governo, a eleição servirá como teste de fogo para o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, que recentemente de vangloriou de interferir em eleições no exterior e manifestar publicamente suas preferências.
Um interlocutor do governo alertou que o resultado em Budapeste vai mostrar a real capacidade de Trump de “virar o jogo”, dadas as pesquisas que indicam derrota do partido do primeiro-ministro húngaro, para o ex-aliado Péter Magyar.
Esse estrategista do governo brasileiro ressaltou a importância de observar gestos do governo Trump e sua base política em prol de Orbán, embora tenha dito que o Planalto não vai montar nenhum comitê de monitoramento ou sala de situação para acompanhar a votação.
O grande temor do governo Luiz Inácio Lula da Silva é que Trump faça o mesmo no Brasil e manifeste o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato de oposição, ou mesmo que dê andamento a pautas que desgastem o governo, como a designação de facções criminosas como terroristas e a imposição de novas tarifas.
O governo já observou que Trump fez gestões em prol de candidatos específicos – que venceram – no Japão e em Honduras, e também vê como testes próximos as eleições na Colômbia, previstas para 31 de maio, e, em menor grau, no Peru, que também ocorrem no domingo. Todos os pleitos estão sendo acompanhados.
Trump acaba de fazer um apelo público nas redes sociais para os a população na Hungria “saia e vote” em Orbán, a quem o republicano fez uma série de elogios e tratou como “amigo”, “lutador”, “vitorioso”, “verdadeiro e poderoso líder”.
Além disso, a Casa Branca despachou o vice-presidente J.D. Vance à Hungria, para ajudar Orbán. Ele disse que Trump ama o líder húngaro. A viagem e a manifestação provocou reclamações da oposição e de outros países, e acusações de interferência de Washington na Hungria. Vance negou e disse que os “burocratas” da UE tentam prejudicar a Hungria porque “odeiam” Orbán.
Orban é como principal líder da pauta anti-Bruxelas dentro da própria União Europeia. A eleição vem sendo monitorada por diversos países, e o resultado é dado como tema certo da reunião de lideranças de esquerda que Lula atenderá na Espanha.
(Com O Estado de S.Paulo)
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