Publicitário Marcello Lopes foi escolhido para coordenar a comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro.
Foto: Reprodução
Publicitário Marcello Lopes foi escolhido para coordenar a comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro. (Foto: Reprodução)
O publicitário Marcello Lopes, escolhido para coordenar a comunicação da campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), consta como um dos estrategistas do plano de ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e servidores, contratado por Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A informação está no documento chamado “Projeto DV”. O nome e a foto de Marcelão, como é conhecido em Brasília, aparecem na página em que são apresentados os três membros da “equipe de estrategistas” do plano. Ele negou envolvimento na campanha contra o Banco Central e justificou o repasse de dinheiro como pagamento de serviços anteriores.
Ele é listado ao lado de Thiago Miranda, dono da agência Mithi e responsável pelo projeto, e do publicitário Anderson Nunes, da Unltd Network, empresa que foi subcontratada para o plano. Miranda prestou depoimento nesta terça-feira (12) à PF na investigação que apura os ataques.
Ccomprovante de um pagamento via Pix feito por Miranda a Marcelão, no valor de R$ 650 mil em 13 de dezembro, momento em que o projeto DV estava em elaboração, também está no centro das atenções. A Unltd Network também recebeu repasse de Miranda dois dias depois, de R$ 400 mil. O uso de influenciadores no plano para atacar executivos do BC veio à tona em janeiro, mas foi interrompido após a PF começar a investigar os posts coordenados.
Procurados, Miranda e Marcelão afirmam que não houve participação efetiva do marqueteiro de Flávio Bolsonaro no projeto, mas divergiram nas explicações do caso.
Marcelão disse que recebeu a informação da inclusão de seu nome “com surpresa e indignação” e que não foi consultado sobre isso. Também disse que desconhece qualquer suposta campanha de ataques ao Banco Central ou a servidores mencionados na investigação da Polícia Federal.
“O que me recordo é que o Thiago [Miranda] comentou comigo sobre a possibilidade de eu entrar em um projeto grande que ele estaria fechando. Na ocasião, informei que não teria como participar porque eu viajaria para os EUA no dia 24 de dezembro e retornaria apenas no início de fevereiro. Agradeci a indicação e, sinceramente, do que eu me lembro, foi só isso”, disse.
Página do projeto de gestão de crise contratado por Daniel Vorcaro que cita as funções de Marcello Lopes, novo coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro – Reprodução Sobre o repasse de R$ 650 mil para a sua conta em 13 de dezembro, Marcelão afirmou que se tratava de pagamentos em atraso por serviços e consultorias profissionais anteriores realizados, “em outros trabalhos privados ao longo do tempo, sem qualquer relação com o projeto [DV]”.
“Era uma dívida de alguns clientes que ele estava com dificuldade de pagamento”, disse.
Questionado sobre quais teriam sido esses trabalhos prestados anteriormente, ele afirmou que seria para a “produção de campanha publicitária no ambiente on e off e produção de vídeo”, mas que não poderia dar detalhes.
“Isso revelaria o cliente que tem cláusulas de confidencialidade que não me permitem divulgar essa informação”. Também afirmou não poder fornecer o contrato, por ser confidencial.
Já Miranda afirmou que incluiu o nome de Marcelão porque ele o ajudaria a “dar peso para o trabalho”, pois teria “um nome muito forte”.
“A gente usa muito disso no marketing, de concorrer numa licitação, de apresentar um projeto e colocar outros nomes, agências parceiras, para poder ganhar o projeto, concorrer, deixar mais robusto, então foi isso”, afirmou.
Miranda disse que Marcelão deixou o projeto três semanas após uma reunião em que soube que o plano era para o Banco Master. Segundo ele, o marqueteiro de Flávio alegou conflito de interesses, pois “atende muitas contas importantes”.
Sobre o pagamento de R$ 650 mil, Miranda disse que o fez para “poder assegurar que Marcelão realmente ajudasse no projeto”, mas disse que ele lhe estornou o dinheiro após deixar o plano.
Questionado sobre quando foi feita a devolução, ele disse que não poderia fornecer a informação porque seu setor financeiro não está trabalhando nesta semana e que a responsável está de férias.
Ao ser confrontado sobre a declaração de Miranda de que ele teria devolvido o Pix e demais informações desencontradas pelos dois, Marcelão afirmou que o dono da Mithi “está confuso e passando por um momento difícil, por ser acusado de algo que ele não fez”.
Já Miranda respondeu que estaria desorientado, ao ser confrontado sobre as divergências do motivo do pagamento e da devolução.
A Unltd admitiu ter atuado como fornecedora terceirizada da Mithi, de Thiago Miranda, para o projeto de gestão de crise, em dezembro de 2025 e janeiro deste ano. A empresa afirmou não ter nenhum vínculo ou relação comercial com o Banco Master ou com Daniel Vorcaro. A defesa do ex-banqueiro foi procurada nesta segunda-feira (11) e informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria se manifestar. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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Marqueteiro de Flávio Bolsonaro foi citado em plano de Vorcaro contra o Banco Central e recebeu R$ 650 mil de dono de agência
Publicitário Marcello Lopes foi escolhido para coordenar a comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro.
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Publicitário Marcello Lopes foi escolhido para coordenar a comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro. (Foto: Reprodução)
O publicitário Marcello Lopes, escolhido para coordenar a comunicação da campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), consta como um dos estrategistas do plano de ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e servidores, contratado por Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A informação está no documento chamado “Projeto DV”. O nome e a foto de Marcelão, como é conhecido em Brasília, aparecem na página em que são apresentados os três membros da “equipe de estrategistas” do plano. Ele negou envolvimento na campanha contra o Banco Central e justificou o repasse de dinheiro como pagamento de serviços anteriores.
Ele é listado ao lado de Thiago Miranda, dono da agência Mithi e responsável pelo projeto, e do publicitário Anderson Nunes, da Unltd Network, empresa que foi subcontratada para o plano. Miranda prestou depoimento nesta terça-feira (12) à PF na investigação que apura os ataques.
Ccomprovante de um pagamento via Pix feito por Miranda a Marcelão, no valor de R$ 650 mil em 13 de dezembro, momento em que o projeto DV estava em elaboração, também está no centro das atenções. A Unltd Network também recebeu repasse de Miranda dois dias depois, de R$ 400 mil. O uso de influenciadores no plano para atacar executivos do BC veio à tona em janeiro, mas foi interrompido após a PF começar a investigar os posts coordenados.
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