Em entrevista ao El País, o presidente defende eleições livres na região e afirma que não teme interferência externa no Brasil.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em entrevista ao El País, o presidente defende eleições livres na região e afirma que não teme interferência externa no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista ao El País, que “os Estados Unidos não podem achar que podem governar a Venezuela”. Questionado sobre se o país vizinho deveria realizar uma nova eleição, Lula tentou se esquivar ao dizer que o assunto se trata de uma questão dos venezuelanos, mas afirmou: “Se eu fosse venezuelano e vice-presidente e tivesse ocorrido o que ocorreu, eu tomaria posse e convocaria novas eleições gerais”.
O presidente normalmente evita se posicionar sobre a política interna de outros países, em especial da Venezuela, que se tornou um fantasma para a esquerda brasileira nos últimos anos pela crise humanitária que o país vive desde o governo do ditador Nicolás Maduro.
A fala sobre as eleições gerais foi um recado à atual presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que era vice e tomou posse após Maduro ser capturado pelos Estados Unidos no início deste ano.
Lula disse não temer que possa haver intervenções militares na América Latina. Classificou como “absurdo” essa possibilidade. Também falou que não se preocupa com eventual interferência estrangeira nas eleições brasileiras por parte dos Estados Unidos.
O presidente brasileiro foi questionado sobre sua relação com o presidente argentino, Javier Milei. Disse não ter “nenhuma relação” com o argentino e que não tem interesse em ter. “Suas decisões me dão nervosismo. Ele tem que resolver seus problemas com o povo argentino. Veremos o que vai acontecer quando terminar seu mandato e qual o resultado do que ele semeou na Argentina”.
Lula reforçou o julgamento contra os acusados de tentar dar um golpe de Estado no País e evitar sua posse. Falou que o Brasil “tem pela primeira vez um ex-presidente (Jair Bolsonaro) e generais de quatro estrelas na cadeia”. Referia-se ao receio de uma interferência militar estrangeira e um possível golpe no País.
O próprio Lula já foi preso por causa de processos nos quais foi condenado no âmbito da Operação Lava Jato. As condenações acabaram anuladas e Lula foi solto depois de mais de um ano. Nenhuma delas, porém, foi por tentar reverter um resultado democrático.
Sobre a disputa eleitoral de outubro deste ano, disse que nunca ganhou uma eleição no primeiro turno, indicando sua crença de que isso também não deve acontecer neste ano. Também falou acreditar que o bolsonarismo “não voltará a governar este país, porque o povo prefere a democracia”.
“O fato de que a sociedade brasileira está mais dividida não é novidade. Nunca ganhei uma eleição no primeiro turno. E o mundo está ainda mais polarizado. A extrema-direita ganha corpo com um discurso mentiroso e negacionista, usando as redes digitais como nunca antes, e agora com ajuda da inteligência artificial”. Afirmou também que não pode fazer uma campanha progressista e depois governar de forma conservadora.
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Lula critica Estados Unidos na Venezuela e diz que intervenção militar na América Latina é “absurda”
Em entrevista ao El País, o presidente defende eleições livres na região e afirma que não teme interferência externa no Brasil.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em entrevista ao El País, o presidente defende eleições livres na região e afirma que não teme interferência externa no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista ao El País, que “os Estados Unidos não podem achar que podem governar a Venezuela”. Questionado sobre se o país vizinho deveria realizar uma nova eleição, Lula tentou se esquivar ao dizer que o assunto se trata de uma questão dos venezuelanos, mas afirmou: “Se eu fosse venezuelano e vice-presidente e tivesse ocorrido o que ocorreu, eu tomaria posse e convocaria novas eleições gerais”.
O presidente normalmente evita se posicionar sobre a política interna de outros países, em especial da Venezuela, que se tornou um fantasma para a esquerda brasileira nos últimos anos pela crise humanitária que o país vive desde o governo do ditador Nicolás Maduro.
A fala sobre as eleições gerais foi um recado à atual presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que era vice e tomou posse após Maduro ser capturado pelos Estados Unidos no início deste ano.
Lula disse não temer que possa haver intervenções militares na América Latina. Classificou como “absurdo” essa possibilidade. Também falou que não se preocupa com eventual interferência estrangeira nas eleições brasileiras por parte dos Estados Unidos.
O presidente brasileiro foi questionado sobre sua relação com o presidente argentino, Javier Milei. Disse não ter “nenhuma relação” com o argentino e que não tem interesse em ter. “Suas decisões me dão nervosismo. Ele tem que resolver seus problemas com o povo argentino. Veremos o que vai acontecer quando terminar seu mandato e qual o resultado do que ele semeou na Argentina”.
Lula reforçou o julgamento contra os acusados de tentar dar um golpe de Estado no País e evitar sua posse. Falou que o Brasil “tem pela primeira vez um ex-presidente (Jair Bolsonaro) e generais de quatro estrelas na cadeia”. Referia-se ao receio de uma interferência militar estrangeira e um possível golpe no País.
O próprio Lula já foi preso por causa de processos nos quais foi condenado no âmbito da Operação Lava Jato. As condenações acabaram anuladas e Lula foi solto depois de mais de um ano. Nenhuma delas, porém, foi por tentar reverter um resultado democrático.
Sobre a disputa eleitoral de outubro deste ano, disse que nunca ganhou uma eleição no primeiro turno, indicando sua crença de que isso também não deve acontecer neste ano. Também falou acreditar que o bolsonarismo “não voltará a governar este país, porque o povo prefere a democracia”.
“O fato de que a sociedade brasileira está mais dividida não é novidade. Nunca ganhei uma eleição no primeiro turno. E o mundo está ainda mais polarizado. A extrema-direita ganha corpo com um discurso mentiroso e negacionista, usando as redes digitais como nunca antes, e agora com ajuda da inteligência artificial”. Afirmou também que não pode fazer uma campanha progressista e depois governar de forma conservadora.
(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)
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