“Geração .com” se inclina ao centro está desolada com o Estado.(Foto: Reprodução)
Pesquisa da Quaest aponta uma demanda relevante por ruptura no eleitorado mais novo: 48% da Geração .com defendem uma transformação radical no País, enquanto apenas 9% optam pelo status quo.
Se eleitores à esquerda e à direita que não se consideram “lulistas” ou “bolsonaristas” forem somados aos independentes, os índices daqueles que se descolam da polarização entre os dois últimos presidentes ultrapassam 50% em todas as gerações, alcançando 76% na geração .com, 72% na Redemocratização, 67% na Ordem e Progresso e 55% na Bossa Nova.
Com dados da rodada de março de 2026, a Quaest mostra que a geração com maior presença de eleitores à direita – somando bolsonaristas e não bolsonaristas – é a da Redemocratização (38% na soma). Já a geração Bossa Nova é a mais identificada com o lulismo (30%).
A avaliação negativa do governo Lula é maior que a positiva em todas as gerações, com exceção da Bossa Nova. A geração da Redemocratização é a que pior avalia o governo. Já a Geração .com lidera nas avaliações regulares.
Na disputa presidencial, também com dados de março, Lula lidera entre os mais jovens no primeiro turno e tem vantagem ainda maior entre os mais velhos, sobretudo na geração Bossa Nova. Já Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, tem melhor desempenho na geração da Redemocratização, onde chega a liderar.
Progressistas
Pessoas nascidas entre 2000 e 2009 tendem a ser mais progressistas do que as gerações anteriores, mas não se posicionam nem à esquerda nem à direita e combinam opiniões dos dois campos ideológicos. É o grupo, por exemplo, que menos concorda com a proibição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, embora mantenha opinião mais conservadora em relação ao aborto.
Estão desolados com o papel do Estado e defendem uma transformação radical do País, mas com soluções práticas. Essas são conclusões de estudo da Quaest sobre a posição dos brasileiros em temas que vão do comportamento à economia e que estarão no debate eleitoral deste ano.
A pesquisa dividiu os entrevistados em quatro gerações: Bossa Nova (nascidos entre 1945 e 1964), Ordem e Progresso (de 1965 a 1984), Redemocratização (1985 a 1999) e Geração .com (2000 a 2009).
A trilha para o futuro dos brasileiros que nasceram entre 2000 e 2009 não fica nem na esquerda nem na direita. É pelo centro – misturando posições tradicionalmente divididas entre campos ideológicos opostos – que esses jovens apostam que será possível para o País encontrar soluções práticas e objetivas para os seus problemas, deixando de lado a ilusão de que o Estado terá condições de trazer soluções para todos.
O estudo da Quaest sobre as gerações combina duas pesquisas: uma realizada entre 6 e 9 de março deste ano e outra entre 2 e 5 de outubro de 2025. Em cada rodada, foram feitas 2.004 entrevistas com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento deste ano está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de identificação BR-09285/2026. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Jovens defendem “ruptura radical” no País
“Geração .com” se inclina ao centro está desolada com o Estado.(Foto: Reprodução)
Pesquisa da Quaest aponta uma demanda relevante por ruptura no eleitorado mais novo: 48% da Geração .com defendem uma transformação radical no País, enquanto apenas 9% optam pelo status quo.
Se eleitores à esquerda e à direita que não se consideram “lulistas” ou “bolsonaristas” forem somados aos independentes, os índices daqueles que se descolam da polarização entre os dois últimos presidentes ultrapassam 50% em todas as gerações, alcançando 76% na geração .com, 72% na Redemocratização, 67% na Ordem e Progresso e 55% na Bossa Nova.
Com dados da rodada de março de 2026, a Quaest mostra que a geração com maior presença de eleitores à direita – somando bolsonaristas e não bolsonaristas – é a da Redemocratização (38% na soma). Já a geração Bossa Nova é a mais identificada com o lulismo (30%).
A avaliação negativa do governo Lula é maior que a positiva em todas as gerações, com exceção da Bossa Nova. A geração da Redemocratização é a que pior avalia o governo. Já a Geração .com lidera nas avaliações regulares.
Na disputa presidencial, também com dados de março, Lula lidera entre os mais jovens no primeiro turno e tem vantagem ainda maior entre os mais velhos, sobretudo na geração Bossa Nova. Já Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, tem melhor desempenho na geração da Redemocratização, onde chega a liderar.
Progressistas
Pessoas nascidas entre 2000 e 2009 tendem a ser mais progressistas do que as gerações anteriores, mas não se posicionam nem à esquerda nem à direita e combinam opiniões dos dois campos ideológicos. É o grupo, por exemplo, que menos concorda com a proibição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, embora mantenha opinião mais conservadora em relação ao aborto.
Estão desolados com o papel do Estado e defendem uma transformação radical do País, mas com soluções práticas. Essas são conclusões de estudo da Quaest sobre a posição dos brasileiros em temas que vão do comportamento à economia e que estarão no debate eleitoral deste ano.
A pesquisa dividiu os entrevistados em quatro gerações: Bossa Nova (nascidos entre 1945 e 1964), Ordem e Progresso (de 1965 a 1984), Redemocratização (1985 a 1999) e Geração .com (2000 a 2009).
A trilha para o futuro dos brasileiros que nasceram entre 2000 e 2009 não fica nem na esquerda nem na direita. É pelo centro – misturando posições tradicionalmente divididas entre campos ideológicos opostos – que esses jovens apostam que será possível para o País encontrar soluções práticas e objetivas para os seus problemas, deixando de lado a ilusão de que o Estado terá condições de trazer soluções para todos.
O estudo da Quaest sobre as gerações combina duas pesquisas: uma realizada entre 6 e 9 de março deste ano e outra entre 2 e 5 de outubro de 2025. Em cada rodada, foram feitas 2.004 entrevistas com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento deste ano está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de identificação BR-09285/2026. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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