Messias foi derrotado na noite da última quarta-feira no Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor
Foto: Daniel Estevão/AscomAGU
Messias foi derrotado na noite da última quarta-feira no Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor. (Foto: Daniel Estevão/AscomAGU)
Jorge Messias está indignado com o que chama, a interlocutores, de “golpe” do presidente do Senado Davi Alcolumbre e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para derrotá-lo — e vê também, nos bastidores, atuação do ministro Flávio Dino. O ex-advogado-geral da União (AGU) indicado por Lula para ocupar o cargo de ministro do STF atua agora para mapear o que considera uma operação articulada para derrubá-lo. Ao mesmo tempo, uma ala do governo já entrou em modo “guerra” para reagir.
Messias foi derrotado na noite da última quarta-feira (29) no Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor de que ele assumisse o cargo de ministro na vaga deixada por Luis Roberto Barroso em outubro do ano passado. A interlocutores, o ex-AGU afirma que houve ação direta de ministros do Supremo, citando nominalmente Moraes e Dino, para influenciar o resultado. Na avaliação dele, a derrota não foi circunstancial, mas resultado de articulação — o que, a aliados, ele chama de um “golpe”.
Segundo relatos, Messias diz a interlocutores ver uma digital explícita de Moraes e Dino na operação e sustenta que o episódio inaugura um novo momento na relação com o Supremo. Aliados de Dino negam, nos bastidores, que ele tenha atuado contra Messias em articulação com Moraes e Alcolumbre. Também afirmam que Dino “lavou as mãos” quando o governo indicou Messias, por não considerá-lo o melhor nome. Nos bastidores, integrantes do governo têm repetido a mesma linha: “Agora é guerra.”
O diagnóstico que começa a se consolidar no entorno do Planalto é que o caso deixou de ser apenas uma disputa institucional e passou a ser tratado como enfrentamento político direto. Aliados de Messias avaliam que a derrota pode, paradoxalmente, abrir uma oportunidade no tabuleiro político. A leitura é que o episódio ajuda a empurrar Flávio Bolsonaro para o campo de Alcolumbre e de Moraes, reforçando a narrativa de “sistema” contra o governo.
Messias também projeta os próximos passos. Caso vá para o Ministério da Justiça — cenário já discutido nos bastidores, ele deve assumir o comando político da Polícia Federal. Apesar de manter relação com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o Planalto se indignou ao saber que ele participou de um jantar na véspera da sabatina que terminou na derrota de Messias. Nos bastidores, o tom é de escalada. Messias afirma a aliados que não vai recuar e que pretende reagir com o apoio do presidente Lula. (Com informações do portal de notícias g1)
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Jorge Messias diz a aliados que derrota no Senado foi golpe de Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre
Messias foi derrotado na noite da última quarta-feira no Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor
Foto: Daniel Estevão/AscomAGU
Messias foi derrotado na noite da última quarta-feira no Senado, com 42 votos contra e apenas 34 a favor. (Foto: Daniel Estevão/AscomAGU)
Jorge Messias está indignado com o que chama, a interlocutores, de “golpe” do presidente do Senado Davi Alcolumbre e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para derrotá-lo — e vê também, nos bastidores, atuação do ministro Flávio Dino. O ex-advogado-geral da União (AGU) indicado por Lula para ocupar o cargo de ministro do STF atua agora para mapear o que considera uma operação articulada para derrubá-lo. Ao mesmo tempo, uma ala do governo já entrou em modo “guerra” para reagir.
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Segundo relatos, Messias diz a interlocutores ver uma digital explícita de Moraes e Dino na operação e sustenta que o episódio inaugura um novo momento na relação com o Supremo. Aliados de Dino negam, nos bastidores, que ele tenha atuado contra Messias em articulação com Moraes e Alcolumbre. Também afirmam que Dino “lavou as mãos” quando o governo indicou Messias, por não considerá-lo o melhor nome. Nos bastidores, integrantes do governo têm repetido a mesma linha: “Agora é guerra.”
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