Vice-governador Gabriel Souza, com Ernani Polo, Frederico Antunes e Germano Rigotto, reúne-se com dirigentes da Santa Casa para discutir avanços e desafios da saúde no Rio Grande do Sul.
Foto: Divulgação
Vice-governador Gabriel Souza, com Ernani Polo, Frederico Antunes e Germano Rigotto, reúne-se com dirigentes da Santa Casa para discutir avanços e desafios da saúde no Rio Grande do Sul. (Foto: Divulgação)
A reunião do vice-governador Gabriel Souza com dirigentes da Santa Casa, nesta segunda-feira (13), em Porto Alegre, foi mais do que uma agenda institucional. Ao lado do deputado Ernani Polo e dos pré-candidatos ao Senado Frederico Antunes e Germano Rigotto, o encontro combinou dois movimentos: discutir um dos setores mais sensíveis do Estado e sinalizar a formação de um campo político para o próximo ciclo eleitoral.
A escolha da Santa Casa como ponto de partida não foi casual. Referência no atendimento pelo SUS, o complexo hospitalar sintetiza a realidade da saúde no Rio Grande do Sul: avanços recentes na organização e no financiamento convivem com gargalos históricos, como filas, pressão sobre leitos e desigualdade no acesso. Ao iniciar por esse setor, o grupo indica que pretende ancorar seu discurso em uma área de impacto direto sobre o eleitor.
Nos bastidores, a leitura é de que a agenda também cumpre papel de alinhamento. A presença de Polo, Frederico e Rigotto — nomes que orbitam a futura composição majoritária — reforça a tentativa de dar unidade a um projeto que busca se apresentar como continuidade de uma gestão que reorganizou as contas e retomou a capacidade de investimento do Estado.
Os números sustentam essa narrativa. O volume de recursos destinados à saúde passou de R$ 778,5 milhões em 2021 para R$ 1,19 bilhão em 2025. No período, o governo quitou dívidas com hospitais e ampliou repasses para obras e equipamentos. Programas como o SUS Gaúcho são apresentados como responsáveis por reduzir filas em especialidades críticas — ainda sem resolver um dos principais passivos do sistema.
Ao falar com gestores e profissionais, Gabriel procurou equilibrar o discurso entre avanços e desafios. “O que construímos até aqui foi fundamental para tirar o sistema de saúde de uma situação de atraso e falta de previsibilidade para um cenário de investimento e organização. Agora, o desafio é avançar na qualificação desse modelo, enfrentando as filas, melhorando o financiamento e garantindo que os recursos cheguem com eficiência onde as pessoas mais precisam”, afirmou.
A fala delimita o eixo da estratégia: sustentar a ideia de mudança estrutural, sem ignorar que o sistema ainda opera sob pressão. Para os hospitais, a previsibilidade nos repasses é apontada como avanço relevante, mas o subfinanciamento permanece como entrave central, especialmente diante da demanda crescente.
A agenda ocorre em um momento de intensificação dos movimentos políticos no Estado. Ao reunir nomes com potencial protagonismo eleitoral em torno de uma pauta concreta, Gabriel tenta associar a discussão da saúde a um projeto mais amplo de gestão. A mensagem, ainda que indireta, é clara: a eleição tende a girar menos em torno de promessas e mais na disputa sobre quem demonstra capacidade de entregar resultados.
Ao abrir a série de encontros por um setor crítico, o grupo busca construir narrativa antes mesmo da formalização das candidaturas. Mais do que discutir números, a estratégia passa por transformar gestão em ativo político.
No fim, a reunião expõe um duplo desafio: consolidar os avanços na organização do sistema e fazer com que eles sejam percebidos pela população. Em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo, não basta apresentar indicadores — será decisivo traduzir esses dados em melhoria concreta no atendimento. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
Nos bastidores, aliados de Alcolumbre afirmam que o desconforto é real e que o presidente da Casa não pretende dar fluidez a uma pauta tão polêmica. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) A proposta de anistia atravessa seu momento mais delicado desde que começou a ser discutida na Câmara dos Deputados. Enfrenta resistência aberta no Senado e …
Paulinho da Força já indicou que seu texto não deve ser chamado de “PL da anistia”, mas sim de “PL da dosimetria”. (Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados) A designação do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator do projeto de lei (PL) da chamada “anistia” abre caminho para a construção de uma saída razoável para …
Pré-candidato à Presidência pelo PSD afirmou que Flávio deve “prestar contas” à população. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) voltou a cobrar explicações públicas do senador e também pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre as conversas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, …
Episódios recentes envolvendo o Banco Master colocam o poder do STF em xeque Foto: Reprodução Episódios recentes envolvendo o Banco Master colocam o poder do STF em xeque. (Foto: Reprodução) É o caso do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje no epicentro de uma crise de confiança sem precedentes na história brasileira. A dificuldade, mesmo diante …
Gabriel Souza reúne Polo, Frederico e Rigotto na Santa Casa e projeta agenda para a saúde no RS
Vice-governador Gabriel Souza, com Ernani Polo, Frederico Antunes e Germano Rigotto, reúne-se com dirigentes da Santa Casa para discutir avanços e desafios da saúde no Rio Grande do Sul.
Foto: Divulgação
Vice-governador Gabriel Souza, com Ernani Polo, Frederico Antunes e Germano Rigotto, reúne-se com dirigentes da Santa Casa para discutir avanços e desafios da saúde no Rio Grande do Sul. (Foto: Divulgação)
A reunião do vice-governador Gabriel Souza com dirigentes da Santa Casa, nesta segunda-feira (13), em Porto Alegre, foi mais do que uma agenda institucional. Ao lado do deputado Ernani Polo e dos pré-candidatos ao Senado Frederico Antunes e Germano Rigotto, o encontro combinou dois movimentos: discutir um dos setores mais sensíveis do Estado e sinalizar a formação de um campo político para o próximo ciclo eleitoral.
A escolha da Santa Casa como ponto de partida não foi casual. Referência no atendimento pelo SUS, o complexo hospitalar sintetiza a realidade da saúde no Rio Grande do Sul: avanços recentes na organização e no financiamento convivem com gargalos históricos, como filas, pressão sobre leitos e desigualdade no acesso. Ao iniciar por esse setor, o grupo indica que pretende ancorar seu discurso em uma área de impacto direto sobre o eleitor.
Nos bastidores, a leitura é de que a agenda também cumpre papel de alinhamento. A presença de Polo, Frederico e Rigotto — nomes que orbitam a futura composição majoritária — reforça a tentativa de dar unidade a um projeto que busca se apresentar como continuidade de uma gestão que reorganizou as contas e retomou a capacidade de investimento do Estado.
Os números sustentam essa narrativa. O volume de recursos destinados à saúde passou de R$ 778,5 milhões em 2021 para R$ 1,19 bilhão em 2025. No período, o governo quitou dívidas com hospitais e ampliou repasses para obras e equipamentos. Programas como o SUS Gaúcho são apresentados como responsáveis por reduzir filas em especialidades críticas — ainda sem resolver um dos principais passivos do sistema.
Ao falar com gestores e profissionais, Gabriel procurou equilibrar o discurso entre avanços e desafios. “O que construímos até aqui foi fundamental para tirar o sistema de saúde de uma situação de atraso e falta de previsibilidade para um cenário de investimento e organização. Agora, o desafio é avançar na qualificação desse modelo, enfrentando as filas, melhorando o financiamento e garantindo que os recursos cheguem com eficiência onde as pessoas mais precisam”, afirmou.
A fala delimita o eixo da estratégia: sustentar a ideia de mudança estrutural, sem ignorar que o sistema ainda opera sob pressão. Para os hospitais, a previsibilidade nos repasses é apontada como avanço relevante, mas o subfinanciamento permanece como entrave central, especialmente diante da demanda crescente.
A agenda ocorre em um momento de intensificação dos movimentos políticos no Estado. Ao reunir nomes com potencial protagonismo eleitoral em torno de uma pauta concreta, Gabriel tenta associar a discussão da saúde a um projeto mais amplo de gestão. A mensagem, ainda que indireta, é clara: a eleição tende a girar menos em torno de promessas e mais na disputa sobre quem demonstra capacidade de entregar resultados.
Ao abrir a série de encontros por um setor crítico, o grupo busca construir narrativa antes mesmo da formalização das candidaturas. Mais do que discutir números, a estratégia passa por transformar gestão em ativo político.
No fim, a reunião expõe um duplo desafio: consolidar os avanços na organização do sistema e fazer com que eles sejam percebidos pela população. Em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo, não basta apresentar indicadores — será decisivo traduzir esses dados em melhoria concreta no atendimento. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
Related Posts
Anistia enfraquece no Senado e Centão pode perder chantagem na isenção do Imposto de Renda
Nos bastidores, aliados de Alcolumbre afirmam que o desconforto é real e que o presidente da Casa não pretende dar fluidez a uma pauta tão polêmica. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) A proposta de anistia atravessa seu momento mais delicado desde que começou a ser discutida na Câmara dos Deputados. Enfrenta resistência aberta no Senado e …
Congresso tem a chance de costurar um acordo para corrigir excessos na punição dos que foram apenas massa de manobra dos líderes golpistas
Paulinho da Força já indicou que seu texto não deve ser chamado de “PL da anistia”, mas sim de “PL da dosimetria”. (Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados) A designação do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator do projeto de lei (PL) da chamada “anistia” abre caminho para a construção de uma saída razoável para …
Ronaldo Caiado volta a cobrar explicações de Flávio Bolsonaro sobre Vorcaro e diz que o País precisa de um presidente com independência intelectual
Pré-candidato à Presidência pelo PSD afirmou que Flávio deve “prestar contas” à população. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) voltou a cobrar explicações públicas do senador e também pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre as conversas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, …
Supremo Tribunal Federal no epicentro de uma crise de confiança sem precedentes na história
Episódios recentes envolvendo o Banco Master colocam o poder do STF em xeque Foto: Reprodução Episódios recentes envolvendo o Banco Master colocam o poder do STF em xeque. (Foto: Reprodução) É o caso do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje no epicentro de uma crise de confiança sem precedentes na história brasileira. A dificuldade, mesmo diante …