O indicado do presidente Lula precisava de 41 votos e recebeu 34. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
A votação sobre a dosimetria aconteceu quando o Senado ainda debatia os impactos da rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
O advogado-geral da União acompanhou a votação em um gabinete no Senado. Ao ver a derrota pela TV, deu um longo abraço na esposa. Uma hora depois, em uma entrevista coletiva, agradeceu pelos votos que recebeu e, sem citar nomes, disse que o resultado da votação tinha um responsável.
“Passei por cinco meses um processo de desconstrução da minha imagem, toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, disse Messias.
Segundos antes da abertura do painel de votação, o líder do governo no Senado, Jacques Wagner, do PT, perguntou ao presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, do União Brasil, qual era a previsão dele para o resultado.
“Acho que vai perder por oito”, respondeu Davi Alcolumbre. Messias perdeu por sete: precisava de 41 votos, recebeu 34. A oposição comemorou. Alcolumbre gritou ao microfone: “A matéria vai ao arquivo e será feita a devida comunicação à Presidência da República”.
Em nota, a assessoria de Alcolumbre disse que o fato de ele praticamente acertar o placar só demonstra a experiência que o presidente da Casa tem em votações.
A quantidade de votos contra o governo surpreendeu até a oposição, que nos últimos 15 dias intensificou a operação para barrar Jorge Messias. A articulação final para derrotar o governo foi em uma reunião na manhã de terça-feira (28), véspera da votação. Segundo o líder da oposição, senador Rogério Marinho, do PL, mais de 30 senadores participaram da conversa. Foi quando, em nome da unidade do bloco, decidiram que todos votariam contra Messias para mostrar o poder do Senado.
“Havia uma necessidade de termos uma unidade no nosso posicionamento aqui. Que a derrota dessa indicação, politicamente para nós, era muito importante, como uma sinalização à sociedade de que o Senado volta a se empoderar”, diz o senador Rogério Marinho, do PL-RN, líder da oposição.
Conseguiram até mais votos do que esperavam. Calculavam 37 contra a indicação de Messias; tiveram 42. Resultado que mostra que senadores governistas também votaram contra Jorge Messias. O vice-líder do governo no Senado, Otto Alencar, do PSD, prefere não buscar culpados:
“Não se busca, depois de eleição, quem é que votou contra e quem votou a favor, porque é uma falta de educação, como é que votou fulano ou votou cicrano, entendeu? Eu sou educado. Não quero de maneira nenhuma procurar saber. Na minha opinião, eu lamento muito, mas é página virada”.
Outros líderes governistas dizem que a disputa antecipada da eleição de outubro influenciou muitos votos.
Na quinta-feira (29), no plenário, Alcolumbre se manteve calado diante das críticas de governistas e dos elogios da oposição em relação à rejeição de Messias. No caminho para pegar o elevador, disse que não responderia a nenhuma pergunta. Diante da insistência dos jornalistas, que queriam saber sobre conversas, encontros e sobre o responsável pela derrota do governo, Alcolumbre saiu do elevador e disse: “Vocês sabem de mais coisa do que eu”.
Declaração foi feita durante evento do PSDB em São Paulo. (Foto: Carla Fiamini/Divulgação) Durante evento em São Paulo nesse fim de semana, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) declarou que decidirá até meados de maio sobre candidatura à Presidência da República ou ao governo do Ceará nas eleições deste ano. Essa foi sua primeira …
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Jorge Messias barrado no Supremo: quantidade de votos contra o governo surpreende até a oposição
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O advogado-geral da União acompanhou a votação em um gabinete no Senado. Ao ver a derrota pela TV, deu um longo abraço na esposa. Uma hora depois, em uma entrevista coletiva, agradeceu pelos votos que recebeu e, sem citar nomes, disse que o resultado da votação tinha um responsável.
“Passei por cinco meses um processo de desconstrução da minha imagem, toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, disse Messias.
Segundos antes da abertura do painel de votação, o líder do governo no Senado, Jacques Wagner, do PT, perguntou ao presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, do União Brasil, qual era a previsão dele para o resultado.
“Acho que vai perder por oito”, respondeu Davi Alcolumbre. Messias perdeu por sete: precisava de 41 votos, recebeu 34. A oposição comemorou. Alcolumbre gritou ao microfone: “A matéria vai ao arquivo e será feita a devida comunicação à Presidência da República”.
Em nota, a assessoria de Alcolumbre disse que o fato de ele praticamente acertar o placar só demonstra a experiência que o presidente da Casa tem em votações.
A quantidade de votos contra o governo surpreendeu até a oposição, que nos últimos 15 dias intensificou a operação para barrar Jorge Messias. A articulação final para derrotar o governo foi em uma reunião na manhã de terça-feira (28), véspera da votação. Segundo o líder da oposição, senador Rogério Marinho, do PL, mais de 30 senadores participaram da conversa. Foi quando, em nome da unidade do bloco, decidiram que todos votariam contra Messias para mostrar o poder do Senado.
“Havia uma necessidade de termos uma unidade no nosso posicionamento aqui. Que a derrota dessa indicação, politicamente para nós, era muito importante, como uma sinalização à sociedade de que o Senado volta a se empoderar”, diz o senador Rogério Marinho, do PL-RN, líder da oposição.
Conseguiram até mais votos do que esperavam. Calculavam 37 contra a indicação de Messias; tiveram 42. Resultado que mostra que senadores governistas também votaram contra Jorge Messias. O vice-líder do governo no Senado, Otto Alencar, do PSD, prefere não buscar culpados:
“Não se busca, depois de eleição, quem é que votou contra e quem votou a favor, porque é uma falta de educação, como é que votou fulano ou votou cicrano, entendeu? Eu sou educado. Não quero de maneira nenhuma procurar saber. Na minha opinião, eu lamento muito, mas é página virada”.
Outros líderes governistas dizem que a disputa antecipada da eleição de outubro influenciou muitos votos.
Na quinta-feira (29), no plenário, Alcolumbre se manteve calado diante das críticas de governistas e dos elogios da oposição em relação à rejeição de Messias. No caminho para pegar o elevador, disse que não responderia a nenhuma pergunta. Diante da insistência dos jornalistas, que queriam saber sobre conversas, encontros e sobre o responsável pela derrota do governo, Alcolumbre saiu do elevador e disse: “Vocês sabem de mais coisa do que eu”.
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