Indicar um ministro do Supremo é sempre um trunfo. Mas o fato de haver muito mais candidatos que vagas e a briga entre aliados sempre são motivo de tensão
Hoje, quem relata a maior parte dessas ações, inclusive com bloqueio e pressões sobre o Legislativo, é justamente o último indicado por Lula. (Foto: Reprodução)
As diversas falas do ministro Luís Roberto Barroso já reforçavam o rumor que há meses circulava nos bastidores de Brasília: de que ele deixaria seu posto de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Era decisão dada como certa e a aposentadoria antecipada veio, conforme o esperado. E isso abre novamente a guerra por uma indicação para a Corte, que cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pode se transformar em uma grande dor de cabeça para o presidente.
Indicar um ministro do STF é sempre um trunfo. Mas o fato de haver muito mais candidatos que vagas e a briga entre aliados para emplacar seus favoritos sempre são motivo de tensão. No caso em especial, o nome que tem mais apoio não é aquele que combina mais com a linha das escolhas do petista até aqui.
Trata-se do senador Rodrigo Pacheco, que tem como principal cabo eleitoral o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não costuma pegar leve para fazer prevalecer suas vontades. Em 2021, quando insistia no nome de Augusto Aras para o STF, Alcolumbre atrasou por cinco meses a sabatina do escolhido por Jair Bolsonaro, André Mendonça.
Hoje, até mais do que naquela época, Alcolumbre tem motivos para bater o pé por Pacheco. Especula-se entre aliados do governo que uma das alternativas para mitigar o caos orçamentário previsto para os próximos anos com a explosão das despesas e a restrição dos gastos discricionários possa ser o debate sobre o fim da obrigatoriedade das emendas parlamentares e a redução de seu volume. Tende a ser um debate em consequência das ações no STF que hoje investigam desvios no orçamento secreto. A Corte será chamada a decidir sobre isso em breve.
Hoje, quem relata a maior parte dessas ações, inclusive com bloqueio e pressões sobre o Legislativo, é justamente o último indicado por Lula: Flávio Dino, um crítico vocal da cooptação do Executivo por meio das emendas parlamentares. Linha oposta à de Pacheco, que, como aliado de Alcolumbre, ajudou a manejar o acordo de emendas que deu força ao Parlamento. A escolha por Pacheco ou outro nome poderia ser decisiva para Alcolumbre ou para o governo nesta batalha que se avizinha na Corte.
Há ainda outro problema em escolher Pacheco neste momento: definir o que fazer com a disputa eleitoral em Minas Gerais. Lula não vê outro nome com a mesma viabilidade do senador para garantir um palanque no Estado que geralmente decide as eleições. A alternativa seria colocar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, hoje candidato ao Senado, como concorrente ao governo, mas a chapa se enfraqueceria. (Por Ricardo Corrêa do portal Estadão).
https://www.osul.com.br/indicar-um-ministro-do-supremo-e-sempre-um-trunfo-mas-o-fato-de-haver-muito-mais-candidatos-que-vagas-e-a-briga-entre-aliados-sempre-sao-motivo-de-tensao/ Indicar um ministro do Supremo é sempre um trunfo. Mas o fato de haver muito mais candidatos que vagas e a briga entre aliados sempre são motivo de tensão 2025-10-11
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Hoje, até mais do que naquela época, Alcolumbre tem motivos para bater o pé por Pacheco. Especula-se entre aliados do governo que uma das alternativas para mitigar o caos orçamentário previsto para os próximos anos com a explosão das despesas e a restrição dos gastos discricionários possa ser o debate sobre o fim da obrigatoriedade das emendas parlamentares e a redução de seu volume. Tende a ser um debate em consequência das ações no STF que hoje investigam desvios no orçamento secreto. A Corte será chamada a decidir sobre isso em breve.
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2025-10-11
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