Entre os pontos enfatizados pela igreja está a necessidade de preservar a unidade entre os fiéis, independentemente de suas preferências eleitorais.
Foto: Reprodução/Instagram
Entre os pontos enfatizados pela igreja está a necessidade de preservar a unidade entre os fiéis, independentemente de suas preferências eleitorais. (Foto: Reprodução/Instagram)
A Igreja Adventista do Sétimo Dia voltou a reafirmar sua posição de neutralidade político-partidária em meio ao crescimento da identificação de parte de seus membros com pautas e lideranças ligadas ao bolsonarismo. A medida foi formalizada por meio de uma atualização do documento “Os Adventistas e a Política”, aprovada em maio pela Divisão Sul-Americana da denominação e reforçada nos últimos dias por dirigentes da instituição.
O texto orienta que pastores, administradores e demais líderes da igreja não utilizem sua posição religiosa para promover candidatos, partidos ou movimentos políticos. A diretriz também reforça a defesa histórica da separação entre Igreja e Estado, princípio considerado fundamental pela denominação desde sua origem.
A discussão ganhou destaque após relatos de aproximação entre setores do público adventista e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos anos, lideranças e personalidades ligadas ao campo conservador passaram a encontrar maior receptividade em segmentos da comunidade evangélica, incluindo membros da Igreja Adventista.
Segundo especialistas ouvidos em reportagens recentes, o fenômeno não é exclusivo da denominação e acompanha uma tendência observada em diferentes grupos evangélicos brasileiros. Temas como valores familiares, liberdade religiosa e pautas conservadoras contribuíram para aproximar parte dos fiéis do discurso bolsonarista.
Apesar disso, a direção da Igreja Adventista tem buscado diferenciar as convicções políticas individuais dos posicionamentos institucionais. O documento atualizado destaca que a organização não apoia candidatos, não financia campanhas eleitorais e não permite o uso de templos para atividades partidárias. A participação política é tratada como uma decisão de caráter pessoal dos membros, desde que respeitados os princípios da fé e da convivência democrática.
A atualização do texto também ocorreu em um contexto de polarização política crescente no Brasil e de preparação para as eleições presidenciais de 2026. A liderança adventista avaliou que era necessário revisar orientações publicadas anteriormente para responder aos desafios surgidos nos últimos anos, marcados pelo aumento das disputas ideológicas e pela presença cada vez maior de temas políticos no ambiente religioso.
Entre os pontos enfatizados pela igreja está a necessidade de preservar a unidade entre os fiéis, independentemente de suas preferências eleitorais. A orientação é que os debates políticos não comprometam a missão religiosa da instituição nem provoquem divisões dentro das congregações.
Com milhões de membros em toda a América do Sul e forte presença no Brasil, a Igreja Adventista busca manter uma posição de equidistância em relação às disputas partidárias. Ao reforçar a neutralidade institucional às vésperas de mais um ciclo eleitoral, a denominação tenta evitar que divergências políticas interfiram em sua atuação religiosa e comunitária.
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Igreja Adventista reforça neutralidade política em meio a avanço bolsonarista
Entre os pontos enfatizados pela igreja está a necessidade de preservar a unidade entre os fiéis, independentemente de suas preferências eleitorais.
Foto: Reprodução/Instagram
Entre os pontos enfatizados pela igreja está a necessidade de preservar a unidade entre os fiéis, independentemente de suas preferências eleitorais. (Foto: Reprodução/Instagram)
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A discussão ganhou destaque após relatos de aproximação entre setores do público adventista e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos últimos anos, lideranças e personalidades ligadas ao campo conservador passaram a encontrar maior receptividade em segmentos da comunidade evangélica, incluindo membros da Igreja Adventista.
Segundo especialistas ouvidos em reportagens recentes, o fenômeno não é exclusivo da denominação e acompanha uma tendência observada em diferentes grupos evangélicos brasileiros. Temas como valores familiares, liberdade religiosa e pautas conservadoras contribuíram para aproximar parte dos fiéis do discurso bolsonarista.
Apesar disso, a direção da Igreja Adventista tem buscado diferenciar as convicções políticas individuais dos posicionamentos institucionais. O documento atualizado destaca que a organização não apoia candidatos, não financia campanhas eleitorais e não permite o uso de templos para atividades partidárias. A participação política é tratada como uma decisão de caráter pessoal dos membros, desde que respeitados os princípios da fé e da convivência democrática.
A atualização do texto também ocorreu em um contexto de polarização política crescente no Brasil e de preparação para as eleições presidenciais de 2026. A liderança adventista avaliou que era necessário revisar orientações publicadas anteriormente para responder aos desafios surgidos nos últimos anos, marcados pelo aumento das disputas ideológicas e pela presença cada vez maior de temas políticos no ambiente religioso.
Entre os pontos enfatizados pela igreja está a necessidade de preservar a unidade entre os fiéis, independentemente de suas preferências eleitorais. A orientação é que os debates políticos não comprometam a missão religiosa da instituição nem provoquem divisões dentro das congregações.
Com milhões de membros em toda a América do Sul e forte presença no Brasil, a Igreja Adventista busca manter uma posição de equidistância em relação às disputas partidárias. Ao reforçar a neutralidade institucional às vésperas de mais um ciclo eleitoral, a denominação tenta evitar que divergências políticas interfiram em sua atuação religiosa e comunitária.
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