O Google não revelou detalhes sobre os responsáveis pelo ataque nem informou qual empresa teria sido alvo da tentativa de invasão.
Foto: Reprodução
O Google não revelou detalhes sobre os responsáveis pelo ataque nem informou qual empresa teria sido alvo da tentativa de invasão. (Foto: Reprodução)
O Google informou que conseguiu interromper uma tentativa de um grupo criminoso de usar inteligência artificial para explorar uma vulnerabilidade digital até então desconhecida em uma empresa.
Segundo a gigante da tecnologia, o caso reforça um risco que especialistas em segurança cibernética vêm alertando há anos: o uso de IA por hackers para tornar ataques mais rápidos, sofisticados e difíceis de detectar.
John Hultquist, analista-chefe da área de inteligência de ameaças do Google, afirmou que esse cenário já se tornou realidade.
“É aqui. A era da exploração de vulnerabilidades impulsionada por inteligência artificial já começou”, declarou.
A companhia, porém, disse ter identificado o uso de um modelo de linguagem de IA — tecnologia semelhante à utilizada em chatbots — para ajudar criminosos a localizar a falha no sistema.
De acordo com o Google, a vulnerabilidade permitia contornar a autenticação em dois fatores e acessar uma ferramenta online de administração de sistemas.
O caso foi classificado pela empresa como um “zero-day exploit”, termo utilizado para ataques que exploram falhas desconhecidas e ainda sem correção disponível pelos desenvolvedores.
Segundo a companhia, a empresa afetada e as autoridades policiais foram notificadas, e a operação criminosa foi interrompida antes que houvesse danos.
O Google também afirmou que não há indícios de envolvimento de governos no episódio. Ainda assim, destacou que grupos ligados à China e à Coreia do Norte já demonstraram interesse em técnicas semelhantes no passado.
O episódio ocorre em meio ao avanço acelerado das capacidades da inteligência artificial na identificação de falhas em sistemas, o que tem aumentado a preocupação entre governos, empresas de tecnologia e especialistas em segurança digital.
O tema ganhou ainda mais relevância após o lançamento de novos modelos avançados de IA voltados à segurança cibernética por companhias do setor.
Algumas empresas passaram a desenvolver versões específicas da tecnologia para auxiliar defensores digitais a localizar e corrigir vulnerabilidades antes que elas sejam exploradas por criminosos.
Especialistas ouvidos pela imprensa internacional afirmam que, embora a inteligência artificial possa fortalecer a defesa digital no longo prazo, ela também tende a ampliar os riscos no curto prazo, devido à enorme quantidade de sistemas vulneráveis ainda em operação no mundo.
Segundo esses analistas, o período de transição poderá ser marcado por um aumento de ataques cibernéticos mais sofisticados, exigindo maior coordenação entre empresas e governos para reduzir os riscos.
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Google interrompe ataque hacker que usava inteligência artificial para explorar falha em sistema de empresa
O Google não revelou detalhes sobre os responsáveis pelo ataque nem informou qual empresa teria sido alvo da tentativa de invasão.
Foto: Reprodução
O Google não revelou detalhes sobre os responsáveis pelo ataque nem informou qual empresa teria sido alvo da tentativa de invasão. (Foto: Reprodução)
O Google informou que conseguiu interromper uma tentativa de um grupo criminoso de usar inteligência artificial para explorar uma vulnerabilidade digital até então desconhecida em uma empresa.
Segundo a gigante da tecnologia, o caso reforça um risco que especialistas em segurança cibernética vêm alertando há anos: o uso de IA por hackers para tornar ataques mais rápidos, sofisticados e difíceis de detectar.
John Hultquist, analista-chefe da área de inteligência de ameaças do Google, afirmou que esse cenário já se tornou realidade.
“É aqui. A era da exploração de vulnerabilidades impulsionada por inteligência artificial já começou”, declarou.
A companhia, porém, disse ter identificado o uso de um modelo de linguagem de IA — tecnologia semelhante à utilizada em chatbots — para ajudar criminosos a localizar a falha no sistema.
De acordo com o Google, a vulnerabilidade permitia contornar a autenticação em dois fatores e acessar uma ferramenta online de administração de sistemas.
O caso foi classificado pela empresa como um “zero-day exploit”, termo utilizado para ataques que exploram falhas desconhecidas e ainda sem correção disponível pelos desenvolvedores.
Segundo a companhia, a empresa afetada e as autoridades policiais foram notificadas, e a operação criminosa foi interrompida antes que houvesse danos.
O Google também afirmou que não há indícios de envolvimento de governos no episódio. Ainda assim, destacou que grupos ligados à China e à Coreia do Norte já demonstraram interesse em técnicas semelhantes no passado.
O episódio ocorre em meio ao avanço acelerado das capacidades da inteligência artificial na identificação de falhas em sistemas, o que tem aumentado a preocupação entre governos, empresas de tecnologia e especialistas em segurança digital.
O tema ganhou ainda mais relevância após o lançamento de novos modelos avançados de IA voltados à segurança cibernética por companhias do setor.
Algumas empresas passaram a desenvolver versões específicas da tecnologia para auxiliar defensores digitais a localizar e corrigir vulnerabilidades antes que elas sejam exploradas por criminosos.
Especialistas ouvidos pela imprensa internacional afirmam que, embora a inteligência artificial possa fortalecer a defesa digital no longo prazo, ela também tende a ampliar os riscos no curto prazo, devido à enorme quantidade de sistemas vulneráveis ainda em operação no mundo.
Segundo esses analistas, o período de transição poderá ser marcado por um aumento de ataques cibernéticos mais sofisticados, exigindo maior coordenação entre empresas e governos para reduzir os riscos.
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