A Alphabet, controladora do Google, entrou para o grupo de empresas que ultrapassaram a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado, ao lado das gigantes de tecnologia Apple e Microsoft
Alphabet fatura com publicidade, nuvem, sistema para celulares e chips próprios. (Foto: Reprodução)
A Alphabet, controladora do Google, atingiu a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado na última semana, entrando para um seleto grupo de empresas globais que alcançaram esse patamar. A empresa ultrapassou a Apple e ocupa a segunda posição do ranking das mais valiosas do mundo, atrás da Nvidia, avaliada em US$ 4,5 trilhões – as posições se mantiveram nessa segunda (19), apesar do valor da Alphabet ter caído para 3,98 trilhões.
As ações da companhia avançaram impulsionadas pela avaliação positiva de analistas sobre o potencial do Google em 2026 e pelo anúncio de que a Apple adotará o Gemini, modelo de inteligência artificial do Google, como base para seus próprios sistemas de IA e para a próxima geração da assistente virtual Siri.
Outro alívio para a controladora do Google veio da justiça norte-americana. “Em 2025 a gente teve vários destravamentos de valor, que começaram com a empresa ganhando alguns processos de investigação antitruste”, diz o líder da cobertura de Global Tech do Itaú BBA, Stephano Gabriel.
Para analistas financeiros, as ações da Alphabet se beneficiaram de um conjunto de fatores, incluindo diversificação de fontes de receita – publicidade on-line, serviços de computação em nuvem, sistema operacional para celulares e chips próprios – impulsionadas pela IA generativa.
“Ao colocar a ‘Agentic Al’ em produção dentro de um ecossistema já dominante, a Alphabet acelera um ciclo autossustentável e contínuo de crescimento financeiro, no qual usuários, dados, eficiência operacional e monetização se reforçam continuamente”, explica Cassiolato.
Segurança
Na visão dos especialistas, a Alphabet trouxe segurança aos investidores com um balanço trimestral acima das expectativas de Wall Street, avanço de 34% em receita de nuvem, combinado ao modelo de IA Gemini 3 que faz frente ao ChatGPT, da OpenAl. Além disso, os chips próprios de IA do Google já têm a Meta Platforms como cliente.
Enquanto as ações da Alphabet subiam, a Nvidia perdeu US$ 500 bilhões em valor de mercado desde outubro, quando tinha chegado aos US$ 5 trilhões. Apesar de ter apresentado um balanço robusto no terceiro trimestre fiscal de 2026, a empresa gerou receio de investidores após um acordo anunciado em setembro com a OpenAl, envolvendo até US$ 100 bilhões investidos em infraestrutura de IA. A criadora do ChatGPT. por sua vez, se comprometeu com uma série de gigantes de tecnologia, incluindo a Oracle, provocando insegurança nos investidores.
“A OpenAl chegou a se comprometer com um [gasto de capital] Capex de US$ 1,4 trilhão nos próximos oito anos, sendo que é uma empresa com receita anual de cerca de US$ 20 bilhões. É uma conta que não fecha”, diz a estrategista global da XP, Maria Irene Jordão. “Isso provocou uma queda bem brusca de todas as empresas associadas à OpenAl, no que o mercado começou a chamar de Complexo OpenAl.”
Nesse cenário, as movimentações bem-sucedidas da Alphabet em IA despontam como uma alternativa segura de investimentos, avalia Jordão. “O mercado passou a ver o Google, talvez, como uma das grandes ganhadoras da corrida da IA a longo prazo.”
Bolha
O temor de estouro de uma bolha de investimentos em IA não se dissipou, mas parece mais distante, especialmente após os balanços de ‘big techs’ do terceiro trimestre e as perspectivas otimistas para o fechamento do ano, avaliam os analistas. “O medo permanece, mas a dinâmica de resultados das empresas ainda segue boa”, diz Gabriel.
Jordão observa que que o cenário é diferente do de 2000, quando a bolha das “pontocom” estourou. Eram principalmente empresas que não davam lucro. Este não é o caso das “big techs” que estão no cerne do avanço da IA. Com informações do Valor Econômico e Times Brasil.
https://www.osul.com.br/a-alphabet-controladora-do-google-entrou-para-o-grupo-de-empresas-que-ultrapassaram-a-marca-de-us-4-trilhoes-em-valor-de-mercado-ao-lado-das-gigantes-de-tecnologia-apple-e-microsoft/ A Alphabet, controladora do Google, entrou para o grupo de empresas que ultrapassaram a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado, ao lado das gigantes de tecnologia Apple e Microsoft 2026-01-19
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Outro alívio para a controladora do Google veio da justiça norte-americana. “Em 2025 a gente teve vários destravamentos de valor, que começaram com a empresa ganhando alguns processos de investigação antitruste”, diz o líder da cobertura de Global Tech do Itaú BBA, Stephano Gabriel.
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“Ao colocar a ‘Agentic Al’ em produção dentro de um ecossistema já dominante, a Alphabet acelera um ciclo autossustentável e contínuo de crescimento financeiro, no qual usuários, dados, eficiência operacional e monetização se reforçam continuamente”, explica Cassiolato.
Segurança
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“A OpenAl chegou a se comprometer com um [gasto de capital] Capex de US$ 1,4 trilhão nos próximos oito anos, sendo que é uma empresa com receita anual de cerca de US$ 20 bilhões. É uma conta que não fecha”, diz a estrategista global da XP, Maria Irene Jordão. “Isso provocou uma queda bem brusca de todas as empresas associadas à OpenAl, no que o mercado começou a chamar de Complexo OpenAl.”
Nesse cenário, as movimentações bem-sucedidas da Alphabet em IA despontam como uma alternativa segura de investimentos, avalia Jordão. “O mercado passou a ver o Google, talvez, como uma das grandes ganhadoras da corrida da IA a longo prazo.”
Bolha
O temor de estouro de uma bolha de investimentos em IA não se dissipou, mas parece mais distante, especialmente após os balanços de ‘big techs’ do terceiro trimestre e as perspectivas otimistas para o fechamento do ano, avaliam os analistas. “O medo permanece, mas a dinâmica de resultados das empresas ainda segue boa”, diz Gabriel.
Jordão observa que que o cenário é diferente do de 2000, quando a bolha das “pontocom” estourou. Eram principalmente empresas que não davam lucro. Este não é o caso das “big techs” que estão no cerne do avanço da IA. Com informações do Valor Econômico e Times Brasil.
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