Entre as empresas que tiveram déficit e prejuízo estão os Correios, que enfrentam grave crise e tiveram um prejuízo de R$ 6,05 bilhões até setembro de 2025.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Entre as empresas que tiveram déficit e prejuízo estão os Correios, que enfrentam grave crise e tiveram um prejuízo de R$ 6,05 bilhões até setembro de 2025. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O resultado primário das 19 empresas estatais federais consideradas para o Ministério da Gestão e Inovaçãos em Serviços Públicos (MGI) foi de déficit de R$ 5,1 bilhões em 2025. Trata-se de uma melhora em relação a 2024, quando o rombo foi de R$ 6,7 bilhões, mas é o segundo pior resultado da série, ficando atrás apenas do ano anterior.
O resultado está dentro do limite previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que era déficit de R$ 6,2 bilhões.
Segundo nota do MGI, “o déficit está em linha com o resultado primário das estatais federais apurado pelo Banco Central, que somou R$ 5,1 bilhões e que considera 20 empresas (as mesmas 19 acompanhadas pelo governo e mais ENBPar)”.
A conta, para o ministério, foi “fortemente” impactada pelo investimento e o pagamento de dividendos das estatais.
“Em 2025, as 20 empresas da estatística do Banco Central investiram juntas R$ 5,1 bilhões e pagaram, até junho do mesmo ano, R$ 1,6 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio. Investimentos e dividendos refletem situações positivas, mas entram na contabilidade fiscal como despesas, impactando negativamente o resultado primário”, escreveu o MGI.
O déficit das estatais foi puxado pelo resultado da Emgepron, que teve um saldo negativo de R$ 2,8 bilhões por conta de investimentos de R$ 2,6 bilhões feitos pela empresa em 2025.
Mesmo com o rombo, fiscal a estatal lucrou R$ 254 milhões no acumulado até setembro. Ela está desenvolvendo o projeto de construção de fragatas.
O MGI aponta que é comum que empresas dependentes do governo podem registrar déficit e ter lucro ao mesmo tempo.
“Entre as 20 empresas que compõem a estatística de resultado primário do BC, 16 estão registrando lucro em 2025, e quatro, prejuízo. Entre as 16 empresas lucrativas, oito apresentaram ao mesmo tempo lucro e déficit fiscal”, explica a nota.
Correios
Entre as empresas que tiveram déficit e prejuízo estão os Correios, que enfrentam grave crise e tiveram um prejuízo de R$ 6,05 bilhões até setembro (o triplo do ano anterior), além de um déficit de R$ 1,047 bilhão.
Em dezembro do ano passado, foi incluído na LDO de 2026 um dispositivo para retirar até R$ 10 bilhões da meta de déficit das estatais este ano, em aceno ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No final do ano passado, os Correios aprovaram um plano de reestruturação e contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias com garantia do Tesouro Nacional.
(Com O Estado de S.Paulo)
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Estatais federais fecham 2025 com rombo de R$ 5,1 bilhões
Entre as empresas que tiveram déficit e prejuízo estão os Correios, que enfrentam grave crise e tiveram um prejuízo de R$ 6,05 bilhões até setembro de 2025.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Entre as empresas que tiveram déficit e prejuízo estão os Correios, que enfrentam grave crise e tiveram um prejuízo de R$ 6,05 bilhões até setembro de 2025. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O resultado primário das 19 empresas estatais federais consideradas para o Ministério da Gestão e Inovaçãos em Serviços Públicos (MGI) foi de déficit de R$ 5,1 bilhões em 2025. Trata-se de uma melhora em relação a 2024, quando o rombo foi de R$ 6,7 bilhões, mas é o segundo pior resultado da série, ficando atrás apenas do ano anterior.
O resultado está dentro do limite previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que era déficit de R$ 6,2 bilhões.
Segundo nota do MGI, “o déficit está em linha com o resultado primário das estatais federais apurado pelo Banco Central, que somou R$ 5,1 bilhões e que considera 20 empresas (as mesmas 19 acompanhadas pelo governo e mais ENBPar)”.
A conta, para o ministério, foi “fortemente” impactada pelo investimento e o pagamento de dividendos das estatais.
“Em 2025, as 20 empresas da estatística do Banco Central investiram juntas R$ 5,1 bilhões e pagaram, até junho do mesmo ano, R$ 1,6 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio. Investimentos e dividendos refletem situações positivas, mas entram na contabilidade fiscal como despesas, impactando negativamente o resultado primário”, escreveu o MGI.
O déficit das estatais foi puxado pelo resultado da Emgepron, que teve um saldo negativo de R$ 2,8 bilhões por conta de investimentos de R$ 2,6 bilhões feitos pela empresa em 2025.
Mesmo com o rombo, fiscal a estatal lucrou R$ 254 milhões no acumulado até setembro. Ela está desenvolvendo o projeto de construção de fragatas.
O MGI aponta que é comum que empresas dependentes do governo podem registrar déficit e ter lucro ao mesmo tempo.
“Entre as 20 empresas que compõem a estatística de resultado primário do BC, 16 estão registrando lucro em 2025, e quatro, prejuízo. Entre as 16 empresas lucrativas, oito apresentaram ao mesmo tempo lucro e déficit fiscal”, explica a nota.
Correios
Entre as empresas que tiveram déficit e prejuízo estão os Correios, que enfrentam grave crise e tiveram um prejuízo de R$ 6,05 bilhões até setembro (o triplo do ano anterior), além de um déficit de R$ 1,047 bilhão.
Em dezembro do ano passado, foi incluído na LDO de 2026 um dispositivo para retirar até R$ 10 bilhões da meta de déficit das estatais este ano, em aceno ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No final do ano passado, os Correios aprovaram um plano de reestruturação e contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias com garantia do Tesouro Nacional.
(Com O Estado de S.Paulo)
https://www.osul.com.br/estatais-federais-fecham-2025-com-rombo-de-r-51-bilhoes/
Estatais federais fecham 2025 com rombo de R$ 5,1 bilhões
2026-01-30
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