Ex-governador de MG disse que episódio era “tapa na cara dos brasileiros de bem”. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Após o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticar o adversário Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por conta do pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para finalizar o filme sobre a trajetória do pai, Carlos e Eduardo Bolsonaro defenderam o irmão das declarações do ex-governador de Minas Gerais. A troca de mensagens entre o senador e o banqueiro foi publicada pelo Intercept e confirmada pelo O Globo.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, disse Zema em uma gravação nas redes sociais.
Em resposta a uma publicação nas redes sociais, que comentava a crítica de Zema a Flávio, o pré-candidato ao Senado por Santa Catarina Carlos Bolsonaro disse que o adversário estava “passando de todos os limites”.
“Não dá! O engolidor de casca de banana está passando de todos os limites”, escreveu o ex-vereador do Rio de Janeiro, fazendo referência ao episódio no qual Zema gravou um vídeo comendo uma fruta inteira para ironizar o aumento de preços no governo Lula. Carlos completou: “Cadê os parlamentares para defender a verdade? Não me venha dizer que é ataque. É apenas constatação frente mais uma bizarra apresentação. Da próxima vez acende morteiro sabe onde, fechador de loja alheia e abridor de portas particulares”.
Residindo nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro fez críticas ao ex-governador de Minas Gerais, que classificou como “baixo” e “vil”. “Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a ‘união da direita’, o ‘potencial vice’ se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos”, escreveu Eduardo.
Ele também republicou no Instagram uma postagem com críticas à declaração de Zema.
“Romeu Zema, que dizia respeitar o Flávio Bolsonaro, sequer ligou ou enviou uma mensagem ao senador para apurar de fato o que aconteceu. Ao contrário disso, preferiu correr para as redes e usar uma narrativa petista como pauta para subir nas pesquisas”, diz o texto publicado originalmente pelo perfil MarinaDiMoraes, no X.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) também criticou Zema, que chamou de oportunista.
Em nota divulgada na tarde de quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro admitiu ter trocado mensagens com o banqueiro, mas acrescentou se tratar de uma relação privada. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, diz o texto do pré-candidato.
Na nota, o senador acrescenta ainda ter conhecido Vorcaro em 2024, quando o governo do pai já havia terminado. Ele afirma que, naquele momento, ainda não existiam “não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”. Flávio Bolsonaro volta no texto a defender a instauração de uma CPI do Master.
“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro”, diz Flávio. (Com informações do jornal O Globo)
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“Está passando de todos os limites”, diz Carlos Bolsonaro sobre Romeu Zema
Ex-governador de MG disse que episódio era “tapa na cara dos brasileiros de bem”. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Após o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticar o adversário Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por conta do pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para finalizar o filme sobre a trajetória do pai, Carlos e Eduardo Bolsonaro defenderam o irmão das declarações do ex-governador de Minas Gerais. A troca de mensagens entre o senador e o banqueiro foi publicada pelo Intercept e confirmada pelo O Globo.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, disse Zema em uma gravação nas redes sociais.
Em resposta a uma publicação nas redes sociais, que comentava a crítica de Zema a Flávio, o pré-candidato ao Senado por Santa Catarina Carlos Bolsonaro disse que o adversário estava “passando de todos os limites”.
“Não dá! O engolidor de casca de banana está passando de todos os limites”, escreveu o ex-vereador do Rio de Janeiro, fazendo referência ao episódio no qual Zema gravou um vídeo comendo uma fruta inteira para ironizar o aumento de preços no governo Lula. Carlos completou: “Cadê os parlamentares para defender a verdade? Não me venha dizer que é ataque. É apenas constatação frente mais uma bizarra apresentação. Da próxima vez acende morteiro sabe onde, fechador de loja alheia e abridor de portas particulares”.
Residindo nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro fez críticas ao ex-governador de Minas Gerais, que classificou como “baixo” e “vil”. “Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a ‘união da direita’, o ‘potencial vice’ se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos”, escreveu Eduardo.
Ele também republicou no Instagram uma postagem com críticas à declaração de Zema.
“Romeu Zema, que dizia respeitar o Flávio Bolsonaro, sequer ligou ou enviou uma mensagem ao senador para apurar de fato o que aconteceu. Ao contrário disso, preferiu correr para as redes e usar uma narrativa petista como pauta para subir nas pesquisas”, diz o texto publicado originalmente pelo perfil MarinaDiMoraes, no X.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) também criticou Zema, que chamou de oportunista.
Em nota divulgada na tarde de quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro admitiu ter trocado mensagens com o banqueiro, mas acrescentou se tratar de uma relação privada. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, diz o texto do pré-candidato.
Na nota, o senador acrescenta ainda ter conhecido Vorcaro em 2024, quando o governo do pai já havia terminado. Ele afirma que, naquele momento, ainda não existiam “não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”. Flávio Bolsonaro volta no texto a defender a instauração de uma CPI do Master.
“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro”, diz Flávio. (Com informações do jornal O Globo)
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