Presidente orientou sobre as propagandas oficiais que serão exibidas nas próximas semanas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Além de orientações sobre entregas antes do período eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a reunião ministerial da última quarta-feira (3) para fazer observações a respeito da comunicação do governo.
Na parte fechada do encontro, segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula pediu mudanças em propagandas oficiais sobre ações do governo nos estados que serão veiculadas nas próximas semanas.
Ao ser apresentado a vídeos sobre as propagandas que serão exibidas em São Paulo e em Minas Gerais, dois maiores colégios eleitorais do Brasil, Lula fez ao menos duas ponderações.
A primeira foi um pedido para incluir nos vídeos citações ao programa “Pé de Meia”, uma das principais novidades do terceiro mandato do petista, e a ações do governo na área de habitação.
A segunda colocação de Lula foi para que os vídeos deixem explícito que algumas das obras mencionadas nas propagandas estão sendo feitas em parceria com os governos estaduais.
Nesse momento, segundo relatos, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, ponderou que a parceria tinha sido citada em artes escritas no vídeo.
Apesar dos pedidos de mudanças no material, auxiliares presidenciais ressaltam que o presidente da República aplaudiu os dois vídeos exibidos durante a reunião ministerial.
Soberania
Ao abrir a reunião, realizada diante de um cenário em que o Brasil se vê sob ameaça de uma nova taxação por parte dos Estados Unidos, o presidente foi categórico na defesa dos interesses da nação. “Esse país não adotará mais a política de vira-lata diante das grandes potências”, afirmou Lula.
“Nós estamos num momento decisivo para que a sociedade brasileira, eu diria até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país, a nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, a nossa luta para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós somos muito grandes. Nós temos muita história, e nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil esta semana”, ressaltou o presidente.
Lula lembrou que desde que as primeiras tarifas foram impostas ao país, em julho de 2025, o governo tem trabalhado junto aos Estados Unidos para reverter a taxação e que, mais uma vez, adotará o caminho do diálogo, sem abrir mão da soberania do país em nenhum momento deste processo.
“Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos. O que é que nós fizemos? Nós não fizemos bravata, nós não fizemos discurso. Nós resolvemos construir uma narrativa para tentar mostrar, não só aos Estados Unidos, mas mostrar a outros países e ao povo americano, a insensatez da punição ao Brasil”, lembrou Lula. (Com informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles)
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Em reunião, Lula pede mudanças em propagandas do governo
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Na parte fechada do encontro, segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula pediu mudanças em propagandas oficiais sobre ações do governo nos estados que serão veiculadas nas próximas semanas.
Ao ser apresentado a vídeos sobre as propagandas que serão exibidas em São Paulo e em Minas Gerais, dois maiores colégios eleitorais do Brasil, Lula fez ao menos duas ponderações.
A primeira foi um pedido para incluir nos vídeos citações ao programa “Pé de Meia”, uma das principais novidades do terceiro mandato do petista, e a ações do governo na área de habitação.
A segunda colocação de Lula foi para que os vídeos deixem explícito que algumas das obras mencionadas nas propagandas estão sendo feitas em parceria com os governos estaduais.
Nesse momento, segundo relatos, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, ponderou que a parceria tinha sido citada em artes escritas no vídeo.
Apesar dos pedidos de mudanças no material, auxiliares presidenciais ressaltam que o presidente da República aplaudiu os dois vídeos exibidos durante a reunião ministerial.
Soberania
Ao abrir a reunião, realizada diante de um cenário em que o Brasil se vê sob ameaça de uma nova taxação por parte dos Estados Unidos, o presidente foi categórico na defesa dos interesses da nação. “Esse país não adotará mais a política de vira-lata diante das grandes potências”, afirmou Lula.
“Nós estamos num momento decisivo para que a sociedade brasileira, eu diria até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país, a nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, a nossa luta para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós somos muito grandes. Nós temos muita história, e nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil esta semana”, ressaltou o presidente.
Lula lembrou que desde que as primeiras tarifas foram impostas ao país, em julho de 2025, o governo tem trabalhado junto aos Estados Unidos para reverter a taxação e que, mais uma vez, adotará o caminho do diálogo, sem abrir mão da soberania do país em nenhum momento deste processo.
“Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos. O que é que nós fizemos? Nós não fizemos bravata, nós não fizemos discurso. Nós resolvemos construir uma narrativa para tentar mostrar, não só aos Estados Unidos, mas mostrar a outros países e ao povo americano, a insensatez da punição ao Brasil”, lembrou Lula. (Com informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles)
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