Filho de Jair Bolsonaro (C) participou de evento em SP com Tarcísio (E) e Ricardo Nunes (D). (Foto: Divulgação)
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “o mal vai ser expulso do governo do Brasil” e que o país vive uma “guerra espiritual”. A declaração foi feita na Marcha para Jesus, evento evangélico que acontece em São Paulo nessa quinta-feira (4) de Corpus Christi.
Também presente, o advogado-geral da União, Jorge Messias, por sua vez, citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso para dizer que a ocasião não era de palanque. “O presidente Lula me enviou aqui, ele me pediu algumas coisas: me pediu pra levar o amor, a palavra de amor e de comunhão, e disse que aqui não é lugar pra comício” declarou.
“Vamos orar pelo nosso Brasil, essa guerra é espiritual. Maior resposta que podemos dar ao mal que vai ser expulso do governo do Brasil esse ano”, afirmou o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no evento pela manhã. “Não estou aqui como candidato, estou aqui como cristão”, havia dito pouco antes. Flávio, que é pré-candidato ao Planalto em 2026, não marcou presença nos anos anteriores.
Minutos antes de falar no trio, ele se esquivou de duas perguntas feitas a ele pela Folha de S.Paulo. A primeira: se acreditava que as tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos têm potencial para prejudicar sua candidatura. O senador se reuniu com Donald Trump dias antes do anúncio e, como vacina contra essa linha já explorada por Lula, seu maior adversário, chegou a afirmar que pediu ao presidente americano que vete a taxação. No evento, Flávio disse que o momento não era para falar de política.
Também não quis responder sobre a preferência de líderes evangélicos por uma chapa que unisse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O governador não pode mais concorrer a um cargo que não seja o que já ocupa, por restrições de prazo da legislação eleitoral, e Michelle seria uma opção de cabeça de chapa por ora descartada.
Flávio afirmou que estava ali “para orar pelo país”, não para falar de política.
Embora não tenha sido o presidenciável preferido de lideranças do segmento, ele passou no teste de público: desceu para o meio da multidão e causou comoção, com muito empurra-empurra de fiéis atrás de selfies com o senador. “Deixa eu ser o neto do Bolsonaro!” e “manda um beijo pro seu pai!” foram alguns dos pedidos que recebeu depois de falar no trio.
Questionado por um repórter se havia conversado com Tarcísio, Flávio se negou a responder: “Entrevista aqui não dá”.
Na última semana, o governador havia afirmado que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisava explicar muitas questões a respeito do caso Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que financiou o filme “Dark Horse”.
Flávio esteve no trio elétrico principal do evento, junto com o governador Tarcísio; o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB); o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça; o advogado-geral da União, Jorge Messias; os pré-candidatos ao Senado por São Paulo, deputados André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP); e o deputado estadual Lucas Bove (PL).
À tarde, no palco, Tarcísio cantou louvores, discursou com impostação bíblica e foi chamado de “governador excepcional” pelo apóstolo Estevam Hernandes. Falou às “pessoas que choram escondidas” e às “que estão com problema familiar, problema de doença”.
“A gente pode ser perseguido, mas não será desamparado”, disse o governador. “Pode ser derrubado mas vai ser levantado. Quem crê nisso?”
Nunes falou em seguida e mencionou a presença de Flávio, o que foi recebido com entusiasmo por parte do público.
Então entrou o senador. “Eu sei que as mulheres oram mais”, disse ele para na sequência pedir que todos, sem distinção, fizessem o mesmo pelo seu pai. Cantou um hino gospel chamado “Hino da Vitória” e reverenciou Israel, remetendo-se a uma causa cara a evangélicos.
“Eu sei que as mulheres oram mais que os homens, mas peço a todos que orem por Jair Messias Bolsonaro. Orem pelo Brasil que vai voltar a ser uma nação irmã de Israel. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, disse Flávio.
Ao público, o apóstolo Hernandes descreveu Tarcísio e Nunes como “o governador e o prefeito da Marcha”. “São servos de Deus”, disse ele ao chamá-los para uma fotografia conjunta, após breve discurso.
A Marcha chegou à sua 34ª edição sob o tema “todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor”. A escolha, segundo Hernandes, inspira-se no versículo em que Jesus prega: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “o mal vai ser expulso do governo do Brasil” e que o país vive uma “guerra espiritual”. A declaração foi feita na Marcha para Jesus, evento evangélico que acontece em São Paulo nessa quinta-feira (4) de Corpus Christi.
Também presente, o advogado-geral da União, Jorge Messias, por sua vez, citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso para dizer que a ocasião não era de palanque. “O presidente Lula me enviou aqui, ele me pediu algumas coisas: me pediu pra levar o amor, a palavra de amor e de comunhão, e disse que aqui não é lugar pra comício” declarou.
“Vamos orar pelo nosso Brasil, essa guerra é espiritual. Maior resposta que podemos dar ao mal que vai ser expulso do governo do Brasil esse ano”, afirmou o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no evento pela manhã. “Não estou aqui como candidato, estou aqui como cristão”, havia dito pouco antes. Flávio, que é pré-candidato ao Planalto em 2026, não marcou presença nos anos anteriores.
Minutos antes de falar no trio, ele se esquivou de duas perguntas feitas a ele pela Folha de S.Paulo. A primeira: se acreditava que as tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos têm potencial para prejudicar sua candidatura. O senador se reuniu com Donald Trump dias antes do anúncio e, como vacina contra essa linha já explorada por Lula, seu maior adversário, chegou a afirmar que pediu ao presidente americano que vete a taxação. No evento, Flávio disse que o momento não era para falar de política.
Também não quis responder sobre a preferência de líderes evangélicos por uma chapa que unisse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O governador não pode mais concorrer a um cargo que não seja o que já ocupa, por restrições de prazo da legislação eleitoral, e Michelle seria uma opção de cabeça de chapa por ora descartada.
Flávio afirmou que estava ali “para orar pelo país”, não para falar de política.
Embora não tenha sido o presidenciável preferido de lideranças do segmento, ele passou no teste de público: desceu para o meio da multidão e causou comoção, com muito empurra-empurra de fiéis atrás de selfies com o senador. “Deixa eu ser o neto do Bolsonaro!” e “manda um beijo pro seu pai!” foram alguns dos pedidos que recebeu depois de falar no trio.
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Na última semana, o governador havia afirmado que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisava explicar muitas questões a respeito do caso Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que financiou o filme “Dark Horse”.
Flávio esteve no trio elétrico principal do evento, junto com o governador Tarcísio; o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB); o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça; o advogado-geral da União, Jorge Messias; os pré-candidatos ao Senado por São Paulo, deputados André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP); e o deputado estadual Lucas Bove (PL).
À tarde, no palco, Tarcísio cantou louvores, discursou com impostação bíblica e foi chamado de “governador excepcional” pelo apóstolo Estevam Hernandes. Falou às “pessoas que choram escondidas” e às “que estão com problema familiar, problema de doença”.
“A gente pode ser perseguido, mas não será desamparado”, disse o governador. “Pode ser derrubado mas vai ser levantado. Quem crê nisso?”
Nunes falou em seguida e mencionou a presença de Flávio, o que foi recebido com entusiasmo por parte do público.
Então entrou o senador. “Eu sei que as mulheres oram mais”, disse ele para na sequência pedir que todos, sem distinção, fizessem o mesmo pelo seu pai. Cantou um hino gospel chamado “Hino da Vitória” e reverenciou Israel, remetendo-se a uma causa cara a evangélicos.
“Eu sei que as mulheres oram mais que os homens, mas peço a todos que orem por Jair Messias Bolsonaro. Orem pelo Brasil que vai voltar a ser uma nação irmã de Israel. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, disse Flávio.
Ao público, o apóstolo Hernandes descreveu Tarcísio e Nunes como “o governador e o prefeito da Marcha”. “São servos de Deus”, disse ele ao chamá-los para uma fotografia conjunta, após breve discurso.
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