Para o deputado, o pai foi pressionado a indicar “um sucessor que fosse do gosto” de Alexandre de Moraes. (Foto: Reprodução)
Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma tentativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de levar seu pai à morte antes das eleições de 2026 e forçar um candidato a presidente sem o sobrenome da família. O parlamentar, tornado réu no Supremo por coação no curso do processo, vê o cerco se fechar contra si e diz que a conjuntura atual torna “inviável” seu retorno ao Brasil. A seguir, os principais trechos da entrevista do deputado ao Estadão.
1) Hoje (quarta, 26) se encerra o prazo para o julgamento da denúncia contra o sr. no STF. A Primeira Turma já formou maioria para torná-lo réu. Como isso impacta seus planos nos EUA?
Tudo o que eu sei é com relação ao que a imprensa noticia. Eu não fui notificado de absolutamente nada. O meu desejo era estar no Brasil, mas se eu retornar vou ser preso, porque não há segurança nenhuma jurídica no País. O (ministro do STF Alexandre de) Moraes acabou de prender o presidente Jair Bolsonaro. Não tem nenhum nexo, nenhuma relação dele com golpe nenhum. Nesse cenário, fica inviável o meu retorno ao País, ao menos neste momento.
2) Em relação à prisão preventiva no fim de semana, o presidente Bolsonaro disse que danificou a tornozeleira por curiosidade, e depois citou uma paranoia como resultado da mistura dos medicamentos. Qual sua impressão sobre isso?
Quem tem responsabilidade nisso é o Moraes. Absolutamente nenhum bandido do Brasil está com tornozeleira eletrônica 24 horas por dia, policiais ao redor da sua casa. Moraes quer humilhar, pressionar, torturar psicologicamente. Quem quer tirar a tornozeleira corta a pulseira, não abre o dispositivo em si. A intenção do Moraes é assassinar o Bolsonaro. Eles pressionaram ao máximo, ameaçaram para que o Bolsonaro indicasse um sucessor que fosse do gosto de Alexandre de Moraes. O Bolsonaro, valentemente, se recusou a fazêlo, ainda sabendo que poderia pagar anos e décadas de prisão em virtude disso. Então, o Moraes agora está apelando para ver se consegue matar o Bolsonaro antes da eleição de 2026.
3) Quem seria esse sucessor “do gosto de Moraes”? Qualquer um que não levasse o sobrenome Bolsonaro, que não fosse identificado com o movimento bolsonarista.
4) O governador ( de São Paulo) Tarcísio de Freitas, por exemplo?
Aí é você quem está falando (risos). Mas eu acho que os pretensos candidatos que não tiverem problemas com o Alexandre de Moraes, esses aí certamente o Moraes gostaria de ver como presidente. Aqueles com os quais ele tem diálogo.
5) Na reunião do PL, Michelle Bolsonaro pediu união e que os parlamentares parassem de lavar roupa suja em público. O sr. é alguém que tem feito críticas a outras pessoas de direita nas redes sociais. O sr. concorda com esse pedido da Michelle? Ou acha que alguns recados precisam ser passados em público mesmo?
Eu acho que quem for para se unir, vai se unir pelo propósito, pelos princípios. O que eu tenho feito é me defender. Por exemplo, eu estava quieto e o governador ( de Mato Grosso) Mauro Mendes veio e falou que eu estou fazendo besteira. Eu tinha que respondê-lo. O governador ( de Minas Gerais) Romeu Zema, mesma coisa.
Como diz o professor Olavo de Carvalho, moderação na defesa da verdade é serviço prestado à mentira. Eu acredito que muito dessa posição de “deixa para lá”, “deixa disso”, não resolve o problema. Eu trato várias vezes internamente. Às vezes a gente consegue resolver, às vezes não. Ficar quieto é a fórmula para chegar aonde nós estamos: uma direita onde não há uma hierarquia, onde cada um trabalha pelo seu próprio projeto de poder. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/eduardo-bolsonaro-diz-que-alexandre-de-moraes-forca-um-candidato-sem-o-sobrenome-bolsonaro/ Eduardo Bolsonaro diz que Alexandre de Moraes força um candidato sem o “sobrenome Bolsonaro” 2025-11-27
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Para o deputado, o pai foi pressionado a indicar “um sucessor que fosse do gosto” de Alexandre de Moraes. (Foto: Reprodução)
Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma tentativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de levar seu pai à morte antes das eleições de 2026 e forçar um candidato a presidente sem o sobrenome da família. O parlamentar, tornado réu no Supremo por coação no curso do processo, vê o cerco se fechar contra si e diz que a conjuntura atual torna “inviável” seu retorno ao Brasil. A seguir, os principais trechos da entrevista do deputado ao Estadão.
1) Hoje (quarta, 26) se encerra o prazo para o julgamento da denúncia contra o sr. no STF. A Primeira Turma já formou maioria para torná-lo réu. Como isso impacta seus planos nos EUA?
Tudo o que eu sei é com relação ao que a imprensa noticia. Eu não fui notificado de absolutamente nada. O meu desejo era estar no Brasil, mas se eu retornar vou ser preso, porque não há segurança nenhuma jurídica no País. O (ministro do STF Alexandre de) Moraes acabou de prender o presidente Jair Bolsonaro. Não tem nenhum nexo, nenhuma relação dele com golpe nenhum. Nesse cenário, fica inviável o meu retorno ao País, ao menos neste momento.
2) Em relação à prisão preventiva no fim de semana, o presidente Bolsonaro disse que danificou a tornozeleira por curiosidade, e depois citou uma paranoia como resultado da mistura dos medicamentos. Qual sua impressão sobre isso?
Quem tem responsabilidade nisso é o Moraes. Absolutamente nenhum bandido do Brasil está com tornozeleira eletrônica 24 horas por dia, policiais ao redor da sua casa. Moraes quer humilhar, pressionar, torturar psicologicamente. Quem quer tirar a tornozeleira corta a pulseira, não abre o dispositivo em si. A intenção do Moraes é assassinar o Bolsonaro. Eles pressionaram ao máximo, ameaçaram para que o Bolsonaro indicasse um sucessor que fosse do gosto de Alexandre de Moraes. O Bolsonaro, valentemente, se recusou a fazêlo, ainda sabendo que poderia pagar anos e décadas de prisão em virtude disso. Então, o Moraes agora está apelando para ver se consegue matar o Bolsonaro antes da eleição de 2026.
3) Quem seria esse sucessor “do gosto de Moraes”? Qualquer um que não levasse o sobrenome Bolsonaro, que não fosse identificado com o movimento bolsonarista.
4) O governador ( de São Paulo) Tarcísio de Freitas, por exemplo?
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5) Na reunião do PL, Michelle Bolsonaro pediu união e que os parlamentares parassem de lavar roupa suja em público. O sr. é alguém que tem feito críticas a outras pessoas de direita nas redes sociais. O sr. concorda com esse pedido da Michelle? Ou acha que alguns recados precisam ser passados em público mesmo?
Eu acho que quem for para se unir, vai se unir pelo propósito, pelos princípios. O que eu tenho feito é me defender. Por exemplo, eu estava quieto e o governador ( de Mato Grosso) Mauro Mendes veio e falou que eu estou fazendo besteira. Eu tinha que respondê-lo. O governador ( de Minas Gerais) Romeu Zema, mesma coisa.
Como diz o professor Olavo de Carvalho, moderação na defesa da verdade é serviço prestado à mentira. Eu acredito que muito dessa posição de “deixa para lá”, “deixa disso”, não resolve o problema. Eu trato várias vezes internamente. Às vezes a gente consegue resolver, às vezes não. Ficar quieto é a fórmula para chegar aonde nós estamos: uma direita onde não há uma hierarquia, onde cada um trabalha pelo seu próprio projeto de poder. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/eduardo-bolsonaro-diz-que-alexandre-de-moraes-forca-um-candidato-sem-o-sobrenome-bolsonaro/
Eduardo Bolsonaro diz que Alexandre de Moraes força um candidato sem o “sobrenome Bolsonaro”
2025-11-27
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