Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra a derrubada do veto
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados e o Senado Federal rejeitaram, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como “PL da Dosimetria”, que reduz penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra a derrubada do veto. Para que o veto fosse derrubado, eram necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.
Deputados e senadores votaram separadamente, em sessão conjunta do Congresso Nacional. O projeto permite a redução de penas de condenados por atos antidemocráticos e pode beneficiar ao menos 280 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Situação de Bolonaro
Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, após condenação de 27 anos e três meses por tentativa de golpe.
Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar ao regime semiaberto em 2033. Especialistas estimam que, caso o projeto passe a valer, o ex-presidente pode migrar de regime em um prazo entre dois e quatro anos.
O texto impede a soma de dois crimes — abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado —, estabelecendo que deve ser aplicada apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo de um sexto até a metade.
A proposta também prevê redução de pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.
O texto será encaminhado para promulgação. O presidente da República terá até 48 horas para promulgar a lei. Caso isso não ocorra, a tarefa caberá ao presidente do Senado e, posteriormente, ao vice-presidente da Casa. Após a promulgação e publicação oficial, a nova regra passa a valer.
Mesmo após entrar em vigor, a lei poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal, que poderá decidir sobre a validade das mudanças. A votação ocorreu em meio a uma crise entre o governo e o Congresso. Na terça-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF — a primeira vez desde 1894 que um indicado ao Supremo é barrado.
A defesa Bolsonaro afirmou ao STF que a denúncia contra o ex-presidente não tem nenhuma prova que o vincule ao plano de assassinato de autoridades ou aos ataques do 8 de Janeiro. (Foto: Reprodução) O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados começa, nesta terça-feira (2), em meio a especulações sobre …
Atual presidente vai tentar o seu quarto mandato e repetir a chapa de 2022, ao lado de Geraldo Alckmin. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que Geraldo Alckmin (PSB) será o candidato a vice-presidente na chapa que irá concorrer à reeleição em outubro. O anúncio ocorreu durante a reunião ministerial …
Esses aposentados, pensionistas e titulares de auxílios do INSS representam a maioria em um grupo maior, de 247.722 pessoas, que ajuizaram e ganharam 194.308 ações contra diferentes órgãos da União. (Foto: ABr) O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou mais de R$ 2,4 bilhões para o pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) a 157.627 …
Segundo Leite, para que essa aproximação exista, o campo bolsonarista precisaria abandonar o extremismo. Foto: Mauricio Tonetto/Secom Segundo Leite, para que essa aproximação exista, o campo bolsonarista precisaria abandonar o extremismo. (Foto: Mauricio Tonetto/Secom) O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), avaliou nesta sexta-feira (28), durante um almoço com empresários na Associação …
Em nova derrota de Lula, Congresso aprova redução de pena de Bolsonaro e de outros condenados por atos extremistas
Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra a derrubada do veto
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados e o Senado Federal rejeitaram, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como “PL da Dosimetria”, que reduz penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra a derrubada do veto. Para que o veto fosse derrubado, eram necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.
Deputados e senadores votaram separadamente, em sessão conjunta do Congresso Nacional. O projeto permite a redução de penas de condenados por atos antidemocráticos e pode beneficiar ao menos 280 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Situação de Bolonaro
Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, após condenação de 27 anos e três meses por tentativa de golpe.
Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar ao regime semiaberto em 2033. Especialistas estimam que, caso o projeto passe a valer, o ex-presidente pode migrar de regime em um prazo entre dois e quatro anos.
O texto impede a soma de dois crimes — abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado —, estabelecendo que deve ser aplicada apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo de um sexto até a metade.
A proposta também prevê redução de pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.
O texto será encaminhado para promulgação. O presidente da República terá até 48 horas para promulgar a lei. Caso isso não ocorra, a tarefa caberá ao presidente do Senado e, posteriormente, ao vice-presidente da Casa. Após a promulgação e publicação oficial, a nova regra passa a valer.
Mesmo após entrar em vigor, a lei poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal, que poderá decidir sobre a validade das mudanças. A votação ocorreu em meio a uma crise entre o governo e o Congresso. Na terça-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF — a primeira vez desde 1894 que um indicado ao Supremo é barrado.
Related Posts
Bolsonaro pode ser preso logo após o julgamento no Supremo? Entenda os próximos passos
A defesa Bolsonaro afirmou ao STF que a denúncia contra o ex-presidente não tem nenhuma prova que o vincule ao plano de assassinato de autoridades ou aos ataques do 8 de Janeiro. (Foto: Reprodução) O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados começa, nesta terça-feira (2), em meio a especulações sobre …
Brizola, José Alencar e Alckmin: saiba quem são os vices que Lula já teve
Atual presidente vai tentar o seu quarto mandato e repetir a chapa de 2022, ao lado de Geraldo Alckmin. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que Geraldo Alckmin (PSB) será o candidato a vice-presidente na chapa que irá concorrer à reeleição em outubro. O anúncio ocorreu durante a reunião ministerial …
INSS vai pagar R$ 2,4 bilhões a aposentados e pensionistas
Esses aposentados, pensionistas e titulares de auxílios do INSS representam a maioria em um grupo maior, de 247.722 pessoas, que ajuizaram e ganharam 194.308 ações contra diferentes órgãos da União. (Foto: ABr) O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou mais de R$ 2,4 bilhões para o pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) a 157.627 …
Eduardo Leite projeta eleições e diz que Tarcísio deve “deixar o bolsonarismo e vir mais ao centro”
Segundo Leite, para que essa aproximação exista, o campo bolsonarista precisaria abandonar o extremismo. Foto: Mauricio Tonetto/Secom Segundo Leite, para que essa aproximação exista, o campo bolsonarista precisaria abandonar o extremismo. (Foto: Mauricio Tonetto/Secom) O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), avaliou nesta sexta-feira (28), durante um almoço com empresários na Associação …