Ex-deputado foi condenado por unanimidade na 1ª Turma por articular intimidação dos EUA ao Judiciário brasileiro. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nessa terça-feira (16) que o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) contra ele não respeitou o devido processo legal, é “sem pé nem cabeça” e visa impedir sua participação nas eleições deste ano.
Eduardo foi condenado de forma unânime pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação no curso do processo, sob acusação de ter articulado uma tentativa de intimidação dos Estados Unidos ao Judiciário brasileiro com o objetivo de impedir o julgamento da trama golpista – em que o pai dele, Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.
O ex-deputado articulou participação no pleito deste ano como primeiro suplente do presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado.
Em nota divulgada à imprensa após a decisão do Supremo, Eduardo afirmou que até hoje não foi citado de forma legal e atacou o relator, ministro Alexandre de Moraes.
“Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições”, disse o ex-deputado.
Com a condenação, Eduardo, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, se torna ficha suja e fica impedido de disputar as eleições por até oito anos. Ainda cabe recurso contra a decisão.
Durante o julgamento, Moraes disse que “não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país”. Ele foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
O jornalista Paulo Figueiredo também foi denunciado, mas o processo acabou desmembrado. Moraes determinou que Eduardo fosse intimado por edital, sob alegação de que ele dificultava o andamento do processo, enquanto a orientação para Figueiredo, que mora nos EUA há mais de dez anos, foi de notificação pessoalmente, por meio de cooperação jurídica internacional.
Na nota, Eduardo afirma continuar “aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido”. O ex-deputado diz que saber da acusação pela imprensa “não substitui a citação prevista em lei e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”.
“E ‘certo e sabido’ não é força de expressão: resido nos Estados Unidos em endereço que a imprensa brasileira fez questão de localizar, filmar e estampar, mandando repórteres até minha porta. Para mandar jornalista, sabem onde estou; para cumprir o devido processo legal, alegam não saber”, diz.
Como não apresentou advogado, Eduardo foi representado pelo defensor público federal Antonio Ezequiel Inácio Barbosa, que argumentou que o STF não deveria ter feito a citação por meio de edital, mas sim insistido em diligências para que o local exato do ex-deputado fosse identificado.
Ele afirmou ainda: “Tenho confiança na restauração da democracia brasileira com a vitória de Flávio Bolsonaro, que permitirá que as centenas de exilados possam, enfim, retornar à sua pátria.”
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) escreveu em rede social: “Quem poderia imaginar? E o silêncio da ‘direita permitida’ segue em berço esplêndido!” (Com informações da Folha de S.Paulo)
Em resposta a Arthur Lira, Hugo Motta disse que a presidência da Casa não é “ferramenta de revanchismo”. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados) Em resposta às críticas feitas pelo deputado Arthur Lira (PP-AL) sobre sua condução na votação de cassação do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a …
O advogado Demóstenes Torres, que defende o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, passou 21 minutos elogiando os ministros do STF durante o julgamento da trama golpista. (Foto: Luiz Silveira/STF) A primeira semana do julgamento da trama golpista se encerrou monocórdica e laudatória. O enfado causado pelos discursos já foi explicitado nos bocejos dos ministros da …
Foto: Ton Molina/STF A defesa do ex-presidente solicitou ao Supremo autorização para ele deixar a prisão domiciliar para realizar um procedimento. (Foto: Ton Molina/STF) Em palavras mais simples, trata-se da retirada, por meio de um procedimento cirúrgico ambulatorial, de uma lesão da pele, como pintas e alterações nos vasos linfáticos ou vasos sanguíneos. De acordo …
A Constituição de 1988 atribuiu ao STF uma gama de competências que extrapola, e muito, o modelo de uma corte constitucional clássica.(Foto: Luiz Silveira/STF) A aprovação do Projeto de Lei 3.640/2023 inspira uma reflexão mais ampla sobre um tema sensível, mas fundamental para o Brasil: a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) no arranjo institucional …
Eduardo Bolsonaro contesta decisão do Supremo e diz que condenação visa tirar o seu nome das eleições
Ex-deputado foi condenado por unanimidade na 1ª Turma por articular intimidação dos EUA ao Judiciário brasileiro. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nessa terça-feira (16) que o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) contra ele não respeitou o devido processo legal, é “sem pé nem cabeça” e visa impedir sua participação nas eleições deste ano.
Eduardo foi condenado de forma unânime pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação no curso do processo, sob acusação de ter articulado uma tentativa de intimidação dos Estados Unidos ao Judiciário brasileiro com o objetivo de impedir o julgamento da trama golpista – em que o pai dele, Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.
O ex-deputado articulou participação no pleito deste ano como primeiro suplente do presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado.
Em nota divulgada à imprensa após a decisão do Supremo, Eduardo afirmou que até hoje não foi citado de forma legal e atacou o relator, ministro Alexandre de Moraes.
“Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições”, disse o ex-deputado.
Com a condenação, Eduardo, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, se torna ficha suja e fica impedido de disputar as eleições por até oito anos. Ainda cabe recurso contra a decisão.
Durante o julgamento, Moraes disse que “não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país”. Ele foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
O jornalista Paulo Figueiredo também foi denunciado, mas o processo acabou desmembrado. Moraes determinou que Eduardo fosse intimado por edital, sob alegação de que ele dificultava o andamento do processo, enquanto a orientação para Figueiredo, que mora nos EUA há mais de dez anos, foi de notificação pessoalmente, por meio de cooperação jurídica internacional.
Na nota, Eduardo afirma continuar “aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido”. O ex-deputado diz que saber da acusação pela imprensa “não substitui a citação prevista em lei e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”.
“E ‘certo e sabido’ não é força de expressão: resido nos Estados Unidos em endereço que a imprensa brasileira fez questão de localizar, filmar e estampar, mandando repórteres até minha porta. Para mandar jornalista, sabem onde estou; para cumprir o devido processo legal, alegam não saber”, diz.
Como não apresentou advogado, Eduardo foi representado pelo defensor público federal Antonio Ezequiel Inácio Barbosa, que argumentou que o STF não deveria ter feito a citação por meio de edital, mas sim insistido em diligências para que o local exato do ex-deputado fosse identificado.
Ele afirmou ainda: “Tenho confiança na restauração da democracia brasileira com a vitória de Flávio Bolsonaro, que permitirá que as centenas de exilados possam, enfim, retornar à sua pátria.”
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) escreveu em rede social: “Quem poderia imaginar? E o silêncio da ‘direita permitida’ segue em berço esplêndido!” (Com informações da Folha de S.Paulo)
Related Posts
O clima azedou entre deputados após semana intensa na Câmara, com votações importantes e tumulto no plenário
Em resposta a Arthur Lira, Hugo Motta disse que a presidência da Casa não é “ferramenta de revanchismo”. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados) Em resposta às críticas feitas pelo deputado Arthur Lira (PP-AL) sobre sua condução na votação de cassação do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a …
Advogados apelam a sentimentalismo no Supremo em busca de livrar seus clientes
O advogado Demóstenes Torres, que defende o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, passou 21 minutos elogiando os ministros do STF durante o julgamento da trama golpista. (Foto: Luiz Silveira/STF) A primeira semana do julgamento da trama golpista se encerrou monocórdica e laudatória. O enfado causado pelos discursos já foi explicitado nos bocejos dos ministros da …
“Exérese e sutura de hemangioma, linfangioma ou nevus”: entenda o procedimento médico que Bolsonaro diz necessitar
Foto: Ton Molina/STF A defesa do ex-presidente solicitou ao Supremo autorização para ele deixar a prisão domiciliar para realizar um procedimento. (Foto: Ton Molina/STF) Em palavras mais simples, trata-se da retirada, por meio de um procedimento cirúrgico ambulatorial, de uma lesão da pele, como pintas e alterações nos vasos linfáticos ou vasos sanguíneos. De acordo …
Supremo pode recuperar a confiança da sociedade e resgatar sua autoridade
A Constituição de 1988 atribuiu ao STF uma gama de competências que extrapola, e muito, o modelo de uma corte constitucional clássica.(Foto: Luiz Silveira/STF) A aprovação do Projeto de Lei 3.640/2023 inspira uma reflexão mais ampla sobre um tema sensível, mas fundamental para o Brasil: a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) no arranjo institucional …