Condenação do ex-presidente no STF foi definida por maioria de votos e seguiu trâmite processual. (Foto: Reprodução)
É falsa a alegação que circula nas redes sociais de que a Polícia Federal (PF) teria descoberto que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, prendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em troca de dinheiro.
A PF não divulgou nenhuma descoberta nesse sentido, e não há notícias na imprensa sobre uma investigação desse teor. A condenação de Bolsonaro na trama golpista não foi um ato isolado de Moraes. Ela se deu por maioria de votos e foi antecedida pelas fases de investigação policial e oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.
A alegação circula em diferentes posts nas redes sociais. Uma das versões afirma que a PF está investigando quem teria pago Moraes para determinar a prisão de Bolsonaro. Uma outra chega a apontar a cifra de R$ 30 milhões. Mas nada disso é verdade.
Não há qualquer registro em fonte confiável de que a PF tenha feito a suposta descoberta. Procurado, o STF afirmou que “a informação não procede”.
A condenação de Bolsonaro se deu por maioria de votos dos ministros da Primeira Turma do STF. Ou seja, não foi uma decisão exclusiva de Moraes. Além disso, seguiu-se o rito processual: investigação policial, oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e julgamento da denúncia pela Justiça.
Condenação
No dia 11 de setembro do ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
A decisão pela condenação se deu pelo placar de 4 a 1. Além Moraes, relator do caso no STF, votaram pela condenação os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Luiz Fux votou para absolver Bolsonaro.
Fases
A condenação seguiu os trâmites legais. A PF realizou investigações e concluiu, em novembro de 2024, o relatório que indiciou Bolsonaro pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O indiciamento significa que, durante a etapa de investigação criminal (inquérito policial), a PF reuniu evidências de crime suficientes para levar o caso adiante.
Em seguida, ainda em novembro de 2024, o relatório da PF foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ofereceu a denúncia ao STF três meses depois, responsabilizando Bolsonaro por mais dois crimes: dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. Foi a partir da análise dessa denúncia que os ministros da Primeira Turma do STF condenaram Bolsonaro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Líderes afirmam que candidatura de Flávio (foto) está mantida, mas parlamentares receiam diálogos. (Foto: Reprodução) A revelação de conversas e uma relação de intimidade entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após o pré-candidato dizer publicamente e reservadamente para líderes de direita que não tinha contatos com o dono do Banco …
O entrevero aconteceu no julgamento do núcleo 2 da trama golpista. Foto: Sophia Santos/STF O entrevero aconteceu no julgamento do núcleo 2 da trama golpista. (Foto: Sophia Santos/STF) O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), validou a ação de um dos seguranças de prontidão na sala de sessões que …
Flávio também cita esquerda insignificante por 40 anos e critica resultado de reunião de Lula com Trump. (Foto: GAI Media) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mencionou a possibilidade de que, caso eleito, seu governo dure oito anos. A fala, feita de improviso a empresário em Santa Catarina, contraria o aceno …
Celso de Mello diz que “dúvida sobre julgador” fere crédito moral da Corte. (Foto: Carlos Moura/STF) A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, sem que o Supremo Tribunal Federal (STF) o declarasse suspeito, provocou reação entre juristas que criticaram a medida. “É esdrúxula a solução, pois ele se afasta da relatoria …
É falso que a Polícia Federal tenha afirmado que Alexandre de Moraes prendeu Bolsonaro por dinheiro
Condenação do ex-presidente no STF foi definida por maioria de votos e seguiu trâmite processual. (Foto: Reprodução)
É falsa a alegação que circula nas redes sociais de que a Polícia Federal (PF) teria descoberto que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, prendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em troca de dinheiro.
A PF não divulgou nenhuma descoberta nesse sentido, e não há notícias na imprensa sobre uma investigação desse teor. A condenação de Bolsonaro na trama golpista não foi um ato isolado de Moraes. Ela se deu por maioria de votos e foi antecedida pelas fases de investigação policial e oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.
A alegação circula em diferentes posts nas redes sociais. Uma das versões afirma que a PF está investigando quem teria pago Moraes para determinar a prisão de Bolsonaro. Uma outra chega a apontar a cifra de R$ 30 milhões. Mas nada disso é verdade.
Não há qualquer registro em fonte confiável de que a PF tenha feito a suposta descoberta. Procurado, o STF afirmou que “a informação não procede”.
A condenação de Bolsonaro se deu por maioria de votos dos ministros da Primeira Turma do STF. Ou seja, não foi uma decisão exclusiva de Moraes. Além disso, seguiu-se o rito processual: investigação policial, oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e julgamento da denúncia pela Justiça.
Condenação
No dia 11 de setembro do ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
A decisão pela condenação se deu pelo placar de 4 a 1. Além Moraes, relator do caso no STF, votaram pela condenação os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Luiz Fux votou para absolver Bolsonaro.
Fases
A condenação seguiu os trâmites legais. A PF realizou investigações e concluiu, em novembro de 2024, o relatório que indiciou Bolsonaro pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O indiciamento significa que, durante a etapa de investigação criminal (inquérito policial), a PF reuniu evidências de crime suficientes para levar o caso adiante.
Em seguida, ainda em novembro de 2024, o relatório da PF foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ofereceu a denúncia ao STF três meses depois, responsabilizando Bolsonaro por mais dois crimes: dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. Foi a partir da análise dessa denúncia que os ministros da Primeira Turma do STF condenaram Bolsonaro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Related Posts
Aliados do senador Flávio Bolsonaro veem abalo de confiança e temem mais acusações
Líderes afirmam que candidatura de Flávio (foto) está mantida, mas parlamentares receiam diálogos. (Foto: Reprodução) A revelação de conversas e uma relação de intimidade entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após o pré-candidato dizer publicamente e reservadamente para líderes de direita que não tinha contatos com o dono do Banco …
Ministro do Supremo Flávio Dino autoriza segurança do tribunal a retirar advogado de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, que se negou a sair da tribuna
O entrevero aconteceu no julgamento do núcleo 2 da trama golpista. Foto: Sophia Santos/STF O entrevero aconteceu no julgamento do núcleo 2 da trama golpista. (Foto: Sophia Santos/STF) O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), validou a ação de um dos seguranças de prontidão na sala de sessões que …
Flávio Bolsonaro fala em governo de até 8 anos, após ter apoiado o fim da reeleição
Flávio também cita esquerda insignificante por 40 anos e critica resultado de reunião de Lula com Trump. (Foto: GAI Media) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mencionou a possibilidade de que, caso eleito, seu governo dure oito anos. A fala, feita de improviso a empresário em Santa Catarina, contraria o aceno …
A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, sem que o Supremo o declarasse suspeito, provocou reação entre juristas
Celso de Mello diz que “dúvida sobre julgador” fere crédito moral da Corte. (Foto: Carlos Moura/STF) A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, sem que o Supremo Tribunal Federal (STF) o declarasse suspeito, provocou reação entre juristas que criticaram a medida. “É esdrúxula a solução, pois ele se afasta da relatoria …