Ratinho Júnior, do Paraná, disse que a proposta é “inapropriada” e “pouco debatida para a importância do assunto”. (Foto: Reprodução)
Interessados em disputar o Planalto no ano que vem, governadores de direita se manifestaram contra a PEC da Blindagem, aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada. Nomes como Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União) se juntaram ao coro de críticas à proposta, que tem resultado no recuo dos deputados que votaram a favor da medida e em sinalizações do Senado contrárias ao avanço da proposição.
Entre os que se manifestaram, Ratinho Júnior disse que a proposta é “inapropriada” e “pouco debatida para a importância do assunto”. Em conversa com jornalistas na saída de um evento na Associação Comercial de São Paulo na segunda-feira (22), ele também criticou a escolha da Câmara de pautar o projeto neste momento e destacou o recuo feito por parte dos parlamentares que votaram pela aprovação.
“Se você comete um ato, obviamente tem que pagar como qualquer outro cidadão. A sociedade ficou, por muito tempo, lutando para acabar com o foro privilegiado, e o que nós estamos vendo hoje é uma medida que muda toda essa lógica”, disse. “Acho que foi precipitada a atitude da Câmara, a ponto de muitos parlamentares hoje estarem dizendo que votaram sem saber de fato o que estavam votando.”
Já Caiado escreveu, em um post publicado em suas redes sociais, que a proposição representa “o divórcio do Congresso Nacional com o povo brasileiro e terá consequências nefastas para a política nacional”. “Ela é um convite para o crime organizado entrar no Congresso pela porta da frente, disputando voto nas urnas, para proteger os chefes das facções do alcance da Justiça”, acrescentou. Além disso, o governador goiano disse que “espera que o Senado corrija o erro da Câmara e rejeite a proposta”.
De Minas, Zema também criticou a proposta, em entrevista concedida ao Estadão, e disse que está “fechado com o Novo”, partido do qual faz parte e cujos representantes na Câmara votaram de forma unânime contra a PEC.
“Em primeiro lugar, criou o voto secreto para salvar deputado pego em flagrante. Depois, deu foro privilegiado para dirigentes de partidos políticos, um absurdo. Por fim, travou investigações contra políticos que cometam crimes. Eu sempre defendi a anistia, critiquei e critico constantemente os abusos do STF. Mas a direita não pode cair na armadilha dessa PEC”, afirmou.
Silêncio
Entre os presidenciáveis, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi o único a não se manifestar sobre a proposta até o momento. As poucas manifestações dele nas últimas semanas, desde as críticas ao Supremo no 7 de Setembro na Avenida Paulista, têm rendido críticas feitas por adversários, como o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP).
Em um post no X (antigo Twitter) na manhã dessa terça (23), o parlamentar questionou porque Tarcísio “segue calado”. “O MP apresentou mais uma denúncia no caso do Propinão. A Fast Shop pode ter vendido ilegalmente créditos de ICMS para grandes cervejarias. Escândalo bilionário, mas nenhum superior da Secretaria da Fazenda foi afastado”, disse, em referência ao escândalo de pagamento de propinas a auditores fiscais do Estado revelados por uma operação pela Polícia Federal no mês passado.
Ao participar de um evento na noite de segunda, Tarcísio disse, por sua vez, que o campo da direita parece estar “desorganizado”, mas “vai vir forte vencer a eleição”. Na ocasião, ele também manteve o clima de “dobradinha” com Zema. (Com informações do jornal O Globo)
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Entre os que se manifestaram, Ratinho Júnior disse que a proposta é “inapropriada” e “pouco debatida para a importância do assunto”. Em conversa com jornalistas na saída de um evento na Associação Comercial de São Paulo na segunda-feira (22), ele também criticou a escolha da Câmara de pautar o projeto neste momento e destacou o recuo feito por parte dos parlamentares que votaram pela aprovação.
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Silêncio
Entre os presidenciáveis, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi o único a não se manifestar sobre a proposta até o momento. As poucas manifestações dele nas últimas semanas, desde as críticas ao Supremo no 7 de Setembro na Avenida Paulista, têm rendido críticas feitas por adversários, como o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP).
Em um post no X (antigo Twitter) na manhã dessa terça (23), o parlamentar questionou porque Tarcísio “segue calado”. “O MP apresentou mais uma denúncia no caso do Propinão. A Fast Shop pode ter vendido ilegalmente créditos de ICMS para grandes cervejarias. Escândalo bilionário, mas nenhum superior da Secretaria da Fazenda foi afastado”, disse, em referência ao escândalo de pagamento de propinas a auditores fiscais do Estado revelados por uma operação pela Polícia Federal no mês passado.
Ao participar de um evento na noite de segunda, Tarcísio disse, por sua vez, que o campo da direita parece estar “desorganizado”, mas “vai vir forte vencer a eleição”. Na ocasião, ele também manteve o clima de “dobradinha” com Zema. (Com informações do jornal O Globo)
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