O deputado Mario Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil em 2025.
Foto: Roberto Castro/MTur
O deputado Mario Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil em 2025. (Foto: Roberto Castro/MTur)
Deputados federais destinaram ao menos R$ 4,6 milhões em emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após questionamentos sobre a destinação dos recursos públicos e a possível relação indireta com a produção cinematográfica.
Os valores foram enviados para duas entidades controladas pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também comanda a produtora GoUp Entertainment, responsável pelo longa-metragem. As verbas tiveram como destino o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações que receberam recursos para projetos culturais, esportivos e educacionais.
De acordo com reportagem publicada pelo UOL, o deputado Mario Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil em 2025. Parte da verba foi indicada para programas de empreendedorismo, enquanto outra parcela seria utilizada no projeto “Lutando pela Vida”, voltado à oferta de aulas de jiu-jítsu em Pirassununga, no interior paulista.
Além disso, outros R$ 2,6 milhões foram destinados à Academia Nacional de Cultura por parlamentares ligados ao PL. Entre os nomes citados estão Bia Kicis, Marcos Pollon, Alexandre Ramagem e Carla Zambelli. Os recursos foram indicados para a produção da série documental “Heróis Nacionais — filhos do Brasil que não se rende”.
O caso chegou ao STF após representação apresentada pela deputada Tabata Amaral, que apontou suspeitas sobre a rastreabilidade dos recursos e um possível desvio de finalidade das emendas parlamentares. A parlamentar argumenta que existe um “ecossistema” de empresas e entidades interligadas sob o comando da empresária responsável pela produção do filme.
O ministro Flávio Dino, relator do caso no STF, determinou a abertura de um procedimento separado para apurar os repasses e solicitou explicações dos parlamentares envolvidos. A investigação ocorre no âmbito das ações que discutem transparência, rastreabilidade e controle das chamadas “emendas Pix”.
Os deputados negam irregularidades e afirmam que os recursos foram destinados legalmente para projetos culturais e sociais. A assessoria de Mario Frias declarou que as emendas seguiram todos os procedimentos legais e não possuem relação com o financiamento do filme. Bia Kicis também negou qualquer vínculo entre os repasses e a produção de “Dark Horse”.
O governo de São Paulo informou que parte dos repasses destinados à ANC foi suspensa por pendências técnicas e documentais da entidade beneficiada. Enquanto isso, o STF continua analisando a origem e a destinação final dos recursos públicos envolvidos no caso.
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Deputados destinaram R$ 4,6 milhões a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro
O deputado Mario Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil em 2025.
Foto: Roberto Castro/MTur
O deputado Mario Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil em 2025. (Foto: Roberto Castro/MTur)
Deputados federais destinaram ao menos R$ 4,6 milhões em emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após questionamentos sobre a destinação dos recursos públicos e a possível relação indireta com a produção cinematográfica.
Os valores foram enviados para duas entidades controladas pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também comanda a produtora GoUp Entertainment, responsável pelo longa-metragem. As verbas tiveram como destino o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações que receberam recursos para projetos culturais, esportivos e educacionais.
De acordo com reportagem publicada pelo UOL, o deputado Mario Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil em 2025. Parte da verba foi indicada para programas de empreendedorismo, enquanto outra parcela seria utilizada no projeto “Lutando pela Vida”, voltado à oferta de aulas de jiu-jítsu em Pirassununga, no interior paulista.
Além disso, outros R$ 2,6 milhões foram destinados à Academia Nacional de Cultura por parlamentares ligados ao PL. Entre os nomes citados estão Bia Kicis, Marcos Pollon, Alexandre Ramagem e Carla Zambelli. Os recursos foram indicados para a produção da série documental “Heróis Nacionais — filhos do Brasil que não se rende”.
O caso chegou ao STF após representação apresentada pela deputada Tabata Amaral, que apontou suspeitas sobre a rastreabilidade dos recursos e um possível desvio de finalidade das emendas parlamentares. A parlamentar argumenta que existe um “ecossistema” de empresas e entidades interligadas sob o comando da empresária responsável pela produção do filme.
O ministro Flávio Dino, relator do caso no STF, determinou a abertura de um procedimento separado para apurar os repasses e solicitou explicações dos parlamentares envolvidos. A investigação ocorre no âmbito das ações que discutem transparência, rastreabilidade e controle das chamadas “emendas Pix”.
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O governo de São Paulo informou que parte dos repasses destinados à ANC foi suspensa por pendências técnicas e documentais da entidade beneficiada. Enquanto isso, o STF continua analisando a origem e a destinação final dos recursos públicos envolvidos no caso.
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