O próprio Lula já defendeu publicamente a investigação. “Se tiver filho meu envolvido nisso, será investigado”, afirmou.(Foto: Agência Brasil)
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar a fraude bilionária que lesou aposentados e pensionistas por meio de descontos indevidos, pode ser um instrumento importante para identificar os fraudadores, detalhar o esquema criminoso, punir os responsáveis e pedir o ressarcimento de valores, além de servir de alerta a ataques futuros ao bolso dos beneficiários. Mas esse trabalho, que complementa as investigações da Polícia Federal (PF), não deveria ser seletivo. Querer blindar cidadãos ou instituições pode comprometer a finalidade da apuração.
Fez bem a senadora e ex-ministra Damares Alves (Republicanos-DF), integrante da comissão, em divulgar uma lista com nomes de igrejas e pastores investigados na CPMI. A divulgação ocorreu depois de um embate com o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que a acusou de expor a ligação de religiosos com o esquema fraudulento sem citar nomes. Segundo Damares, a comissão tem sofrido pressões por ter identificado “grandes igrejas” e “grandes pastores” suspeitos de desvios (a igreja de Malafaia não foi citada, e nenhum dos citados é ligado a ela).
Desde a instalação, a CPMI tenta se equilibrar entre o objetivo de contribuir para apurar o escândalo, convocando para depor cidadãos que podem ajudar a esclarecer os fatos, e as concessões políticas intrínsecas a qualquer comissão parlamentar de inquérito. Em outubro, governistas conseguiram barrar a convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi) e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A entidade é uma das investigadas no caso, e seu depoimento seria importante.
Governistas também obtiveram sucesso ao rejeitar a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Embora não haja acusação formal contra ele, seu nome é citado em investigações da PF. Em representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a PF afirma que ele “em tese poderia atuar como sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como figura central no esquema. O próprio Lula já defendeu publicamente a investigação. “Se tiver filho meu envolvido nisso, será investigado”, afirmou.
https://www.osul.com.br/cpi-do-inss-tambem-e-a-cpi-das-blindagens/ CPI do INSS também é a CPI das blindagens 2026-01-17
Deputado afirma que Moraes quer matar o ex-presidente e forçar presidenciável sem sobrenome da família em 2026. (Foto: Reprodução/YouTube) Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro é uma tentativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de levar seu pai à morte antes das eleições de …
Tarcísio mantém a articulação para ser candidato de Bolsonaro na disputa presidencial de 2026. (Foto: Reprodução/Twitter) Um dos principais aliados de Jair Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), retornará a Brasília na próxima semana para fazer novas articulações políticas pela votação do projeto de anistia ao ex-presidente. Por 4 votos …
Segundo fontes ligadas ao Palácio do Planalto, há a possibilidade de que Sabino permaneça no governo, caso assim deseje. (Foto: Reprodução) Após o ultimato do partido União Brasil para que seus filiados deixem os cargos ocupados no governo federal, o ministro do Turismo, Celso Sabino, cancelou uma agenda oficial que teria na tarde dessa quinta-feira …
Disputa é protagonizada por aliados de Ernani Polo (E) e Covatti Filho (D). (Foto: Arquivo/O Sul) A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul nas eleições deste ano está no centro de um impasse no Partido Progressistas (PP). Enquanto uma ala defende a pré-candidatura do deputado estadual e ex-secretário Ernani Polo ao Palácio Piratini, …
CPI do INSS também é a CPI das blindagens
O próprio Lula já defendeu publicamente a investigação. “Se tiver filho meu envolvido nisso, será investigado”, afirmou.(Foto: Agência Brasil)
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar a fraude bilionária que lesou aposentados e pensionistas por meio de descontos indevidos, pode ser um instrumento importante para identificar os fraudadores, detalhar o esquema criminoso, punir os responsáveis e pedir o ressarcimento de valores, além de servir de alerta a ataques futuros ao bolso dos beneficiários. Mas esse trabalho, que complementa as investigações da Polícia Federal (PF), não deveria ser seletivo. Querer blindar cidadãos ou instituições pode comprometer a finalidade da apuração.
Fez bem a senadora e ex-ministra Damares Alves (Republicanos-DF), integrante da comissão, em divulgar uma lista com nomes de igrejas e pastores investigados na CPMI. A divulgação ocorreu depois de um embate com o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que a acusou de expor a ligação de religiosos com o esquema fraudulento sem citar nomes. Segundo Damares, a comissão tem sofrido pressões por ter identificado “grandes igrejas” e “grandes pastores” suspeitos de desvios (a igreja de Malafaia não foi citada, e nenhum dos citados é ligado a ela).
Desde a instalação, a CPMI tenta se equilibrar entre o objetivo de contribuir para apurar o escândalo, convocando para depor cidadãos que podem ajudar a esclarecer os fatos, e as concessões políticas intrínsecas a qualquer comissão parlamentar de inquérito. Em outubro, governistas conseguiram barrar a convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi) e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A entidade é uma das investigadas no caso, e seu depoimento seria importante.
Governistas também obtiveram sucesso ao rejeitar a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Embora não haja acusação formal contra ele, seu nome é citado em investigações da PF. Em representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a PF afirma que ele “em tese poderia atuar como sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como figura central no esquema. O próprio Lula já defendeu publicamente a investigação. “Se tiver filho meu envolvido nisso, será investigado”, afirmou.
https://www.osul.com.br/cpi-do-inss-tambem-e-a-cpi-das-blindagens/
CPI do INSS também é a CPI das blindagens
2026-01-17
Related Posts
“Enquanto Bolsonaro ficar preso, haverá confusão de quem fala por ele”, diz o filho Eduardo
Deputado afirma que Moraes quer matar o ex-presidente e forçar presidenciável sem sobrenome da família em 2026. (Foto: Reprodução/YouTube) Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro é uma tentativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de levar seu pai à morte antes das eleições de …
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas retornará a Brasília na próxima semana para fazer novas articulações políticas pela votação do projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro
Tarcísio mantém a articulação para ser candidato de Bolsonaro na disputa presidencial de 2026. (Foto: Reprodução/Twitter) Um dos principais aliados de Jair Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), retornará a Brasília na próxima semana para fazer novas articulações políticas pela votação do projeto de anistia ao ex-presidente. Por 4 votos …
Após ultimato do partido União Brasil, o ministro do Turismo cancela agenda em Belém e embarca para Brasília
Segundo fontes ligadas ao Palácio do Planalto, há a possibilidade de que Sabino permaneça no governo, caso assim deseje. (Foto: Reprodução) Após o ultimato do partido União Brasil para que seus filiados deixem os cargos ocupados no governo federal, o ministro do Turismo, Celso Sabino, cancelou uma agenda oficial que teria na tarde dessa quinta-feira …
Divergência sobre candidatura ao governo gaúcho é motivo de impasse no Partido Progressistas
Disputa é protagonizada por aliados de Ernani Polo (E) e Covatti Filho (D). (Foto: Arquivo/O Sul) A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul nas eleições deste ano está no centro de um impasse no Partido Progressistas (PP). Enquanto uma ala defende a pré-candidatura do deputado estadual e ex-secretário Ernani Polo ao Palácio Piratini, …