O partido anunciou saída do governo no ano passado, mas ainda ocupa ministério. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O Progressistas definiu como uma das primeiras pautas para o retorno dos trabalhos no Congresso Nacional a mobilização para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um projeto de regularização fundiária na faixa de fronteira, tema que deve mobilizar a bancada da legenda que ainda tem filiados em cargos estratégicos no governo federal.
A posição foi reafirmada pela senadora Tereza Cristina, que classificou a decisão do governo como injusta e prejudicial a milhares de pequenos produtores rurais em todo o País, argumentando que o veto ignora um acordo construído no Parlamento com ampla maioria.
“Trata-se de uma medida irracional, que cria insegurança e trava o desenvolvimento do campo”, disse a parlamentar. “Já vencemos essa luta no Legislativo ao aprovar a proposta, e vamos vencer novamente ao derrubar o veto. Não abriremos mão da defesa da segurança jurídica e do direito de quem vive do trabalho no campo.”
Segundo a senadora, a regularização fundiária na faixa de fronteira é tratada pela bancada como essencial para garantir prosperidade, acesso a crédito e estabilidade para produtores rurais, com forte apelo em várias bases eleitorais do agronegócio e do interior.
O anúncio do PP acontece em meio a um cenário político de maior distanciamento entre o partido e o governo Lula, mesmo com a sigla ainda mantendo quadros em posições de protagonismo no Executivo.
Presença no governo
Em setembro de 2025, a federação formada pelo Progressistas e pelo União Brasil oficializou sua saída da base aliada no Congresso Nacional. A determinação interna, divulgada em nota pelos presidentes das duas legendas, senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda (União Brasil), exigiu que todos os filiados com mandatos renunciassem aos cargos que ocupam no Executivo federal, incluindo ministérios, num prazo definido pelos dirigentes.
A justificativa formal era a intenção da federação de se distanciar do governo federal, tendo em vista as eleições deste ano. Ao que tudo indica, as legendas devem se alinhar a um projeto de centro-direita.
No entanto, a execução desse desembarque tem sido parcial. Apesar do anúncio formal, o PP ainda conta com o deputado federal licenciado e ministro do Esporte, André Fufuca, no primeiro escalão do governo. Fufuca decidiu permanecer na Esplanada mesmo após a orientação partidária, o que levou a sigla a afastá-lo de funções executivas dentro do partido, como a vice-presidência nacional e o comando do diretório no Maranhão, mas ele não deixou a legenda nem entregou a pasta ministerial.
Além do ministro, o partido tem outros filiados em órgãos ligados ao governo. Há cinco meses, eram 140 correligionários da federação PP-União Brasil em cargos estratégicos. (Com informações do jornal O Globo)
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Com cargos no governo, o partido Progressistas quer derrubar veto de Lula
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A posição foi reafirmada pela senadora Tereza Cristina, que classificou a decisão do governo como injusta e prejudicial a milhares de pequenos produtores rurais em todo o País, argumentando que o veto ignora um acordo construído no Parlamento com ampla maioria.
“Trata-se de uma medida irracional, que cria insegurança e trava o desenvolvimento do campo”, disse a parlamentar. “Já vencemos essa luta no Legislativo ao aprovar a proposta, e vamos vencer novamente ao derrubar o veto. Não abriremos mão da defesa da segurança jurídica e do direito de quem vive do trabalho no campo.”
Segundo a senadora, a regularização fundiária na faixa de fronteira é tratada pela bancada como essencial para garantir prosperidade, acesso a crédito e estabilidade para produtores rurais, com forte apelo em várias bases eleitorais do agronegócio e do interior.
O anúncio do PP acontece em meio a um cenário político de maior distanciamento entre o partido e o governo Lula, mesmo com a sigla ainda mantendo quadros em posições de protagonismo no Executivo.
Presença no governo
Em setembro de 2025, a federação formada pelo Progressistas e pelo União Brasil oficializou sua saída da base aliada no Congresso Nacional. A determinação interna, divulgada em nota pelos presidentes das duas legendas, senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda (União Brasil), exigiu que todos os filiados com mandatos renunciassem aos cargos que ocupam no Executivo federal, incluindo ministérios, num prazo definido pelos dirigentes.
A justificativa formal era a intenção da federação de se distanciar do governo federal, tendo em vista as eleições deste ano. Ao que tudo indica, as legendas devem se alinhar a um projeto de centro-direita.
No entanto, a execução desse desembarque tem sido parcial. Apesar do anúncio formal, o PP ainda conta com o deputado federal licenciado e ministro do Esporte, André Fufuca, no primeiro escalão do governo. Fufuca decidiu permanecer na Esplanada mesmo após a orientação partidária, o que levou a sigla a afastá-lo de funções executivas dentro do partido, como a vice-presidência nacional e o comando do diretório no Maranhão, mas ele não deixou a legenda nem entregou a pasta ministerial.
Além do ministro, o partido tem outros filiados em órgãos ligados ao governo. Há cinco meses, eram 140 correligionários da federação PP-União Brasil em cargos estratégicos. (Com informações do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/com-cargos-no-governo-o-partido-progressistas-quer-derrubar-veto-de-lula/
Com cargos no governo, o partido Progressistas quer derrubar veto de Lula
2026-02-02
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