Produção também teve denúncias de agressão e atrasos de pagamentos a equipe. (Foto: Divulgação)
Integrantes da equipe que trabalhou nas gravações do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmaram que pelo menos cinco locais recusaram o aluguel de espaços para as filmagens do longa-metragem. De acordo com relatos de profissionais envolvidos na produção, algumas das cenas consideradas centrais da obra retratam o período em que Bolsonaro esteve hospitalizado após sofrer o atentado a faca durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora (MG). No filme, o ex-presidente é interpretado pelo ator Jim Caviezel.
Segundo integrantes da equipe, três hospitais públicos teriam recusado a cessão de espaço para as gravações, apesar de a produção prever pagamento pelo uso das dependências. Diante das negativas, a equipe acabou optando por um hospital particular para rodar as cenas ligadas ao atendimento médico do então candidato. Ainda conforme os relatos, outros dois estabelecimentos também decidiram não se associar ao projeto cinematográfico.
Nos bastidores, executivos ligados ao filme interpretaram as recusas como um caso de perseguição política. Pessoas envolvidas na produção disseram que o tema do longa e a associação direta com Bolsonaro teriam causado resistência por parte de algumas instituições consultadas. Não houve, entretanto, manifestação pública dos estabelecimentos mencionados sobre os motivos das negativas.
A produtora responsável pelo filme, a GoUp, também teria enfrentado críticas internas relacionadas à condução da produção. A empresária Karina Gama, dona da companhia, foi descrita por integrantes da equipe como alguém sem experiência prévia na indústria cinematográfica. Segundo profissionais ouvidos, ela demonstrava surpresa com custos considerados habituais em produções audiovisuais de grande porte, especialmente em relação a logística, aluguel de equipamentos e contratação de profissionais especializados.
Outro episódio citado pela equipe ocorreu durante a gravação de uma cena envolvendo a Cavalaria do Exército. Conforme os relatos, Karina teria optado por contratar um cavalo de rodeio em vez de utilizar um animal treinado especificamente para produções cinematográficas, acompanhado por um profissional especializado em manejo de animais de cena, procedimento considerado comum no setor.
Ainda de acordo com os profissionais, a decisão provocou problemas no set de filmagem. O cavalo teria se assustado com a movimentação intensa de pessoas e equipamentos, chegando a empinar durante as gravações. Pessoas presentes descreveram o ambiente naquele dia como “um caos”.
Integrantes da produção também afirmaram que a dona da GoUp protagonizou discussões em mais de uma ocasião ao inicialmente resistir ao pagamento de proprietários de estabelecimentos usados como apoio para as filmagens, como estacionamentos cobertos localizados em ruas interditadas para gravações. (Com informações da Coluna do Estadão, de O Estado de S. Paulo)
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Cinco locais se recusaram a participar das filmagens sobre Jair Bolsonaro
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Integrantes da equipe que trabalhou nas gravações do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmaram que pelo menos cinco locais recusaram o aluguel de espaços para as filmagens do longa-metragem. De acordo com relatos de profissionais envolvidos na produção, algumas das cenas consideradas centrais da obra retratam o período em que Bolsonaro esteve hospitalizado após sofrer o atentado a faca durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora (MG). No filme, o ex-presidente é interpretado pelo ator Jim Caviezel.
Segundo integrantes da equipe, três hospitais públicos teriam recusado a cessão de espaço para as gravações, apesar de a produção prever pagamento pelo uso das dependências. Diante das negativas, a equipe acabou optando por um hospital particular para rodar as cenas ligadas ao atendimento médico do então candidato. Ainda conforme os relatos, outros dois estabelecimentos também decidiram não se associar ao projeto cinematográfico.
Nos bastidores, executivos ligados ao filme interpretaram as recusas como um caso de perseguição política. Pessoas envolvidas na produção disseram que o tema do longa e a associação direta com Bolsonaro teriam causado resistência por parte de algumas instituições consultadas. Não houve, entretanto, manifestação pública dos estabelecimentos mencionados sobre os motivos das negativas.
A produtora responsável pelo filme, a GoUp, também teria enfrentado críticas internas relacionadas à condução da produção. A empresária Karina Gama, dona da companhia, foi descrita por integrantes da equipe como alguém sem experiência prévia na indústria cinematográfica. Segundo profissionais ouvidos, ela demonstrava surpresa com custos considerados habituais em produções audiovisuais de grande porte, especialmente em relação a logística, aluguel de equipamentos e contratação de profissionais especializados.
Outro episódio citado pela equipe ocorreu durante a gravação de uma cena envolvendo a Cavalaria do Exército. Conforme os relatos, Karina teria optado por contratar um cavalo de rodeio em vez de utilizar um animal treinado especificamente para produções cinematográficas, acompanhado por um profissional especializado em manejo de animais de cena, procedimento considerado comum no setor.
Ainda de acordo com os profissionais, a decisão provocou problemas no set de filmagem. O cavalo teria se assustado com a movimentação intensa de pessoas e equipamentos, chegando a empinar durante as gravações. Pessoas presentes descreveram o ambiente naquele dia como “um caos”.
Integrantes da produção também afirmaram que a dona da GoUp protagonizou discussões em mais de uma ocasião ao inicialmente resistir ao pagamento de proprietários de estabelecimentos usados como apoio para as filmagens, como estacionamentos cobertos localizados em ruas interditadas para gravações. (Com informações da Coluna do Estadão, de O Estado de S. Paulo)
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