O chanceler brasileiro criticou episódios recentes de interferência externa na região
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O chanceler brasileiro criticou episódios recentes de interferência externa na região. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta sexta-feira (20) que a América Latina e o Caribe vivem “uma das conjunturas mais delicadas de sua história” e defendeu uma resposta conjunta dos países da região diante dos desafios globais. A declaração foi feita durante a reunião de chanceleres da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em Bogotá.
No discurso, o chanceler brasileiro criticou episódios recentes de interferência externa na região e afirmou que o retorno a esse tipo de prática não é solução para os problemas atuais. Segundo ele, desafios como migração, crime transnacional e mudanças climáticas exigem cooperação entre os países e não podem ser enfrentados de forma isolada.
“O histórico de intervenções externas na América Latina e no Caribe, com os seus nefastos resultados, não deixa dúvida: o retorno a esse passado não é a resposta aos desafios do presente”, afirmou. Vieira também criticou respostas que classificou como “unilaterais” e defendeu maior articulação regional. Segundo o ministro, soluções para os problemas enfrentados pelos países devem ser construídas com base no diálogo e na cooperação.
Durante a fala, o chanceler reiterou a posição do Brasil contrária a bloqueios unilaterais e reafirmou o apoio ao povo cubano. Ele também destacou que a América Latina e o Caribe se consolidaram, ao longo das últimas décadas, como uma zona de paz e cooperação.
O ministro defendeu ainda o fortalecimento da CELAC como espaço de articulação política da região, especialmente em um momento de aumento das tensões globais. Para ele, a integração regional é fundamental para evitar a vulnerabilidade dos países diante de pressões externas.
“A separação nos torna mais vulneráveis a ações desagregadoras. Juntos, fortalecemos nossas sinergias”, afirmou. Vieira também ressaltou a importância de ampliar o diálogo com outras regiões, como África, China e União Europeia, e defendeu a criação de mecanismos para dar continuidade a essas iniciativas.
Nos bastidores, Mauro Vieira tem assumido papel cada vez mais relevante na condução da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo fontes diplomáticas, o chanceler tem ampliado seu protagonismo em agendas estratégicas e na articulação regional, especialmente em fóruns multilaterais como a CELAC.
Vieira deve, inclusive, representar o Brasil na reunião de chefes de Estado da cúpula neste sábado (21), após a saída antecipada do presidente Lula, que não deve permanecer até o fim da plenária. Ao final do discurso, o chanceler reafirmou o compromisso do Brasil com o multilateralismo e com o fortalecimento das Nações Unidas. Ele também mencionou o apoio do país à candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU.
A fala ocorreu na véspera da cúpula de chefes de Estado da CELAC, que será realizada neste sábado (21), também em Bogotá.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à capital colombiana na madrugada deste sábado e participa do I Fórum de Alto Nível CELAC-África ao longo do dia. A previsão é que o presidente brasileiro discurse na abertura do evento. (Com informações do portal CNN)
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Chanceler Mauro Vieira diz que a América Latina vive momento “delicado” e pede ação conjunta
O chanceler brasileiro criticou episódios recentes de interferência externa na região
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O chanceler brasileiro criticou episódios recentes de interferência externa na região. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta sexta-feira (20) que a América Latina e o Caribe vivem “uma das conjunturas mais delicadas de sua história” e defendeu uma resposta conjunta dos países da região diante dos desafios globais. A declaração foi feita durante a reunião de chanceleres da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em Bogotá.
No discurso, o chanceler brasileiro criticou episódios recentes de interferência externa na região e afirmou que o retorno a esse tipo de prática não é solução para os problemas atuais. Segundo ele, desafios como migração, crime transnacional e mudanças climáticas exigem cooperação entre os países e não podem ser enfrentados de forma isolada.
“O histórico de intervenções externas na América Latina e no Caribe, com os seus nefastos resultados, não deixa dúvida: o retorno a esse passado não é a resposta aos desafios do presente”, afirmou. Vieira também criticou respostas que classificou como “unilaterais” e defendeu maior articulação regional. Segundo o ministro, soluções para os problemas enfrentados pelos países devem ser construídas com base no diálogo e na cooperação.
Durante a fala, o chanceler reiterou a posição do Brasil contrária a bloqueios unilaterais e reafirmou o apoio ao povo cubano. Ele também destacou que a América Latina e o Caribe se consolidaram, ao longo das últimas décadas, como uma zona de paz e cooperação.
O ministro defendeu ainda o fortalecimento da CELAC como espaço de articulação política da região, especialmente em um momento de aumento das tensões globais. Para ele, a integração regional é fundamental para evitar a vulnerabilidade dos países diante de pressões externas.
“A separação nos torna mais vulneráveis a ações desagregadoras. Juntos, fortalecemos nossas sinergias”, afirmou. Vieira também ressaltou a importância de ampliar o diálogo com outras regiões, como África, China e União Europeia, e defendeu a criação de mecanismos para dar continuidade a essas iniciativas.
Nos bastidores, Mauro Vieira tem assumido papel cada vez mais relevante na condução da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo fontes diplomáticas, o chanceler tem ampliado seu protagonismo em agendas estratégicas e na articulação regional, especialmente em fóruns multilaterais como a CELAC.
Vieira deve, inclusive, representar o Brasil na reunião de chefes de Estado da cúpula neste sábado (21), após a saída antecipada do presidente Lula, que não deve permanecer até o fim da plenária. Ao final do discurso, o chanceler reafirmou o compromisso do Brasil com o multilateralismo e com o fortalecimento das Nações Unidas. Ele também mencionou o apoio do país à candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU.
A fala ocorreu na véspera da cúpula de chefes de Estado da CELAC, que será realizada neste sábado (21), também em Bogotá.
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