Moraes disse que as visitas precisarão continuar a ser feitas com autorização. (Foto: Divulgação/PL)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ter acesso contínuo de seis aliados à casa onde cumpre prisão domiciliar, em Brasília.
Entre os nomes estavam o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (RJ), o secretário-geral da legenda, o senador Rogério Marinho (RN), a deputada Caroline de Toni (SC) e o vice-presidente do partido, Bruno Scheid.
“A prisão domiciliar é uma medida intermediária entre as diversas cautelares previstas na legislação e a prisão preventiva, não perdendo, entretanto, as características de restrição à liberdade individual, e, portanto, impedem o livre acesso de pessoas estranhas à família do réu sem qualquer controle judicial. Indefiro o pedido, devendo os pedidos de visitação serem formulados de maneira individualizada e específica, como determinado a todos os interessados”, diz em sua decisão.
Desde o mês passado, quando passou a cumprir prisão domiciliar por decisão de Moraes, visitas de aliados ao ex-mandatário têm sido analisados caso a caso pelo magistrado, que estabelece datas para os encontros. Bolsonaro conseguiu a liberação para visitas de familiares diretos. Por conta de problemas de saúde, ele também recebeu cuidados médicos no período.
Além de incertezas quanto à liberdade do ex-presidente, pesa o agravamento recente do seu quadro de saúde, o que acelera a necessidade por definições que dependem do aval do patriarca do clã Bolsonaro.
As candidaturas de ao menos quatro estados, entre eles São Paulo, precisam ser definidas. No maior colégio eleitoral do país, a composição da chapa da direita tem o nome do secretário de Segurança do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Guilherme Derrite (PP), dada como certa.
A escolha pelo outro nome, entretanto, ainda é motivo de disputa entre dois nomes ligados à bancada evangélica: por um lado, há quem defenda o nome do deputado Marco Feliciano, do PL e seu fiel aliado, para a composição com Derrite.
Em outra frente, Bolsonaro vê com simpatia a possibilidade de uma composição com Cezinha de Madureira (PSD), como forma de atrair eleitores de centro para o seu palanque.
Cezinha foi coordenador da bancada evangélica na Câmara e esteve presente em atos de desagravo ao ex-presidente, apesar de manter boa interlocução com o governo Lula. Seja quem for o nome escolhido, Bolsonaro faz questão de também opinar quanto ao possível suplente dos candidatos ao Senado, já que pretende fazer maioria na Casa para mobilizar ações contra ministros do STF.
https://www.osul.com.br/alexandre-de-moraes-nega-acesso-continuo-da-cupula-do-pl-a-bolsonaro-em-prisao-domiciliar/ Alexandre de Moraes nega acesso contínuo da cúpula do PL a Bolsonaro em prisão domiciliar 2025-09-10
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Alexandre de Moraes nega acesso contínuo da cúpula do PL a Bolsonaro em prisão domiciliar
Moraes disse que as visitas precisarão continuar a ser feitas com autorização. (Foto: Divulgação/PL)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ter acesso contínuo de seis aliados à casa onde cumpre prisão domiciliar, em Brasília.
Entre os nomes estavam o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (RJ), o secretário-geral da legenda, o senador Rogério Marinho (RN), a deputada Caroline de Toni (SC) e o vice-presidente do partido, Bruno Scheid.
“A prisão domiciliar é uma medida intermediária entre as diversas cautelares previstas na legislação e a prisão preventiva, não perdendo, entretanto, as características de restrição à liberdade individual, e, portanto, impedem o livre acesso de pessoas estranhas à família do réu sem qualquer controle judicial. Indefiro o pedido, devendo os pedidos de visitação serem formulados de maneira individualizada e específica, como determinado a todos os interessados”, diz em sua decisão.
Desde o mês passado, quando passou a cumprir prisão domiciliar por decisão de Moraes, visitas de aliados ao ex-mandatário têm sido analisados caso a caso pelo magistrado, que estabelece datas para os encontros. Bolsonaro conseguiu a liberação para visitas de familiares diretos. Por conta de problemas de saúde, ele também recebeu cuidados médicos no período.
Além de incertezas quanto à liberdade do ex-presidente, pesa o agravamento recente do seu quadro de saúde, o que acelera a necessidade por definições que dependem do aval do patriarca do clã Bolsonaro.
As candidaturas de ao menos quatro estados, entre eles São Paulo, precisam ser definidas. No maior colégio eleitoral do país, a composição da chapa da direita tem o nome do secretário de Segurança do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Guilherme Derrite (PP), dada como certa.
A escolha pelo outro nome, entretanto, ainda é motivo de disputa entre dois nomes ligados à bancada evangélica: por um lado, há quem defenda o nome do deputado Marco Feliciano, do PL e seu fiel aliado, para a composição com Derrite.
Em outra frente, Bolsonaro vê com simpatia a possibilidade de uma composição com Cezinha de Madureira (PSD), como forma de atrair eleitores de centro para o seu palanque.
Cezinha foi coordenador da bancada evangélica na Câmara e esteve presente em atos de desagravo ao ex-presidente, apesar de manter boa interlocução com o governo Lula. Seja quem for o nome escolhido, Bolsonaro faz questão de também opinar quanto ao possível suplente dos candidatos ao Senado, já que pretende fazer maioria na Casa para mobilizar ações contra ministros do STF.
https://www.osul.com.br/alexandre-de-moraes-nega-acesso-continuo-da-cupula-do-pl-a-bolsonaro-em-prisao-domiciliar/
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2025-09-10
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