Material será usado em processo disciplinar da corporação, que apura possível atuação irregular de policiais para empresa de segurança privada. (Foto: Divulgação/PRF)
Segundo informado pela PRF ao STF, o processo apura a possível atuação de três policiais rodoviários federais para dirigentes da empresa de segurança privada Combat Armor Defense, em atividade considerada incompatível com o cargo. Eles teriam sido contratados pela empresa Arbitrium Empreendimentos e Soluções Ltda.
A corporação busca documentos relacionados à movimentação financeira dos envolvidos, incluindo extratos bancários, relatórios de inteligência financeira e outros registros que possam demonstrar eventuais pagamentos feitos pelas empresas aos servidores investigados.
A PRF justifica que o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instaurada para apurar os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 menciona as duas organizações.
“O relatório da CPMI traz alusão de suposto ‘esquema’ de lavagem de dinheiro para repasse de propina oriunda do contrato de aquisição de veículos blindados apelidados como ‘caveirões’, sendo possível apreciar contas bancárias das empresas e seus sócios, RIFs ou outros documentos que possam provar a real destinação desses valores”, afirmou a PRF.
O ministro ressaltou que devem ser observadas “a garantia constitucional do contraditório e a impossibilidade de utilização da prova emprestada como único elemento de convicção do julgador” para eventual decisão no processo.
Núcleo 2
O relatório da CPMI integra o inquérito da ação penal do núcleo 2 da trama golpista, do qual faz parte o ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques. A investigação apurou condutas dele à frente da corporação. A ação resultou, em dezembro do ano passado, na condenação de cinco dos seis denunciados como integrantes do núcleo de gerência da tentativa de golpe de Estado.
A Primeira Turma do STF condenou Silvinei, Filipe Martins, Mário Fernandes e Marcelo Costa Câmara pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União.
A ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública Marília Ferreira de Alencar foi condenada por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.
Segundo a denúncia, Silvinei Vasques e Marília Alencar usaram a PRF e a estrutura do Ministério da Justiça para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Eles requisitaram relatórios de inteligência para montar operações que dificultassem o voto de eleitores do Nordeste, reduto histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). (Com informações de O Estado de S. Paulo)
A decisão de Gilmar também determinou que não se pode interpretar como crime de responsabilidade o mérito de decisões judiciais de ministros.(Foto: Divulgação) Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ampliou os pontos de atrito entre os Poderes ao suspender trechos da Lei do Impeachment sobre o afastamento de integrantes da …
Manifestantes seguiram em marcha exibindo faixas e cartazes com palavras de ordem em defesa da democracia. Foto: Camila Boehm/Agência Brasil Manifestantes seguiram em marcha exibindo faixas e cartazes com palavras de ordem em defesa da democracia. (Foto: Camila Boehm/Agência Brasil) Manifestantes realizam atos pelo País, neste domingo (14), contra a anistia a envolvidos no 8 …
Rebelo tem aparecido em último lugar nas pesquisas recentes. (Foto: Divulgação) O ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo (DC), disse nesta quarta-feira, 20, em conversa com a Coluna do Estadão, que sua pré-candidatura à Presidência está mantida e que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, é um “nome clandestino” e sem apoio no …
O presidente disse também que vai aceitar o afastamento dos ministros que quiserem disputar um cargo ou reeleição. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nessa quarta-feira (17) que o governo precisa alcançar a “narrativa correta” para informar ao povo brasileiro as coisas que aconteceram no país nos últimos anos. O …
Alexandre de Moraes libera compartilhamento de provas para investigação da atuação da Polícia Rodoviária Federal nas eleições de 2022
Material será usado em processo disciplinar da corporação, que apura possível atuação irregular de policiais para empresa de segurança privada. (Foto: Divulgação/PRF)
Segundo informado pela PRF ao STF, o processo apura a possível atuação de três policiais rodoviários federais para dirigentes da empresa de segurança privada Combat Armor Defense, em atividade considerada incompatível com o cargo. Eles teriam sido contratados pela empresa Arbitrium Empreendimentos e Soluções Ltda.
A corporação busca documentos relacionados à movimentação financeira dos envolvidos, incluindo extratos bancários, relatórios de inteligência financeira e outros registros que possam demonstrar eventuais pagamentos feitos pelas empresas aos servidores investigados.
A PRF justifica que o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instaurada para apurar os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 menciona as duas organizações.
“O relatório da CPMI traz alusão de suposto ‘esquema’ de lavagem de dinheiro para repasse de propina oriunda do contrato de aquisição de veículos blindados apelidados como ‘caveirões’, sendo possível apreciar contas bancárias das empresas e seus sócios, RIFs ou outros documentos que possam provar a real destinação desses valores”, afirmou a PRF.
O ministro ressaltou que devem ser observadas “a garantia constitucional do contraditório e a impossibilidade de utilização da prova emprestada como único elemento de convicção do julgador” para eventual decisão no processo.
Núcleo 2
O relatório da CPMI integra o inquérito da ação penal do núcleo 2 da trama golpista, do qual faz parte o ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques. A investigação apurou condutas dele à frente da corporação. A ação resultou, em dezembro do ano passado, na condenação de cinco dos seis denunciados como integrantes do núcleo de gerência da tentativa de golpe de Estado.
A Primeira Turma do STF condenou Silvinei, Filipe Martins, Mário Fernandes e Marcelo Costa Câmara pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União.
A ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública Marília Ferreira de Alencar foi condenada por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.
Segundo a denúncia, Silvinei Vasques e Marília Alencar usaram a PRF e a estrutura do Ministério da Justiça para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Eles requisitaram relatórios de inteligência para montar operações que dificultassem o voto de eleitores do Nordeste, reduto histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Related Posts
Destaque da semana: decisão do ministro Gilmar Mendes ampliou atrito entre os Três Poderes
A decisão de Gilmar também determinou que não se pode interpretar como crime de responsabilidade o mérito de decisões judiciais de ministros.(Foto: Divulgação) Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ampliou os pontos de atrito entre os Poderes ao suspender trechos da Lei do Impeachment sobre o afastamento de integrantes da …
Manifestantes fazem atos contra PL da Dosimetria em diversas cidades do País
Manifestantes seguiram em marcha exibindo faixas e cartazes com palavras de ordem em defesa da democracia. Foto: Camila Boehm/Agência Brasil Manifestantes seguiram em marcha exibindo faixas e cartazes com palavras de ordem em defesa da democracia. (Foto: Camila Boehm/Agência Brasil) Manifestantes realizam atos pelo País, neste domingo (14), contra a anistia a envolvidos no 8 …
Ex-ministro da Defesa Aldo Rabelo afirma que vai manter a candidatura à presidência da República e chama de “clandestina” a escolha do Partido Democracia Cristã pelo nome do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa
Rebelo tem aparecido em último lugar nas pesquisas recentes. (Foto: Divulgação) O ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo (DC), disse nesta quarta-feira, 20, em conversa com a Coluna do Estadão, que sua pré-candidatura à Presidência está mantida e que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, é um “nome clandestino” e sem apoio no …
Em última reunião ministerial, Lula diz que 2026 será “o ano da verdade”
O presidente disse também que vai aceitar o afastamento dos ministros que quiserem disputar um cargo ou reeleição. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nessa quarta-feira (17) que o governo precisa alcançar a “narrativa correta” para informar ao povo brasileiro as coisas que aconteceram no país nos últimos anos. O …