Para o magistrado, a investigação foi essencial para identificar a atuação de uma organização criminosa. (Foto: Luiz Silveira/STF)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma defesa da continuidade do inquérito das fake news ao afirmar que a disseminação de desinformação se tornou o principal instrumento de ataque à Justiça e às eleições no País. Em relatório divulgado nessa quarta-feira (29) sobre o 8 de Janeiro, o magistrado sustenta que a investigação foi essencial para identificar a atuação de uma organização criminosa voltada à ruptura institucional.
“A massiva desinformação, com a produção e divulgação de notícias fraudulentas contra o Judiciário e seus membros (‘fake news’), principalmente pelas redes sociais, tornou-se o maior, mais moderno e nocivo instrumento de ataque à independência dos juízes”, afirma no documento.
Segundo Moraes, o objetivo dessas ações seria “desacreditar os magistrados” e “deslegitimar o Judiciário como Poder essencial à sociedade”, além de colocar em xeque as eleições democráticas. O ministro também afirma que esse ambiente foi acompanhado de ameaças diretas a integrantes da Corte.
“Diversos juízes do Supremo Tribunal Federal foram ameaçados física e psicologicamente, inclusive com a tentativa de explosão da sede da Corte”, escreveu.
A partir desse diagnóstico, Moraes sustenta que foi necessário ampliar o alcance do inquérito, que passou a abranger não apenas a disseminação de notícias falsas, mas também ameaças, denunciações caluniosas, vazamentos de informações sigilosas e esquemas de financiamento de campanhas digitais.
De acordo com o ministro, a investigação buscou identificar “a existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo a independência do Poder Judiciário e o Estado de Direito”.
Ainda de acordo com o relatório de Moraes, as apurações conduzidas pela Polícia Federal permitiram mapear o funcionamento de um grupo político que teria se estruturado como organização criminosa, com divisão de tarefas e atuação coordenada. Entre os eixos identificados estão ataques virtuais a opositores, investidas contra o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), questionamentos ao sistema eletrônico de votação e, por fim, a tentativa de golpe de Estado.
O inquérito das fake news, conduzido pelo Supremo, foi instaurado para apurar a disseminação de informações falsas, ameaças e ataques direcionados a integrantes da Corte. O procedimento inclui a realização de diligências, como coleta de provas, quebras de sigilo e cumprimento de medidas judiciais. (Com informações do jornal O Globo)
Cinco pessoas morreram em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava Foto: Ari Dias/AEN Cinco pessoas morreram em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava. (Foto: Ari Dias/AEN) O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que ainda não é possível mensurar todos os danos causados pelos tornados que atingiram …
“Ele não tem vivência nem experiência de governar. Às vezes, o ímpeto da idade supera o senso de equilíbrio”, disse. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O governador de Goiás (PSD), Ronaldo Caiado, afirmou nessa segunda-feira (30), durante evento de lançamento de sua pré-candidatura em São Paulo, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possível adversário na disputa …
Presidente do Congresso sai fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas Foto: José Cruz/Agência Brasil Presidente do Congresso sai fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pode ser o fiel da balança na eleição para a presidência do Senado em …
O plenário da Assembléia Legislativa 20 de Setembro estava lotado, em clima de solenidade e expectativa. Sergio Peres, pastor evangélico e deputado estadual em quarto mandato, assumi a presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em 2026 com um discurso que fugiu ao protocolo habitual. Em vez de se limitar a pautas técnicas, …
Alexandre de Moraes cita ataques à “independência dos juízes” ao defender a continuidade do inquérito das fake news – Jornal O Sul
Para o magistrado, a investigação foi essencial para identificar a atuação de uma organização criminosa. (Foto: Luiz Silveira/STF)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma defesa da continuidade do inquérito das fake news ao afirmar que a disseminação de desinformação se tornou o principal instrumento de ataque à Justiça e às eleições no País. Em relatório divulgado nessa quarta-feira (29) sobre o 8 de Janeiro, o magistrado sustenta que a investigação foi essencial para identificar a atuação de uma organização criminosa voltada à ruptura institucional.
“A massiva desinformação, com a produção e divulgação de notícias fraudulentas contra o Judiciário e seus membros (‘fake news’), principalmente pelas redes sociais, tornou-se o maior, mais moderno e nocivo instrumento de ataque à independência dos juízes”, afirma no documento.
Segundo Moraes, o objetivo dessas ações seria “desacreditar os magistrados” e “deslegitimar o Judiciário como Poder essencial à sociedade”, além de colocar em xeque as eleições democráticas. O ministro também afirma que esse ambiente foi acompanhado de ameaças diretas a integrantes da Corte.
“Diversos juízes do Supremo Tribunal Federal foram ameaçados física e psicologicamente, inclusive com a tentativa de explosão da sede da Corte”, escreveu.
A partir desse diagnóstico, Moraes sustenta que foi necessário ampliar o alcance do inquérito, que passou a abranger não apenas a disseminação de notícias falsas, mas também ameaças, denunciações caluniosas, vazamentos de informações sigilosas e esquemas de financiamento de campanhas digitais.
De acordo com o ministro, a investigação buscou identificar “a existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo a independência do Poder Judiciário e o Estado de Direito”.
Ainda de acordo com o relatório de Moraes, as apurações conduzidas pela Polícia Federal permitiram mapear o funcionamento de um grupo político que teria se estruturado como organização criminosa, com divisão de tarefas e atuação coordenada. Entre os eixos identificados estão ataques virtuais a opositores, investidas contra o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), questionamentos ao sistema eletrônico de votação e, por fim, a tentativa de golpe de Estado.
O inquérito das fake news, conduzido pelo Supremo, foi instaurado para apurar a disseminação de informações falsas, ameaças e ataques direcionados a integrantes da Corte. O procedimento inclui a realização de diligências, como coleta de provas, quebras de sigilo e cumprimento de medidas judiciais. (Com informações do jornal O Globo)
Related Posts
Ministro diz que ainda é impossível mensurar todos os danos causados pelos tornados que atingiram o Paraná
Cinco pessoas morreram em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava Foto: Ari Dias/AEN Cinco pessoas morreram em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava. (Foto: Ari Dias/AEN) O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que ainda não é possível mensurar todos os danos causados pelos tornados que atingiram …
Ronaldo Caiado diz que Flávio Bolsonaro “não tem vivência e experiência” para ser presidente
“Ele não tem vivência nem experiência de governar. Às vezes, o ímpeto da idade supera o senso de equilíbrio”, disse. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O governador de Goiás (PSD), Ronaldo Caiado, afirmou nessa segunda-feira (30), durante evento de lançamento de sua pré-candidatura em São Paulo, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possível adversário na disputa …
Davi Alcolumbre pode ser o fiel da balança da eleição ao comando do Senado em 2027. Saiba o porquê
Presidente do Congresso sai fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas Foto: José Cruz/Agência Brasil Presidente do Congresso sai fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pode ser o fiel da balança na eleição para a presidência do Senado em …
Sergio Peres assume a presidência da Assembleia Legislativa com plenário lotado e discurso marcado pelo municipalismo e pela fé
O plenário da Assembléia Legislativa 20 de Setembro estava lotado, em clima de solenidade e expectativa. Sergio Peres, pastor evangélico e deputado estadual em quarto mandato, assumi a presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em 2026 com um discurso que fugiu ao protocolo habitual. Em vez de se limitar a pautas técnicas, …