Banqueiro não desistiu de buscar acordo mesmo após rejeição da sua segunda proposta. (Foto: Divulgação)
Após ter sua segunda proposta de delação rejeitada, o banqueiro Daniel Vorcaro não desistiu de tentar um acordo de colaboração e decidiu buscar reforços para sua equipe de defesa com o objetivo de retomar as negociações.
Um dos nomes que circulou entre interlocutores de Vorcaro foi o do criminalista Cezar Bitencourt, que foi responsável por conduzir a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda não houve, porém, um convite ou tratativas diretas com ele.
Vorcaro amargou duas derrotas nesta semana. A primeira foi a rejeição de sua delação pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que estava sendo mais receptiva às negociações, e a segunda foi o julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a prisão de seu pai, Henrique Vorcaro, e do seu primo Felipe Cançado Vorcaro.
Diante desse cenário, a avaliação do banqueiro é que fechar uma delação ainda seria sua melhor forma de conseguir deixar a prisão e se proteger das investigações.
Mas a avaliação de interlocutores de Vorcaro é que sua credibilidade está seriamente comprometida após duas propostas de delação consideradas pelos investigadores como seletivas e omissas e isso dificultará uma reabertura das tratativas.
A previsão desses interlocutores é que o banqueiro precisará passar alguns meses em um presídio comum até conseguir negociar uma nova rodada de negociações da delação premiada. Por isso, a entrada de um novo advogado poderia transmitir aos investigadores e ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), a impressão de uma mudança de postura na colaboração.
Seria o terceiro advogado a negociar a delação de Vorcaro. O primeiro foi José Luís de Oliveira Lima, o Juca, que deixou o caso após a primeira proposta ter sido rejeitada. Depois, a segunda delação ficou concentrada com o advogado Sérgio Leonardo, que já fazia parte da equipe em conjunto com outros criminalistas.
Por entender que enfrentará condições mais duras, Vorcaro também busca advogados para atuarem também em uma defesa mais tradicional, com o objetivo de conseguir amenizar sua situação na carceragem.
A PF já solicitou a saída de Vorcaro da cela especial da Superintendência de Brasília, mas o ministro André Mendonça até agora ainda não decidiu para qual estabelecimento prisional mandará o banqueiro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Vorcaro busca reforças defesa para tentar mais uma delação premiada e cogita advogado do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
Banqueiro não desistiu de buscar acordo mesmo após rejeição da sua segunda proposta. (Foto: Divulgação)
Após ter sua segunda proposta de delação rejeitada, o banqueiro Daniel Vorcaro não desistiu de tentar um acordo de colaboração e decidiu buscar reforços para sua equipe de defesa com o objetivo de retomar as negociações.
Um dos nomes que circulou entre interlocutores de Vorcaro foi o do criminalista Cezar Bitencourt, que foi responsável por conduzir a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda não houve, porém, um convite ou tratativas diretas com ele.
Vorcaro amargou duas derrotas nesta semana. A primeira foi a rejeição de sua delação pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que estava sendo mais receptiva às negociações, e a segunda foi o julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a prisão de seu pai, Henrique Vorcaro, e do seu primo Felipe Cançado Vorcaro.
Diante desse cenário, a avaliação do banqueiro é que fechar uma delação ainda seria sua melhor forma de conseguir deixar a prisão e se proteger das investigações.
Mas a avaliação de interlocutores de Vorcaro é que sua credibilidade está seriamente comprometida após duas propostas de delação consideradas pelos investigadores como seletivas e omissas e isso dificultará uma reabertura das tratativas.
A previsão desses interlocutores é que o banqueiro precisará passar alguns meses em um presídio comum até conseguir negociar uma nova rodada de negociações da delação premiada. Por isso, a entrada de um novo advogado poderia transmitir aos investigadores e ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), a impressão de uma mudança de postura na colaboração.
Seria o terceiro advogado a negociar a delação de Vorcaro. O primeiro foi José Luís de Oliveira Lima, o Juca, que deixou o caso após a primeira proposta ter sido rejeitada. Depois, a segunda delação ficou concentrada com o advogado Sérgio Leonardo, que já fazia parte da equipe em conjunto com outros criminalistas.
Por entender que enfrentará condições mais duras, Vorcaro também busca advogados para atuarem também em uma defesa mais tradicional, com o objetivo de conseguir amenizar sua situação na carceragem.
A PF já solicitou a saída de Vorcaro da cela especial da Superintendência de Brasília, mas o ministro André Mendonça até agora ainda não decidiu para qual estabelecimento prisional mandará o banqueiro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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