O banqueiro Daniel Vorcaro (foto) recebeu um plano de comunicação elaborado pelo empresário Thiago Miranda, da agência Mithi. (Foto: Reprodução)
O banqueiro Daniel Vorcaro recebeu um plano de comunicação elaborado pelo empresário Thiago Miranda, da agência Mithi, que previa investir na criação de um seriado para defender sua trajetória e sua reputação. Miranda prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (12), e contou ter confeccionado estratégias para recuperar a crise de reputação do Banco Master.
A proposta de investir em um seriado estava dentro dessas estratégias. O conceito descrito era que a série não mudaria o cenário imediato, mas ajudaria a construir uma percepção mais duradoura sobre o tema. A ação, entretanto, não chegou a ser colocada em prática.
“Série Netflix/Globoplay: Uma série em streaming não muda o presente imediato mas ajuda a definir como essa história será lembrada no futuro”, diz o plano de comunicação.
O documento cita como um dos exemplos uma série sobre o ex-jogador de basquete Michael Jordan e outra sobre o ciclista Lance Armstrong, banido do esporte por causa de um esquema de doping. “Não limpou a imagem, mas estabilizou”, registrou o plano de comunicação.
Prosseguiu o documento: “Uma série bem construída organiza fatos com começo, meio e fim. Apresenta complexidade sem simplificação moral. Humaniza sem vitimização. Registra a versão completa para o futuro. O ponto-chave é entender como elas ajudaram: não ‘inocentando’, mas mudando o enquadramento histórico e humano. Existem exemplos de séries/documentários que ajudaram a recontextualizar e, em alguns casos, recuperar ou suavizar a reputação de pessoas públicas”.
Negativa
O empresário também apresentou documentos sobre essas contratações. Trechos desses documentos divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo mostram que influenciadores contratados por Miranda fizeram publicações contra o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, Renato Gomes, em troca de pagamentos de R$ 3,5 milhões.
Na apresentação dos serviços a Vorcaro, a agência Mithi, de Thiago Miranda, propôs um “marketing de guerrilha” para combater a crise de reputação do Master. O plano era apresentar o banqueiro como um “arquétipo do lutador”. “Diretriz: ‘Ninguém torce pelo banqueiro. Mas todos respeitam um homem que está no chão e tenta levantar. Vamos trabalhar a jornada do herói falível’”, diz trecho do plano de comunicação.
Em nota, a defesa de Thiago Miranda afirmou que ele adotou “postura colaborativa, transparente e respeitosa, com o objetivo de contribuir para o integral esclarecimento dos fatos”.
Nogueira (C) foi o único dos acusados a comparecer presencialmente à sessão de abertura do julgamento. (Foto: Gustavo Moreno/STF) O julgamento do chamado núcleo crucial da suposta trama golpista teve início na terça-feira (2) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os oito réus está o general da reserva Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro …
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Agência de comunicação sugeriu a Vorcaro criar “série de Netflix” para defender sua reputação
O banqueiro Daniel Vorcaro (foto) recebeu um plano de comunicação elaborado pelo empresário Thiago Miranda, da agência Mithi. (Foto: Reprodução)
O banqueiro Daniel Vorcaro recebeu um plano de comunicação elaborado pelo empresário Thiago Miranda, da agência Mithi, que previa investir na criação de um seriado para defender sua trajetória e sua reputação. Miranda prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (12), e contou ter confeccionado estratégias para recuperar a crise de reputação do Banco Master.
A proposta de investir em um seriado estava dentro dessas estratégias. O conceito descrito era que a série não mudaria o cenário imediato, mas ajudaria a construir uma percepção mais duradoura sobre o tema. A ação, entretanto, não chegou a ser colocada em prática.
“Série Netflix/Globoplay: Uma série em streaming não muda o presente imediato mas ajuda a definir como essa história será lembrada no futuro”, diz o plano de comunicação.
O documento cita como um dos exemplos uma série sobre o ex-jogador de basquete Michael Jordan e outra sobre o ciclista Lance Armstrong, banido do esporte por causa de um esquema de doping. “Não limpou a imagem, mas estabilizou”, registrou o plano de comunicação.
Prosseguiu o documento: “Uma série bem construída organiza fatos com começo, meio e fim. Apresenta complexidade sem simplificação moral. Humaniza sem vitimização. Registra a versão completa para o futuro. O ponto-chave é entender como elas ajudaram: não ‘inocentando’, mas mudando o enquadramento histórico e humano. Existem exemplos de séries/documentários que ajudaram a recontextualizar e, em alguns casos, recuperar ou suavizar a reputação de pessoas públicas”.
Negativa
O empresário também apresentou documentos sobre essas contratações. Trechos desses documentos divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo mostram que influenciadores contratados por Miranda fizeram publicações contra o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, Renato Gomes, em troca de pagamentos de R$ 3,5 milhões.
Na apresentação dos serviços a Vorcaro, a agência Mithi, de Thiago Miranda, propôs um “marketing de guerrilha” para combater a crise de reputação do Master. O plano era apresentar o banqueiro como um “arquétipo do lutador”. “Diretriz: ‘Ninguém torce pelo banqueiro. Mas todos respeitam um homem que está no chão e tenta levantar. Vamos trabalhar a jornada do herói falível’”, diz trecho do plano de comunicação.
Em nota, a defesa de Thiago Miranda afirmou que ele adotou “postura colaborativa, transparente e respeitosa, com o objetivo de contribuir para o integral esclarecimento dos fatos”.
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