Caso a tarifa seja efetivamente implementada, ela poderá representar mais um desafio para as exportações brasileiras em um momento de desaceleração da economia global.
Foto: White House
Caso a tarifa seja efetivamente implementada, ela poderá representar mais um desafio para as exportações brasileiras em um momento de desaceleração da economia global. (Foto: White House)
O governo dos Estados Unidos abriu uma nova frente de tensão comercial com o Brasil ao propor a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e ainda depende da conclusão de um processo administrativo antes de entrar em vigor.
A proposta é resultado de uma investigação conduzida com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento utilizado por Washington para apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos americanos. Segundo o governo do presidente Donald Trump, o Brasil mantém políticas que dificultam a atuação de empresas norte-americanas em áreas como comércio digital, serviços financeiros, propriedade intelectual e acesso ao mercado.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da administração Trump para pressionar parceiros comerciais considerados responsáveis por práticas vistas como desfavoráveis aos Estados Unidos. Nos últimos meses, Washington também adotou medidas semelhantes contra outros países, ampliando o uso de tarifas como instrumento de negociação econômica.
Embora a proposta tenha gerado preocupação entre exportadores brasileiros, parte dos produtos enviados aos Estados Unidos deve permanecer fora da nova cobrança. Entre os itens que podem ser poupados estão alguns produtos agrícolas, petróleo, minerais estratégicos e componentes ligados à indústria aeronáutica, considerados importantes para a economia norte-americana.
Por outro lado, setores industriais brasileiros podem enfrentar dificuldades caso a tarifa seja confirmada. Produtos manufaturados, como calçados, móveis, têxteis e outros bens de maior valor agregado, tendem a perder competitividade no mercado americano devido ao aumento dos custos para importadores e consumidores.
O governo federal acompanha o caso por meio dos ministérios das Relações Exteriores, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A estratégia inicial é buscar uma solução diplomática e apresentar argumentos técnicos durante o período de consultas aberto pelos Estados Unidos. A avaliação é de que ainda há espaço para negociação antes da decisão final da Casa Branca.
Especialistas em comércio exterior destacam que o processo pode levar algumas semanas e que a proposta ainda poderá sofrer alterações. Mesmo assim, o anúncio já aumenta a insegurança entre empresas exportadoras, que acompanham com atenção os próximos movimentos do governo americano.
Caso a tarifa seja efetivamente implementada, ela poderá representar mais um desafio para as exportações brasileiras em um momento de desaceleração da economia global. Até lá, as atenções estarão voltadas para as negociações entre Brasília e Washington e para a decisão que será tomada pelo governo Trump após o encerramento das consultas públicas.
Segundo ele, esses concorrentes, incomodados com o crescimento do Master. Foto: Divulgação/Master Segundo ele, esses concorrentes, incomodados com o crescimento do Master. (Foto: Divulgação/Master) O empresário Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal (PF) que o Banco Master enfrentava uma crise de liquidez e operava com um modelo de negócios fortemente ancorado no Fundo Garantidor de …
Decisão do ministro do STF, cujo teor não é público, pode constranger diretor do BC frente a frente com investigados, destaca especialista. (Foto: Reprodução) O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma acareação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de …
Pelo projeto, o Profimed será coordenado e aplicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). (Foto: Reprodução) A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira, por 11 votos a 9, o projeto de lei que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), previsto como requisito obrigatório para que médicos recém-formados possam …
Fux votou pela absolvição de Cristiane Angélica Dumont Araújo, acusada de participar das invasões ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional. (Foto: Victor Piemonte/STF) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, apresentou nesta semana, votos distintos em dois julgamentos de réus acusados de envolvimento nos atos do 8 de janeiro de 2023, …
Governo Trump propõe novo tarifaço de 25% contra o Brasil; entenda o que acontece agora
Caso a tarifa seja efetivamente implementada, ela poderá representar mais um desafio para as exportações brasileiras em um momento de desaceleração da economia global.
Foto: White House
Caso a tarifa seja efetivamente implementada, ela poderá representar mais um desafio para as exportações brasileiras em um momento de desaceleração da economia global. (Foto: White House)
O governo dos Estados Unidos abriu uma nova frente de tensão comercial com o Brasil ao propor a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e ainda depende da conclusão de um processo administrativo antes de entrar em vigor.
A proposta é resultado de uma investigação conduzida com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento utilizado por Washington para apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos americanos. Segundo o governo do presidente Donald Trump, o Brasil mantém políticas que dificultam a atuação de empresas norte-americanas em áreas como comércio digital, serviços financeiros, propriedade intelectual e acesso ao mercado.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da administração Trump para pressionar parceiros comerciais considerados responsáveis por práticas vistas como desfavoráveis aos Estados Unidos. Nos últimos meses, Washington também adotou medidas semelhantes contra outros países, ampliando o uso de tarifas como instrumento de negociação econômica.
Embora a proposta tenha gerado preocupação entre exportadores brasileiros, parte dos produtos enviados aos Estados Unidos deve permanecer fora da nova cobrança. Entre os itens que podem ser poupados estão alguns produtos agrícolas, petróleo, minerais estratégicos e componentes ligados à indústria aeronáutica, considerados importantes para a economia norte-americana.
Por outro lado, setores industriais brasileiros podem enfrentar dificuldades caso a tarifa seja confirmada. Produtos manufaturados, como calçados, móveis, têxteis e outros bens de maior valor agregado, tendem a perder competitividade no mercado americano devido ao aumento dos custos para importadores e consumidores.
O governo federal acompanha o caso por meio dos ministérios das Relações Exteriores, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A estratégia inicial é buscar uma solução diplomática e apresentar argumentos técnicos durante o período de consultas aberto pelos Estados Unidos. A avaliação é de que ainda há espaço para negociação antes da decisão final da Casa Branca.
Especialistas em comércio exterior destacam que o processo pode levar algumas semanas e que a proposta ainda poderá sofrer alterações. Mesmo assim, o anúncio já aumenta a insegurança entre empresas exportadoras, que acompanham com atenção os próximos movimentos do governo americano.
Caso a tarifa seja efetivamente implementada, ela poderá representar mais um desafio para as exportações brasileiras em um momento de desaceleração da economia global. Até lá, as atenções estarão voltadas para as negociações entre Brasília e Washington e para a decisão que será tomada pelo governo Trump após o encerramento das consultas públicas.
Related Posts
Trechos do depoimento de Daniel Vorcaro mostram que ele se vê como vítima de uma campanha difamatória liderada por bancos de maior porte
Segundo ele, esses concorrentes, incomodados com o crescimento do Master. Foto: Divulgação/Master Segundo ele, esses concorrentes, incomodados com o crescimento do Master. (Foto: Divulgação/Master) O empresário Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal (PF) que o Banco Master enfrentava uma crise de liquidez e operava com um modelo de negócios fortemente ancorado no Fundo Garantidor de …
Banco Master: juristas dizem que não é comum uma convocação de acareação como a que foi feita pelo ministro Dias Toffoli por exclusiva iniciativa dele
Decisão do ministro do STF, cujo teor não é público, pode constranger diretor do BC frente a frente com investigados, destaca especialista. (Foto: Reprodução) O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma acareação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de …
Exame tipo “OAB” para médicos: comissão do Senado aprova criação de exame obrigatório para recém-formados
Pelo projeto, o Profimed será coordenado e aplicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). (Foto: Reprodução) A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira, por 11 votos a 9, o projeto de lei que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), previsto como requisito obrigatório para que médicos recém-formados possam …
Ministro do Supremo Luiz Fux diverge da maioria do Tribunal e vota para absolver réus do 8 de Janeiro
Fux votou pela absolvição de Cristiane Angélica Dumont Araújo, acusada de participar das invasões ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional. (Foto: Victor Piemonte/STF) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, apresentou nesta semana, votos distintos em dois julgamentos de réus acusados de envolvimento nos atos do 8 de janeiro de 2023, …