Múcio citou como exemplo a mobilização militar realizada quando o governo da Venezuela ameaçou avançar sobre a região de Essequibo.
Foto: Hisaac Gomes/MD
Múcio citou como exemplo a mobilização militar realizada quando o governo da Venezuela ameaçou avançar sobre a região de Essequibo. (Foto: Hisaac Gomes/MD)
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, fez um duro diagnóstico sobre a capacidade militar brasileira durante um encontro reservado com representantes da Base Industrial de Defesa, em Brasília. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, Múcio afirmou que o país não possui estrutura adequada para enfrentar ameaças compatíveis com seu tamanho e relevância internacional.
“Nós fizemos um diagnóstico nosso. A Defesa é precaríssima. A Defesa brasileira é incompatível com o tamanho e as potencialidades do Brasil. Nós não temos defesa”, declarou o ministro. Em seguida, reforçou: “Muita gente pensa que nós temos como nos defender; nós não temos”.
Múcio citou como exemplo a mobilização militar realizada quando o governo da Venezuela ameaçou avançar sobre a região de Essequibo, território disputado com a Guiana. Segundo ele, a operação evidenciou dificuldades logísticas significativas das Forças Armadas brasileiras.
“A Aeronáutica chega em duas, três horas lá. A Marinha demora 20 dias para chegar ao Norte. Os blindados do Exército demoram 55 dias para chegar. Ou seja, se houvesse um conflito real, quando nós chegássemos lá, o povo já estaria instalado”, afirmou.
A preocupação com a capacidade de resposta das Forças Armadas também foi manifestada pelo comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.
“No passado, a gente não tinha nenhuma ameaça na América do Sul. Hoje, a gente já vê que existe uma percepção de ameaça”, disse o militar, ao destacar os desafios de monitorar e proteger os cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres do país.
Segundo a reportagem, o Exército acelera estudos para ampliar o uso de drones de vigilância e ataque, munições vagantes e sistemas antidrones, tecnologias que ganharam protagonismo em conflitos recentes, como a guerra na Ucrânia e os confrontos no Oriente Médio.
Tomás destacou que países com menor capacidade militar vêm obtendo resultados relevantes por meio dessas ferramentas.
“Você está vendo países que têm um poder militar bem inferior ao das potências tradicionais e que estão conseguindo um resultado de dissuasão muito interessante com uma tecnologia de ponta, mas barata”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio a um cenário de crescente preocupação com a segurança regional e poucos dias após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O alerta das Forças Armadas também coincide com o anúncio do contingenciamento de R$ 4,4 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa, medida que, segundo militares, dificulta os planos de modernização e reequipamento das tropas.
Leitura do relatório final. (Foto: Agência Câmara) A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou o relatório proposto pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), por 19 votos a 12. A rejeição do relatório contou com votos de parlamentares da base governista e do Centrão. Já os favoráveis ao texto fazem oposição ao governo …
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Ministro da Defesa do Brasil afirma que proteção do País é “precaríssima”: “Não temos defesa”
Múcio citou como exemplo a mobilização militar realizada quando o governo da Venezuela ameaçou avançar sobre a região de Essequibo.
Foto: Hisaac Gomes/MD
Múcio citou como exemplo a mobilização militar realizada quando o governo da Venezuela ameaçou avançar sobre a região de Essequibo. (Foto: Hisaac Gomes/MD)
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, fez um duro diagnóstico sobre a capacidade militar brasileira durante um encontro reservado com representantes da Base Industrial de Defesa, em Brasília. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, Múcio afirmou que o país não possui estrutura adequada para enfrentar ameaças compatíveis com seu tamanho e relevância internacional.
“Nós fizemos um diagnóstico nosso. A Defesa é precaríssima. A Defesa brasileira é incompatível com o tamanho e as potencialidades do Brasil. Nós não temos defesa”, declarou o ministro. Em seguida, reforçou: “Muita gente pensa que nós temos como nos defender; nós não temos”.
Múcio citou como exemplo a mobilização militar realizada quando o governo da Venezuela ameaçou avançar sobre a região de Essequibo, território disputado com a Guiana. Segundo ele, a operação evidenciou dificuldades logísticas significativas das Forças Armadas brasileiras.
“A Aeronáutica chega em duas, três horas lá. A Marinha demora 20 dias para chegar ao Norte. Os blindados do Exército demoram 55 dias para chegar. Ou seja, se houvesse um conflito real, quando nós chegássemos lá, o povo já estaria instalado”, afirmou.
A preocupação com a capacidade de resposta das Forças Armadas também foi manifestada pelo comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.
“No passado, a gente não tinha nenhuma ameaça na América do Sul. Hoje, a gente já vê que existe uma percepção de ameaça”, disse o militar, ao destacar os desafios de monitorar e proteger os cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres do país.
Segundo a reportagem, o Exército acelera estudos para ampliar o uso de drones de vigilância e ataque, munições vagantes e sistemas antidrones, tecnologias que ganharam protagonismo em conflitos recentes, como a guerra na Ucrânia e os confrontos no Oriente Médio.
Tomás destacou que países com menor capacidade militar vêm obtendo resultados relevantes por meio dessas ferramentas.
“Você está vendo países que têm um poder militar bem inferior ao das potências tradicionais e que estão conseguindo um resultado de dissuasão muito interessante com uma tecnologia de ponta, mas barata”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio a um cenário de crescente preocupação com a segurança regional e poucos dias após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O alerta das Forças Armadas também coincide com o anúncio do contingenciamento de R$ 4,4 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa, medida que, segundo militares, dificulta os planos de modernização e reequipamento das tropas.
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