Senador (D) e presidente (E) têm interesse em retomar a boa relação. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O governo tem propostas importantes nas mãos de do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Estão para ser votadas no Senado as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) do Suas (Sistema Único de Assistência Social) e a da Segurança Pública. O projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil, as chamadas “terras raras”, também aguarda análise dos senadores.
A prioridade legislativa do governo para a eleição, o fim da escala de trabalho 6×1, também precisará passar pelo Senado. A PEC está na Câmara dos Deputados e deve ser votada até o final de maio. Ou seja, o Planalto precisará da boa vontade de Alcolumbre para aprová-la até junho, mês que naturalmente é mais conturbado pela intensificação da pré-campanha e pelo início da Copa do Mundo, no dia 13 de junho.
Apesar desses movimentos, a fase do relacionamento entre Alcolumbre e governo foi descrita como abrasiva por um ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E, mesmo com esse esforço mútuo de reaproximação, o envolvimento de líderes do centrão com o caso do Banco Master deverá ser explorado pelo PT na disputa presidencial.
Sobre a rejeição do nome advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, a estratégia será reprisar que adversários de Lula se uniram a ministros da corte para impedir o avanço das investigações, prejudicando um evangélico.
A associação de bolsonaristas ao caso ameaça azedar a relação com dirigentes partidários investigados. Pivô do escândalo, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com Alcolumbre em 2025 na residência oficial do Senado, de acordo com diálogos dele com a ex-namorada Marta Graeff que estavam em um dos celulares apreendidos pela Polícia Federal (PF).
A Amprev (Amapá Previdência), gestora do regime próprio de previdência do estado, aplicou R$ 400 milhões em títulos de alto risco do banco. A instituição era comandada por Jocildo Silva Lemos, alvo da PF em fevereiro e afilhado político de Alcolumbre.
Reunião
O presidente do Senado manifestou a emissários do governo o desejo de conversar pessoalmente com o presidente Lula. A ideia é reconstruir pontes após a Casa impor ao petista uma derrota histórica na última semana, rejeitando a indicação de Messias ao STF.
A interlocutores Alcolumbre avisou que deseja encerrar o caso – nas palavras dele, “passar a régua” no episódio. Nessas conversas, o presidente do Senado sustenta que não trabalhou contra a indicação de Lula e que a rejeição foi resultado de uma insatisfação da Casa, cujo risco foi alertado por ele ao Planalto anteriormente.
O recado é que o parlamentar não quer prejudicar o governo e não vai trancar propostas ou pautar surpresas indigestas para o Executivo. (Com informações da Folha de S.Paulo)
A falta de transparência levou, em 2022, o Supremo Tribunal Federal a declarar inconstitucionais as emendas de relator e a impor mecanismos de controle. (Foto: Reprodução) Ao longo da última década, a captura de recursos da União por emendas parlamentares alcançou volume nunca visto em qualquer regime democrático. O Legislativo se converteu em executor de …
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O governo Lula tem propostas importantes nas mãos do presidente do Senado e depende dele para aprová-las
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Apesar desses movimentos, a fase do relacionamento entre Alcolumbre e governo foi descrita como abrasiva por um ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E, mesmo com esse esforço mútuo de reaproximação, o envolvimento de líderes do centrão com o caso do Banco Master deverá ser explorado pelo PT na disputa presidencial.
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Reunião
O presidente do Senado manifestou a emissários do governo o desejo de conversar pessoalmente com o presidente Lula. A ideia é reconstruir pontes após a Casa impor ao petista uma derrota histórica na última semana, rejeitando a indicação de Messias ao STF.
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