“Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar ou deixar de pressionar para obter outro resultado”, disse Andrei Rodrigues. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que a corporação não realiza operações com o objetivo de pressionar investigados ou possíveis delatores. A declaração foi dada um dia após uma ação da PF atingir o presidente do PP e senador Ciro Nogueira (PI), investigado sob suspeita de receber uma mesada do banqueiro Daniel Vorcaro.
A operação repercutiu entre parlamentares em Brasília e gerou preocupação em parte da classe política diante do avanço das investigações relacionadas ao caso. Nos bastidores, a ação também foi interpretada por alguns interlocutores como um possível recado para que Vorcaro e sua defesa ampliem o alcance dos fatos apresentados em uma eventual colaboração premiada.
Ao comentar o tema, Andrei Rodrigues negou que operações policiais sejam utilizadas como forma de pressão para obtenção de acordos de delação.
“Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar ou deixar de pressionar para obter outro resultado. Então a delação é um direito do investigado, do réu, fazer e se a defesa dele entender que deve fazer.”
O diretor-geral da PF também evitou comentar detalhes sobre uma possível negociação envolvendo o banqueiro e afirmou desconhecer os termos de eventual acordo em andamento.
“Desconheço os termos de delação que eventualmente esteja em curso. A delação segue um rito legal, ela tem ali todos os elementos necessários para ser válida. Para ser aceita pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Federal e depois validada pelo Poder Judiciário. Então, se não atender esses requisitos, ela não é validada e o processo segue seu curso.”
Segundo investigadores ouvidos pelo blog da colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo, a operação deflagrada pela PF na última semana teria enfraquecido a proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro. A avaliação dentro da investigação é de que o banqueiro ainda não apresentou informações consideradas relevantes para o avanço do processo.
De acordo com a publicação, investigadores avaliam que Vorcaro não trouxe até agora “nada produtivo para o processo”. Integrantes da apuração também consideram que a lista de revelações que ele estaria disposto a apresentar é considerada limitada e insuficiente para justificar benefícios em uma eventual delação premiada.
Ainda segundo o blog, investigadores entendem que o banqueiro estaria “escolhendo alvos” para citar em seus relatos, ao mesmo tempo em que preservaria determinadas figuras políticas. Entre os nomes mencionados estaria o senador Ciro Nogueira, apontado por investigadores como um dos personagens que estariam sendo poupados pelo banqueiro nas negociações em torno de uma possível colaboração. (Com informações do jornal O Globo)
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Ao comentar o tema, Andrei Rodrigues negou que operações policiais sejam utilizadas como forma de pressão para obtenção de acordos de delação.
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“Desconheço os termos de delação que eventualmente esteja em curso. A delação segue um rito legal, ela tem ali todos os elementos necessários para ser válida. Para ser aceita pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Federal e depois validada pelo Poder Judiciário. Então, se não atender esses requisitos, ela não é validada e o processo segue seu curso.”
Segundo investigadores ouvidos pelo blog da colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo, a operação deflagrada pela PF na última semana teria enfraquecido a proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro. A avaliação dentro da investigação é de que o banqueiro ainda não apresentou informações consideradas relevantes para o avanço do processo.
De acordo com a publicação, investigadores avaliam que Vorcaro não trouxe até agora “nada produtivo para o processo”. Integrantes da apuração também consideram que a lista de revelações que ele estaria disposto a apresentar é considerada limitada e insuficiente para justificar benefícios em uma eventual delação premiada.
Ainda segundo o blog, investigadores entendem que o banqueiro estaria “escolhendo alvos” para citar em seus relatos, ao mesmo tempo em que preservaria determinadas figuras políticas. Entre os nomes mencionados estaria o senador Ciro Nogueira, apontado por investigadores como um dos personagens que estariam sendo poupados pelo banqueiro nas negociações em torno de uma possível colaboração. (Com informações do jornal O Globo)
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