O movimento do magistrado acontece em reação a um vídeo publicado no mês passado por Zema
Foto: Rosinei Coutinho/STF/22-08-2024
O movimento do magistrado acontece em reação a um vídeo publicado no mês passado por Zema. (Foto: Rosinei Coutinho/STF/22-08-2024)
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou uma notícia-crime ao colega, Alexandre de Moraes, solicitando que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) seja investigado no âmbito do inquérito das fake news. O movimento do magistrado acontece em reação a um vídeo publicado no mês passado por Zema na rede social X, com fantoches que imitavam Gilmar e Dias Toffoli.
No vídeo, o fantoche de Toffoli pede que o boneco de Gilmar suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. No pedido enviado à Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes afirma que o governador de Minas Gerais “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
Nesta semana, o ministro do STF já havia criticado Zema após a publicação do vídeo. Gilmar disse ser “no mínimo, irônico” que o ex-governador tenha defendido o impeachment e a prisão dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli após ter acionado a Corte, enquanto esteve à frente do estado, para parcelar dívidas de Minas com a União.
O decano apontou que Zema, “que hoje agride” o STF, recorreu à Corte “inúmeras vezes” em busca de decisões que “suspenderam obrigações bilionárias com a União”. “Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais”, frisou.
Após a publicação de Gilmar, o ex-governador respondeu com nova postagem. Criticou a postura de Mendes e disse que uma decisão judicial favorável a Minas Gerais no passado não o obriga a ser submisso ao Supremo Tribunal Federal.
O chamado inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 pelo STF e está sob a relatoria de Moraes. O objetivo do inquérito, que é alvo de polêmicas, é apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático. O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
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Gilmar Mendes pede a Alexandre de Moraes que Romeu Zema seja investigado no inquérito das fake news
O movimento do magistrado acontece em reação a um vídeo publicado no mês passado por Zema
Foto: Rosinei Coutinho/STF/22-08-2024
O movimento do magistrado acontece em reação a um vídeo publicado no mês passado por Zema. (Foto: Rosinei Coutinho/STF/22-08-2024)
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou uma notícia-crime ao colega, Alexandre de Moraes, solicitando que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) seja investigado no âmbito do inquérito das fake news. O movimento do magistrado acontece em reação a um vídeo publicado no mês passado por Zema na rede social X, com fantoches que imitavam Gilmar e Dias Toffoli.
No vídeo, o fantoche de Toffoli pede que o boneco de Gilmar suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. No pedido enviado à Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes afirma que o governador de Minas Gerais “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
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O decano apontou que Zema, “que hoje agride” o STF, recorreu à Corte “inúmeras vezes” em busca de decisões que “suspenderam obrigações bilionárias com a União”. “Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais”, frisou.
Após a publicação de Gilmar, o ex-governador respondeu com nova postagem. Criticou a postura de Mendes e disse que uma decisão judicial favorável a Minas Gerais no passado não o obriga a ser submisso ao Supremo Tribunal Federal.
O chamado inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 pelo STF e está sob a relatoria de Moraes. O objetivo do inquérito, que é alvo de polêmicas, é apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático. O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
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