O ex-parlamentar havia deixado o Brasil de forma clandestina
O ex-parlamentar havia deixado o Brasil de forma clandestina. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Preso na segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), por questões obrigatórias, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixou a prisão nos Estados Unidos nesta quarta-feira (15). Após a detenção, foi levado a um centro de Orange County e estava em uma cela separada.
Nesta quarta, o nome dele já não constava na lista de detidos do centro nem no sistema do Serviço de Imigração dos EUA (ICE, na sigla em inglês). Ele foi liberado às 14h52, pelo horário local (15h52, em Brasília). Ainda não há detalhes sobre a soltura. A PF afirmou que aguarda outras informações. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Ramagem estava foragido nos Estados Unidos desde 2025.
A descoberta do paradeiro de Ramagem foi possível após a Polícia Federal brasileira localizar o veículo utilizado pelo ex-deputado. Os investigadores identificaram o carro usado por ele para buscar a esposa no aeroporto logo após a fuga para os Estados Unidos, apurou Bruno Tavares.
Ramagem foi abordado por agentes do ICE enquanto caminhava pela rua. Inicialmente, os oficiais alegaram uma infração de trânsito para realizar a checagem de documentos. Ao apresentar o passaporte vencido, a irregularidade migratória foi confirmada e a prisão efetuada. O ex-parlamentar havia deixado o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana antes do fim do julgamento no STF, seguindo posteriormente para a Flórida. A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência que durou meses.
Um delegado da Polícia Federal brasileira, que atua como oficial de ligação junto ao ICE em Miami, teve papel fundamental no processo. De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, esse delegado emitiu os alertas necessários que auxiliaram as agências norte-americanas na captura. A estratégia faz parte de um acordo de cooperação mútua entre as forças de segurança dos dois países para o combate ao crime organizado e a localização de foragidos.
Houve uma tentativa de obter um mandado de prisão por fraude documental, mas o pedido foi negado pela Justiça americana, o que manteve o foco da operação na situação migratória do brasileiro. Alexandre Ramagem é um delegado da Polícia Federal e político brasileiro. Ele ingressou na Polícia Federal em 2005. Ganhou destaque ao chefiar a segurança de Jair Bolsonaro após o atentado em Juiz de Fora, na campanha de 2018.
Na gestão Bolsonaro, foi nomeado para chefiar a Agência Brasileira de Inteligência. Sua gestão é alvo de investigações sobre o uso da estrutura do órgão para monitorar ilegalmente adversários políticos, no caso conhecido como “Abin Paralela”.
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Foragido no Brasil, Alexandre Ramagem ficou dois dias preso nos Estados Unidos e foi liberado
O ex-parlamentar havia deixado o Brasil de forma clandestina
O ex-parlamentar havia deixado o Brasil de forma clandestina. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Preso na segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), por questões obrigatórias, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixou a prisão nos Estados Unidos nesta quarta-feira (15). Após a detenção, foi levado a um centro de Orange County e estava em uma cela separada.
Nesta quarta, o nome dele já não constava na lista de detidos do centro nem no sistema do Serviço de Imigração dos EUA (ICE, na sigla em inglês). Ele foi liberado às 14h52, pelo horário local (15h52, em Brasília). Ainda não há detalhes sobre a soltura. A PF afirmou que aguarda outras informações. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Ramagem estava foragido nos Estados Unidos desde 2025.
A descoberta do paradeiro de Ramagem foi possível após a Polícia Federal brasileira localizar o veículo utilizado pelo ex-deputado. Os investigadores identificaram o carro usado por ele para buscar a esposa no aeroporto logo após a fuga para os Estados Unidos, apurou Bruno Tavares.
Ramagem foi abordado por agentes do ICE enquanto caminhava pela rua. Inicialmente, os oficiais alegaram uma infração de trânsito para realizar a checagem de documentos. Ao apresentar o passaporte vencido, a irregularidade migratória foi confirmada e a prisão efetuada. O ex-parlamentar havia deixado o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana antes do fim do julgamento no STF, seguindo posteriormente para a Flórida. A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência que durou meses.
Um delegado da Polícia Federal brasileira, que atua como oficial de ligação junto ao ICE em Miami, teve papel fundamental no processo. De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, esse delegado emitiu os alertas necessários que auxiliaram as agências norte-americanas na captura. A estratégia faz parte de um acordo de cooperação mútua entre as forças de segurança dos dois países para o combate ao crime organizado e a localização de foragidos.
Houve uma tentativa de obter um mandado de prisão por fraude documental, mas o pedido foi negado pela Justiça americana, o que manteve o foco da operação na situação migratória do brasileiro. Alexandre Ramagem é um delegado da Polícia Federal e político brasileiro. Ele ingressou na Polícia Federal em 2005. Ganhou destaque ao chefiar a segurança de Jair Bolsonaro após o atentado em Juiz de Fora, na campanha de 2018.
Na gestão Bolsonaro, foi nomeado para chefiar a Agência Brasileira de Inteligência. Sua gestão é alvo de investigações sobre o uso da estrutura do órgão para monitorar ilegalmente adversários políticos, no caso conhecido como “Abin Paralela”.
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