Toffoli havia sido sorteado para relatar o pedido. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito nesta quarta-feira (11) para relatar um pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que cobra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara para apurar irregularidades financeiras do Banco Master.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, afirmou Toffoli no despacho em que se declara suspeito para analisar o pedido.
Mais cedo nesta quarta, Toffoli havia sido sorteado para relatar o pedido de Rollemberg. O sorteio ocorreu quase um mês após a saída dele da relatoria das investigações do caso Master.
Toffoli deixou a relatoria do caso Master, no mês passado, após a divulgação de informações de que ele é sócio de uma empresa que vendeu, a fundos ligados a Daniel Vorcaro, parte de um resort no interior do Paraná. Relatório da Polícia Federal (PF) enviado ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, também trouxe menções ao magistrado, a partir de dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na época da saída de Toffoli, o Supremo não reconheceu suspeição ou impedimento de Toffoli para que atue no caso Master. Portanto, não haveria uma restrição automática. Por isso, cabe ao próprio ministro, num primeiro momento, essa avaliação. Ou seja, se está apto para analisar e relatar questões ligadas ao banco.
Na sexta-feira (13), a Segunda Turma do STF começa a julgar se mantém ou não as determinações do ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no STF.
O pedido que foi distribuído para a relatoria de Toffoli foi apresentado ao Supremo pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar aponta que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adiado sem justificativa a instalação de uma CPI para investigar as fraudes ocorridas na relação entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília).
“Até a presente data, passados mais de 30 (trinta) dias do protocolo do requerimento de CPI e da apresentação da Questão de Ordem, não houve qualquer andamento ou adoção de medida por parte da Presidência da Câmara dos Deputados no sentido de providenciar a instalação da CPI”.
Para ser nomeado, Messias precisa passar por sabatina no Senado e ter a sua candidatura aprovada em votação no plenário. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm atuado nos bastidores para viabilizar a aprovação de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta com a …
Relatório final da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de autoridades e abertura de processo de impeachment. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O relatório final da CPI do Crime Organizado pede o indiciamento e abertura de processos de impeachment dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do …
Prazo de apresentação do material é visto como “razoável” para assegurar credibilidade do acordo. Foto: Reprodução/Instagram Prazo de apresentação do material é visto como “razoável” para assegurar credibilidade do acordo. (Foto: Reprodução/Instagram) Investigadores envolvidos nas tratativas de colaboração premiada do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, avaliam que os primeiros anexos do acordo devem …
Ricardo Lewandowski deixou o cargo na última sexta-feira (9).(Foto: Divulgação/SCO/STF) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém dúvidas sobre a criação imediata do Ministério da Segurança Pública, diante da saída do ministro Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça. A decisão envolve fatores políticos, institucionais e orçamentários, e segue em avaliação no Palácio …
Ministro Toffoli se declara suspeito para analisar pedido que cobra instalação da CPI do Banco Master na Câmara
Toffoli havia sido sorteado para relatar o pedido
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Toffoli havia sido sorteado para relatar o pedido. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito nesta quarta-feira (11) para relatar um pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que cobra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara para apurar irregularidades financeiras do Banco Master.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, afirmou Toffoli no despacho em que se declara suspeito para analisar o pedido.
Mais cedo nesta quarta, Toffoli havia sido sorteado para relatar o pedido de Rollemberg. O sorteio ocorreu quase um mês após a saída dele da relatoria das investigações do caso Master.
Toffoli deixou a relatoria do caso Master, no mês passado, após a divulgação de informações de que ele é sócio de uma empresa que vendeu, a fundos ligados a Daniel Vorcaro, parte de um resort no interior do Paraná. Relatório da Polícia Federal (PF) enviado ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, também trouxe menções ao magistrado, a partir de dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na época da saída de Toffoli, o Supremo não reconheceu suspeição ou impedimento de Toffoli para que atue no caso Master. Portanto, não haveria uma restrição automática. Por isso, cabe ao próprio ministro, num primeiro momento, essa avaliação. Ou seja, se está apto para analisar e relatar questões ligadas ao banco.
Na sexta-feira (13), a Segunda Turma do STF começa a julgar se mantém ou não as determinações do ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no STF.
O pedido que foi distribuído para a relatoria de Toffoli foi apresentado ao Supremo pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar aponta que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adiado sem justificativa a instalação de uma CPI para investigar as fraudes ocorridas na relação entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília).
“Até a presente data, passados mais de 30 (trinta) dias do protocolo do requerimento de CPI e da apresentação da Questão de Ordem, não houve qualquer andamento ou adoção de medida por parte da Presidência da Câmara dos Deputados no sentido de providenciar a instalação da CPI”.
Related Posts
Governo pode sofrer derrota ao indicar Jorge Messias para ministro do Supremo? Veja os bastidores
Para ser nomeado, Messias precisa passar por sabatina no Senado e ter a sua candidatura aprovada em votação no plenário. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm atuado nos bastidores para viabilizar a aprovação de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta com a …
Decisões suspeitas, dinheiro do Banco Master e omissão: veja o que a CPI do Crime Organizado aponta contra ministros do Supremo e Procuradoria-Geral da República
Relatório final da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de autoridades e abertura de processo de impeachment. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O relatório final da CPI do Crime Organizado pede o indiciamento e abertura de processos de impeachment dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do …
Banco Master: investigadores querem que capítulos da delação de Vorcaro sejam entregues em até duas semanas
Prazo de apresentação do material é visto como “razoável” para assegurar credibilidade do acordo. Foto: Reprodução/Instagram Prazo de apresentação do material é visto como “razoável” para assegurar credibilidade do acordo. (Foto: Reprodução/Instagram) Investigadores envolvidos nas tratativas de colaboração premiada do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, avaliam que os primeiros anexos do acordo devem …
Com a saída de Lewandowski do Ministério da Justiça, Lula quer esperar o momento certo para a criação da pasta da Segurança Pública
Ricardo Lewandowski deixou o cargo na última sexta-feira (9).(Foto: Divulgação/SCO/STF) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém dúvidas sobre a criação imediata do Ministério da Segurança Pública, diante da saída do ministro Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça. A decisão envolve fatores políticos, institucionais e orçamentários, e segue em avaliação no Palácio …