Jorge Gerez diz que o PT deveria desistir de Lula e lançar outro candidato para se manter competitivo. (Foto: Reprodução de vídeo)
Há 14 anos trabalhando ao lado de Ratinho Jr. (PSD), o estrategista político Jorge Gerez, de 50 anos, diz ainda estar de “luto” pela decisão do governador do Paraná de não concorrer à Presidência da República. A desistência, no entanto, não o surpreendeu: segundo Gerez, desde o ano passado, a família do governador já demonstrava forte resistência ao projeto nacional.
Sem o paranaense na disputa, Gerez vê a terceira via sem espaço e o cenário eleitoral caminhar para uma polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado, o marqueteiro não titubeia ao apontar quem considera o favorito.
“Com 81% dos brasileiros querendo mudança, segundo o Instituto Alfa, é quase impossível o Flávio Bolsonaro não ganhar no primeiro turno”, afirma.
Com o fim da campanha de Ratinho Jr., Gerez foi sondado para atuar junto à equipe de Flávio Bolsonaro e esteve com o senador na semana passada. Na entrevista, Gerez foi taxativo ao dizer que Lula perdeu a reeleição no carnaval, no momento em que a escola de samba Acadêmicos de Niterói levou à avenida a ala “neoconservadores em conserva”.
— Leia trechos da entrevista:
* Com Ratinho Jr. fora da disputa, há espaço para a terceira via?
Diante da falta de opção, vai haver polarização e tensionamento. E, se Lula e Flávio tensionam, não existe espaço para um terceiro nome.
* E por que Ronaldo Caiado não seria uma opção?
Nossas medições qualitativas deixavam bem claro o perfil que o brasileiro buscava no próximo presidente: um homem entre 45 e 55 anos, que já tenha algum currículo, algo a mostrar. Nisso se encaixam perfeitamente o Ratinho Jr. e, agora, o Flávio. Não estou enxergando outro. Não acredito que o brasileiro trocaria Lula por um Caiado, mas poderia trocá-lo por um jovem.
* Se o cenário é de polarização, a tendência é de continuidade com Lula ou de mudança com Flávio Bolsonaro?
Há um desejo por mudança. No carnaval, eu me lembro que estava em casa com minha esposa e, quando vi aquilo (a Acadêmicos de Niterói retratar “família em conserva” em uma de suas alas), falei: o presidente acabou de perder a eleição. Não sei de quem foi essa ideia brilhante, mas, em um País onde mais de 80% das pessoas são católicas, evangélicas ou cristãs – que não são nem católicos nem evangélicos, mas acreditam em Cristo –, você ir contra os conservadores e zombar da família… E não falo de um tipo de família. Você tem pelo menos oito tipos de famílias, e a tipologia aumenta cada vez mais. Mas é família. E aí falavam “família em conserva”. Acho que, naquele dia, Lula perdeu a eleição. E agora, a porcentagem de pessoas que enxergam necessidade de mudança está em 81%. Eu nunca vi, nos cinco países em que atuei, um cenário com mais de 60% de desejo de mudança em que a pessoa se eleja.
* É possível Lula recuperar até outubro?
Trocar de carro talvez seja melhor. Colocar uma pessoa jovem para disputar no lugar dele. Com 81% dos brasileiros querendo mudança, segundo o Instituto Alfa, é quase impossível o Flávio Bolsonaro não ganhar no primeiro turno. Não existe terceira via, não existe movimento cidadão. O cenário é um jogo de dois players. Quem ganha esse jogo? Aquele que representa a mudança.
* Então você diria que Lula está longe de ser o favorito, como alguns analistas pregam?
Vai depender de como se comporta a outra campanha. Como dizem os americanos: você não ganha uma campanha, é o outro que perde. Flávio Bolsonaro tem tudo. Tem o queijo, a faca, a sobremesa, licores, tudo. A mesa está servida para eles. Agora, se eles erram – e podem errar, como qualquer um – Lula teria a chance de um segundo turno. E, em um segundo turno, aí sim, acho que Lula poderia ganhar, mas não em um primeiro turno. Se a campanha fosse amanhã, Flávio Bolsonaro ganharia a eleição. Te digo isso porque 81% querem mudança. Se a campanha vai se esticando, e aí começam os ataques, e o outro não sabe se defender, a foto vai mudar. O nível de rejeição de ambos vai aumentar e será uma campanha acirrada. Mas quem tem a oportunidade de liquidar a campanha no primeiro turno é o Flávio Bolsonaro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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“Flávio Bolsonaro é uma folha em branco e pode ganhar no 1º turno”, diz marqueteiro de Ratinho Junior
Jorge Gerez diz que o PT deveria desistir de Lula e lançar outro candidato para se manter competitivo. (Foto: Reprodução de vídeo)
Há 14 anos trabalhando ao lado de Ratinho Jr. (PSD), o estrategista político Jorge Gerez, de 50 anos, diz ainda estar de “luto” pela decisão do governador do Paraná de não concorrer à Presidência da República. A desistência, no entanto, não o surpreendeu: segundo Gerez, desde o ano passado, a família do governador já demonstrava forte resistência ao projeto nacional.
Sem o paranaense na disputa, Gerez vê a terceira via sem espaço e o cenário eleitoral caminhar para uma polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado, o marqueteiro não titubeia ao apontar quem considera o favorito.
“Com 81% dos brasileiros querendo mudança, segundo o Instituto Alfa, é quase impossível o Flávio Bolsonaro não ganhar no primeiro turno”, afirma.
Com o fim da campanha de Ratinho Jr., Gerez foi sondado para atuar junto à equipe de Flávio Bolsonaro e esteve com o senador na semana passada. Na entrevista, Gerez foi taxativo ao dizer que Lula perdeu a reeleição no carnaval, no momento em que a escola de samba Acadêmicos de Niterói levou à avenida a ala “neoconservadores em conserva”.
— Leia trechos da entrevista:
* Com Ratinho Jr. fora da disputa, há espaço para a terceira via?
Diante da falta de opção, vai haver polarização e tensionamento. E, se Lula e Flávio tensionam, não existe espaço para um terceiro nome.
* E por que Ronaldo Caiado não seria uma opção?
Nossas medições qualitativas deixavam bem claro o perfil que o brasileiro buscava no próximo presidente: um homem entre 45 e 55 anos, que já tenha algum currículo, algo a mostrar. Nisso se encaixam perfeitamente o Ratinho Jr. e, agora, o Flávio. Não estou enxergando outro. Não acredito que o brasileiro trocaria Lula por um Caiado, mas poderia trocá-lo por um jovem.
* Se o cenário é de polarização, a tendência é de continuidade com Lula ou de mudança com Flávio Bolsonaro?
Há um desejo por mudança. No carnaval, eu me lembro que estava em casa com minha esposa e, quando vi aquilo (a Acadêmicos de Niterói retratar “família em conserva” em uma de suas alas), falei: o presidente acabou de perder a eleição. Não sei de quem foi essa ideia brilhante, mas, em um País onde mais de 80% das pessoas são católicas, evangélicas ou cristãs – que não são nem católicos nem evangélicos, mas acreditam em Cristo –, você ir contra os conservadores e zombar da família… E não falo de um tipo de família. Você tem pelo menos oito tipos de famílias, e a tipologia aumenta cada vez mais. Mas é família. E aí falavam “família em conserva”. Acho que, naquele dia, Lula perdeu a eleição. E agora, a porcentagem de pessoas que enxergam necessidade de mudança está em 81%. Eu nunca vi, nos cinco países em que atuei, um cenário com mais de 60% de desejo de mudança em que a pessoa se eleja.
* É possível Lula recuperar até outubro?
Trocar de carro talvez seja melhor. Colocar uma pessoa jovem para disputar no lugar dele. Com 81% dos brasileiros querendo mudança, segundo o Instituto Alfa, é quase impossível o Flávio Bolsonaro não ganhar no primeiro turno. Não existe terceira via, não existe movimento cidadão. O cenário é um jogo de dois players. Quem ganha esse jogo? Aquele que representa a mudança.
* Então você diria que Lula está longe de ser o favorito, como alguns analistas pregam?
Vai depender de como se comporta a outra campanha. Como dizem os americanos: você não ganha uma campanha, é o outro que perde. Flávio Bolsonaro tem tudo. Tem o queijo, a faca, a sobremesa, licores, tudo. A mesa está servida para eles. Agora, se eles erram – e podem errar, como qualquer um – Lula teria a chance de um segundo turno. E, em um segundo turno, aí sim, acho que Lula poderia ganhar, mas não em um primeiro turno. Se a campanha fosse amanhã, Flávio Bolsonaro ganharia a eleição. Te digo isso porque 81% querem mudança. Se a campanha vai se esticando, e aí começam os ataques, e o outro não sabe se defender, a foto vai mudar. O nível de rejeição de ambos vai aumentar e será uma campanha acirrada. Mas quem tem a oportunidade de liquidar a campanha no primeiro turno é o Flávio Bolsonaro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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