Viviane (ao centro) destaca importância da parceria para fortalecer a Promoção dos Direitos das Mulheres.
Foto: Iury Rodrigues/Ascom SDM
Viviane (ao centro) destaca importância da parceria para fortalecer a Promoção dos Direitos das Mulheres. (Foto: Iury Rodrigues/Ascom SDM)
Em um cenário ainda marcado por altos índices de violência de gênero, o Rio Grande do Sul dá um passo relevante ao aproximar governo e universidade na construção de respostas mais eficazes. O acordo firmado entre o governo estadual, por meio da Secretaria da Mulher (SDM), e a Unijuí representa mais do que cooperação institucional: é uma tentativa concreta de transformar conhecimento em proteção e dados em políticas públicas capazes de salvar vidas.
A assinatura ocorreu durante o Seminário de Recepção da universidade, marcando o início das novas turmas de mestrado e doutorado. O momento reforça o papel da academia não apenas na produção de conhecimento, mas na sua aplicação direta sobre problemas sociais urgentes. O acordo prevê a elaboração de subsídios técnicos baseados em evidências, com potencial para qualificar serviços e fortalecer a rede de atendimento às mulheres em situação de violência.
A secretária da Mulher em exercício, Viviane Viegas, destacou que a parceria amplia a capacidade de atuação do Estado. Ao integrar a universidade à rede de proteção, o governo busca dar mais consistência às ações e reduzir a distância entre diagnóstico e execução. A professora Joice Graciele Nielsson reforçou que enfrentar a violência de gênero exige esforço coletivo e contínuo, mobilizando diferentes setores da sociedade.
Na prática, o acordo estabelece que o Estado viabilize o acesso a dados essenciais para as pesquisas, um dos principais gargalos na formulação de políticas públicas eficientes. A partir disso, será possível identificar padrões, antecipar riscos e direcionar melhor os recursos disponíveis — um passo decisivo para sair do campo das intenções e avançar para ações mais assertivas.
O lançamento do projeto “Tecendo Redes” reforça esse caminho. A iniciativa fará um diagnóstico detalhado dos serviços e protocolos existentes em municípios de diferentes portes, propondo melhorias na estrutura e na articulação da rede de proteção. O trabalho dialoga diretamente com o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres, lançado pelo governador Eduardo Leite, que prevê investimento de R$ 71 milhões na área.
Outro ponto relevante é o anúncio de edital para 126 vagas de acolhimento, distribuídas nas nove regiões funcionais do Estado, permitindo maior flexibilidade no atendimento e garantindo proteção a mulheres em situação de risco. A iniciativa se soma ao fortalecimento da capacitação de profissionais e lideranças comunitárias, além da implementação do Painel da Rede de Proteção da Mulher, ferramenta que organiza e torna mais acessíveis as informações sobre os serviços disponíveis.
O evento também foi marcado pela inauguração do Banco Vermelho na universidade, símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio. Mais do que um marco visual, o banco representa um alerta permanente: cada número carrega uma história interrompida.
Ao unir ciência, gestão pública e articulação social, o acordo aponta para um caminho necessário. Mais do que um gesto institucional, trata-se de reconhecer que enfrentar a violência contra as mulheres exige estratégia, dados e compromisso contínuo. No fim, a mensagem é clara: políticas eficazes não nascem apenas de intenções — nascem de ação estruturada e responsabilidade coletiva. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
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Governo e Unijuí selam pacto contra violência de gênero
Viviane (ao centro) destaca importância da parceria para fortalecer a Promoção dos Direitos das Mulheres.
Foto: Iury Rodrigues/Ascom SDM
Viviane (ao centro) destaca importância da parceria para fortalecer a Promoção dos Direitos das Mulheres. (Foto: Iury Rodrigues/Ascom SDM)
Em um cenário ainda marcado por altos índices de violência de gênero, o Rio Grande do Sul dá um passo relevante ao aproximar governo e universidade na construção de respostas mais eficazes. O acordo firmado entre o governo estadual, por meio da Secretaria da Mulher (SDM), e a Unijuí representa mais do que cooperação institucional: é uma tentativa concreta de transformar conhecimento em proteção e dados em políticas públicas capazes de salvar vidas.
A assinatura ocorreu durante o Seminário de Recepção da universidade, marcando o início das novas turmas de mestrado e doutorado. O momento reforça o papel da academia não apenas na produção de conhecimento, mas na sua aplicação direta sobre problemas sociais urgentes. O acordo prevê a elaboração de subsídios técnicos baseados em evidências, com potencial para qualificar serviços e fortalecer a rede de atendimento às mulheres em situação de violência.
A secretária da Mulher em exercício, Viviane Viegas, destacou que a parceria amplia a capacidade de atuação do Estado. Ao integrar a universidade à rede de proteção, o governo busca dar mais consistência às ações e reduzir a distância entre diagnóstico e execução. A professora Joice Graciele Nielsson reforçou que enfrentar a violência de gênero exige esforço coletivo e contínuo, mobilizando diferentes setores da sociedade.
Na prática, o acordo estabelece que o Estado viabilize o acesso a dados essenciais para as pesquisas, um dos principais gargalos na formulação de políticas públicas eficientes. A partir disso, será possível identificar padrões, antecipar riscos e direcionar melhor os recursos disponíveis — um passo decisivo para sair do campo das intenções e avançar para ações mais assertivas.
O lançamento do projeto “Tecendo Redes” reforça esse caminho. A iniciativa fará um diagnóstico detalhado dos serviços e protocolos existentes em municípios de diferentes portes, propondo melhorias na estrutura e na articulação da rede de proteção. O trabalho dialoga diretamente com o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres, lançado pelo governador Eduardo Leite, que prevê investimento de R$ 71 milhões na área.
Outro ponto relevante é o anúncio de edital para 126 vagas de acolhimento, distribuídas nas nove regiões funcionais do Estado, permitindo maior flexibilidade no atendimento e garantindo proteção a mulheres em situação de risco. A iniciativa se soma ao fortalecimento da capacitação de profissionais e lideranças comunitárias, além da implementação do Painel da Rede de Proteção da Mulher, ferramenta que organiza e torna mais acessíveis as informações sobre os serviços disponíveis.
O evento também foi marcado pela inauguração do Banco Vermelho na universidade, símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio. Mais do que um marco visual, o banco representa um alerta permanente: cada número carrega uma história interrompida.
Ao unir ciência, gestão pública e articulação social, o acordo aponta para um caminho necessário. Mais do que um gesto institucional, trata-se de reconhecer que enfrentar a violência contra as mulheres exige estratégia, dados e compromisso contínuo. No fim, a mensagem é clara: políticas eficazes não nascem apenas de intenções — nascem de ação estruturada e responsabilidade coletiva. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
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