Lula fez duras críticas ao leilão de GLP. (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
A demissão de Claudio Romeo Schlosser da diretoria de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, anunciada na segunda-feira (7), após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao leilão de GLP, gerou apreensão no mercado por ser interpretada como possível intervenção na estatal, segundo analistas.
Para o sócio da L4 Capital, Hugo Queiroz, o episódio reforça a percepção de atuação mais direta do governo federal na companhia. Na avaliação dele, a decisão sinaliza divergência entre critérios econômicos e diretrizes políticas, especialmente no que diz respeito à formação de preços. “As escolhas que fazem sentido econômico divergiram do viés adotado pelo governo”, afirma.
O estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, avalia que a demissão indica desconforto do governo com a condução da área. Ainda assim, ele pondera que o cenário internacional tende a influenciar mais fortemente o desempenho das ações. “Mesmo com ruídos internos, a alta do petróleo pode sustentar receitas acima do esperado”, diz.
Já o sócio da Fatorial Investimentos, Fabio Lemos, aponta preocupação com o contexto da decisão. Segundo ele, a possibilidade de uso da Petrobras como instrumento de política econômica eleva o risco percebido pelos investidores. “O foco do mercado, neste momento, está na governança e na política de preços, mais do que na cotação do petróleo”, afirma. Ele ressalta que o desempenho recente das ações, com valorização desde o início do conflito no Oriente Médio, levanta dúvidas sobre a sustentabilidade desse movimento diante das incertezas.
O especialista em ações da Axia Investing, Felipe Sant’Anna, observa que a nova diretora de Logística, Angélica Laureano, é alinhada à presidente da companhia, Magda Chambriard. Para ele, o episódio reflete a sensibilidade do tema combustíveis no atual cenário econômico. Sant’Anna destaca que a pressão internacional sobre os preços do petróleo tende a limitar a capacidade de controle interno.
Analistas também destacam que episódios envolvendo mudanças na diretoria e sinalizações sobre a política de preços costumam ter impacto direto na percepção de risco da companhia. Em momentos de maior volatilidade no mercado internacional de energia, decisões relacionadas à governança e à autonomia da estatal passam a ser acompanhadas de perto por investidores, que avaliam possíveis efeitos sobre a previsibilidade dos resultados e a estratégia de longo prazo da empresa.
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Demissão de diretor da Petrobras acende alerta sobre intervencionismo do governo
Lula fez duras críticas ao leilão de GLP.
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação
Lula fez duras críticas ao leilão de GLP. (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
A demissão de Claudio Romeo Schlosser da diretoria de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, anunciada na segunda-feira (7), após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao leilão de GLP, gerou apreensão no mercado por ser interpretada como possível intervenção na estatal, segundo analistas.
Para o sócio da L4 Capital, Hugo Queiroz, o episódio reforça a percepção de atuação mais direta do governo federal na companhia. Na avaliação dele, a decisão sinaliza divergência entre critérios econômicos e diretrizes políticas, especialmente no que diz respeito à formação de preços. “As escolhas que fazem sentido econômico divergiram do viés adotado pelo governo”, afirma.
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O especialista em ações da Axia Investing, Felipe Sant’Anna, observa que a nova diretora de Logística, Angélica Laureano, é alinhada à presidente da companhia, Magda Chambriard. Para ele, o episódio reflete a sensibilidade do tema combustíveis no atual cenário econômico. Sant’Anna destaca que a pressão internacional sobre os preços do petróleo tende a limitar a capacidade de controle interno.
Analistas também destacam que episódios envolvendo mudanças na diretoria e sinalizações sobre a política de preços costumam ter impacto direto na percepção de risco da companhia. Em momentos de maior volatilidade no mercado internacional de energia, decisões relacionadas à governança e à autonomia da estatal passam a ser acompanhadas de perto por investidores, que avaliam possíveis efeitos sobre a previsibilidade dos resultados e a estratégia de longo prazo da empresa.
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