Valdemar disse que não considera que políticos do partido estão envolvidos no esquema do Master
Foto: Reprodução
Valdemar disse que não considera que políticos do partido estão envolvidos no esquema do Master. (Foto: Reprodução)
Presidente do PL, Valdemar da Costa Neto afirmou que as doações feitas pelo cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022 não foram as maiores recebidas pela campanha do ex-presidente e disse não conhecer o banqueiro, preso pela Polícia Federal (PF).
“As doações que foram feitas, nós tivemos muitas doações e falam que foi a maior. A maior não foi essa, foi uma de R$ 7 milhões e tem doações que eram feitas na conta de eleição do Bolsonaro e tinham doações que eram feitas no partido e tivemos doações muito maiores do que essa”, afirmou. “E todo mundo doa, esse pessoal doa pela força e pelo prestígio do Bolsonaro”.
Ele disse que não considera que políticos do partido estão envolvidos no esquema do Master pelo fato de que nenhuma pessoa o procurou para tratar do assunto.
“Tudo é possível, mas não acredito porque, se tivesse alguém envolvido, esse envolvido já teria me procurado para falar da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito]. Então, como ninguém me procurou até agora, eu vejo que não tem gente nossa envolvida”, disse Costa Neto.
Valdemar defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar o Caso Master e disse que não acredita que tenham políticos do partido envolvidos no esquema.
“Acho que a CPI do Senado devia ser instalada imediatamente”, afirmou Valdemar. “É um absurdo. Acho que o Congresso tem que investigar, temos que fazer a CPI que está no Senado porque as [CPIs] da Câmara estão na fila”.
Valdemar disse que “ainda bem que não” conhecia Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4) em uma nova fase de operação que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.
Além dele, foram presas outras três pessoas, entre elas o seu cunhado, Fabiano Zettel, que foi o maior doador pessoa física da campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL), em 2022.
Moraes
Uma reportagem publicada na madrugada desta sexta‑feira (6) trouxe novos prints de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025, horas antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.
De acordo com a publicação, às 7h19, Vorcaro escreveu para Moraes pelo WhatsApp. O conteúdo não aparece diretamente na tela do aplicativo porque o link da mensagem leva ao bloco de notas do celular do empresário. O texto registrado ali diz:
“bom dia. tudo bem? estou tentando antecipar os investidores aqui e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte. e ai eu irei pra la pra tentar assinatura dos demais investidores estrangeiros. de um outro lado, acho que o tema que falamos começou a dar uma vazada, obviamente sem qualquer detalhe. mas a turma do brb me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso. e que a mesma jornalista de antes estava fazendo perguntas la. se vazar algo será péssimo, mas pode ser um gancho pra entrar no circuito do processo.se tiver alguma novidade, vamos falar [sic].”
Quase uma hora depois, às 8h16, Moraes respondeu. Mas, segundo a reportagem, não é possível ver o conteúdo: a troca ocorreu em formato de visualização única, que apaga a mensagem após leitura.
Às 17h22, Vorcaro enviou um novo texto — novamente por meio de link para o bloco de notas: “fiz uma correria aqui para tentar salvar. fiz o que deu, vou anunciar parte da transação [sic].”
De acordo com a reportagem, o ministro não respondeu a essa mensagem. Quatro minutos depois, às 17h26, Vorcaro escreveu: “alguma novidade? conseguiu ter notícia ou bloquear? [sic].”
Moraes respondeu logo em seguida, mas, mais uma vez, o conteúdo não pôde ser recuperado porque foram enviadas três mensagens de visualização única.
Às 19h58, Vorcaro voltou a perguntar: “alguma novidade?” E, às 20h48, enviou outro texto: “foi, seria melhor na sexta junto com os gringos mas foi o que deu para fazer dentro da situação. acho que pode inibir. amanhã começam as batidas do esteves. to indo assinar com os investidores de fora e estou online [sic].”
Menos de uma hora depois, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Banco Master — movimento que, segundo a reportagem, coincide com o que Vorcaro descrevia nas mensagens. O negócio, no entanto, não chegou a se concretizar. Na manhã seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. A Fictor pediu recuperação judicial no início de fevereiro deste ano.
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Presidente do partido de Bolsonaro comenta doação de Vorcaro ao ex-presidente da República: “Todo mundo doa”
Valdemar disse que não considera que políticos do partido estão envolvidos no esquema do Master
Foto: Reprodução
Valdemar disse que não considera que políticos do partido estão envolvidos no esquema do Master. (Foto: Reprodução)
Presidente do PL, Valdemar da Costa Neto afirmou que as doações feitas pelo cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022 não foram as maiores recebidas pela campanha do ex-presidente e disse não conhecer o banqueiro, preso pela Polícia Federal (PF).
“As doações que foram feitas, nós tivemos muitas doações e falam que foi a maior. A maior não foi essa, foi uma de R$ 7 milhões e tem doações que eram feitas na conta de eleição do Bolsonaro e tinham doações que eram feitas no partido e tivemos doações muito maiores do que essa”, afirmou. “E todo mundo doa, esse pessoal doa pela força e pelo prestígio do Bolsonaro”.
Ele disse que não considera que políticos do partido estão envolvidos no esquema do Master pelo fato de que nenhuma pessoa o procurou para tratar do assunto.
“Tudo é possível, mas não acredito porque, se tivesse alguém envolvido, esse envolvido já teria me procurado para falar da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito]. Então, como ninguém me procurou até agora, eu vejo que não tem gente nossa envolvida”, disse Costa Neto.
Valdemar defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar o Caso Master e disse que não acredita que tenham políticos do partido envolvidos no esquema.
“Acho que a CPI do Senado devia ser instalada imediatamente”, afirmou Valdemar. “É um absurdo. Acho que o Congresso tem que investigar, temos que fazer a CPI que está no Senado porque as [CPIs] da Câmara estão na fila”.
Valdemar disse que “ainda bem que não” conhecia Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4) em uma nova fase de operação que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.
Além dele, foram presas outras três pessoas, entre elas o seu cunhado, Fabiano Zettel, que foi o maior doador pessoa física da campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL), em 2022.
Moraes
Uma reportagem publicada na madrugada desta sexta‑feira (6) trouxe novos prints de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025, horas antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.
De acordo com a publicação, às 7h19, Vorcaro escreveu para Moraes pelo WhatsApp. O conteúdo não aparece diretamente na tela do aplicativo porque o link da mensagem leva ao bloco de notas do celular do empresário. O texto registrado ali diz:
“bom dia. tudo bem? estou tentando antecipar os investidores aqui e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte. e ai eu irei pra la pra tentar assinatura dos demais investidores estrangeiros. de um outro lado, acho que o tema que falamos começou a dar uma vazada, obviamente sem qualquer detalhe. mas a turma do brb me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso. e que a mesma jornalista de antes estava fazendo perguntas la. se vazar algo será péssimo, mas pode ser um gancho pra entrar no circuito do processo.se tiver alguma novidade, vamos falar [sic].”
Quase uma hora depois, às 8h16, Moraes respondeu. Mas, segundo a reportagem, não é possível ver o conteúdo: a troca ocorreu em formato de visualização única, que apaga a mensagem após leitura.
Às 17h22, Vorcaro enviou um novo texto — novamente por meio de link para o bloco de notas: “fiz uma correria aqui para tentar salvar. fiz o que deu, vou anunciar parte da transação [sic].”
De acordo com a reportagem, o ministro não respondeu a essa mensagem. Quatro minutos depois, às 17h26, Vorcaro escreveu: “alguma novidade? conseguiu ter notícia ou bloquear? [sic].”
Moraes respondeu logo em seguida, mas, mais uma vez, o conteúdo não pôde ser recuperado porque foram enviadas três mensagens de visualização única.
Às 19h58, Vorcaro voltou a perguntar: “alguma novidade?” E, às 20h48, enviou outro texto: “foi, seria melhor na sexta junto com os gringos mas foi o que deu para fazer dentro da situação. acho que pode inibir. amanhã começam as batidas do esteves. to indo assinar com os investidores de fora e estou online [sic].”
Menos de uma hora depois, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Banco Master — movimento que, segundo a reportagem, coincide com o que Vorcaro descrevia nas mensagens. O negócio, no entanto, não chegou a se concretizar. Na manhã seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. A Fictor pediu recuperação judicial no início de fevereiro deste ano.
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