Eles dizem que foi uma ação “corporativista”, “uma pedrada na instituição” da Suprema Corte e uma “interferência indevida”. (Foto: Divulgação)
Senadores da oposição e integrantes da CPI do Crime Organizado criticaram nessa sexta-feira (27), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que anulou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (de mensagens de telefone e e-mails) da empresa Maridt Participações, que pertence ao ministro Dias Toffoli e seus irmãos.
Eles dizem que foi uma ação “corporativista”, “uma pedrada na instituição” da Suprema Corte e uma “interferência indevida”.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) foi o primeiro a se pronunciar. “Corporativismo doentio sabota o Brasil”, escreveu Girão, que aproveitou para convocar a população para a manifestação bolsonarista do dia 1.º de março. “Isso é afronta ao Parlamento. Mas todo mundo já entendeu onde está o problema da Nação. Vamos reagir para o Senado se levantar de vez”, afirmou.
Ao portal Estadão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) fez analogias para comparar a situação. Ele definiu o episódio como uma “pedrada” contra o próprio STF, que veio de dentro para fora.
“De proteção em proteção, você vai desprotegendo. Botando esparadrapo, você não aumenta a resistência da sua pele. Só mostra que alguma coisa furou a sua pele. Lamento, porque a instituição está se autodepredando”, disse. “Cada gesto de autoproteção é uma pedrada na instituição. Só que é uma pedra de dentro para fora.”
Assim como Girão, o senador Sérgio Moro (União-PR) fez a sua crítica nas redes sociais. “Parte do STF não aceita sequer um código de ética, quanto mais que um deles seja investigado por suspeitas concretas de ilícito. É uma interferência indevida nas ações da CPI do crime organizado. Blindagem todo mundo sabe que se escreve com G”, afirmou.
Esse último trecho foi uma indireta ao próprio Gilmar. Nesta quinta-feira, 26, o ministro ironizou Moro em discurso na celebração dos 135 anos do STF.
“O que está em jogo é o respeito entre os Poderes e a Constituição. Inclusive, ratificarei todos os meus requerimentos”, acrescentou.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que vai avaliar, com os demais membros da comissão, “caminhos processuais cabíveis” sobre a decisão de Gilmar. O relator do colegiado, Alessandro Vieira (MDB-SE), disse, na noite dessa sexta, que vai “enfrentar esta decisão em todas as instâncias possíveis”.
Na quarta-feira (25), a CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilo da Maridt para o período entre 2022 e 2026. A CPI também ordenou quebras de sigilos do Banco Master e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
A comissão aprovou ainda convite a Toffoli e convocação dos irmãos do ministro, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, que são gestores da Maridt. Pelo tipo de requerimento, a presença deles para prestar depoimento à CPI é obrigatória. Já a de Toffoli é facultativa. Com informações do portal Estadão.
Assunto oficial da reunião, que aconteceu no Palácio do Planalto, foi o combate ao crime organizado. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, no fim da manhã dessa quinta-feira (15), com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o …
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Oposição critica decisão de Gilmar Mendes que anula quebra de sigilos de Toffoli: “Corporativismo”
Eles dizem que foi uma ação “corporativista”, “uma pedrada na instituição” da Suprema Corte e uma “interferência indevida”. (Foto: Divulgação)
Senadores da oposição e integrantes da CPI do Crime Organizado criticaram nessa sexta-feira (27), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que anulou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (de mensagens de telefone e e-mails) da empresa Maridt Participações, que pertence ao ministro Dias Toffoli e seus irmãos.
Eles dizem que foi uma ação “corporativista”, “uma pedrada na instituição” da Suprema Corte e uma “interferência indevida”.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) foi o primeiro a se pronunciar. “Corporativismo doentio sabota o Brasil”, escreveu Girão, que aproveitou para convocar a população para a manifestação bolsonarista do dia 1.º de março. “Isso é afronta ao Parlamento. Mas todo mundo já entendeu onde está o problema da Nação. Vamos reagir para o Senado se levantar de vez”, afirmou.
Ao portal Estadão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) fez analogias para comparar a situação. Ele definiu o episódio como uma “pedrada” contra o próprio STF, que veio de dentro para fora.
“De proteção em proteção, você vai desprotegendo. Botando esparadrapo, você não aumenta a resistência da sua pele. Só mostra que alguma coisa furou a sua pele. Lamento, porque a instituição está se autodepredando”, disse. “Cada gesto de autoproteção é uma pedrada na instituição. Só que é uma pedra de dentro para fora.”
Assim como Girão, o senador Sérgio Moro (União-PR) fez a sua crítica nas redes sociais. “Parte do STF não aceita sequer um código de ética, quanto mais que um deles seja investigado por suspeitas concretas de ilícito. É uma interferência indevida nas ações da CPI do crime organizado. Blindagem todo mundo sabe que se escreve com G”, afirmou.
Esse último trecho foi uma indireta ao próprio Gilmar. Nesta quinta-feira, 26, o ministro ironizou Moro em discurso na celebração dos 135 anos do STF.
“O que está em jogo é o respeito entre os Poderes e a Constituição. Inclusive, ratificarei todos os meus requerimentos”, acrescentou.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que vai avaliar, com os demais membros da comissão, “caminhos processuais cabíveis” sobre a decisão de Gilmar. O relator do colegiado, Alessandro Vieira (MDB-SE), disse, na noite dessa sexta, que vai “enfrentar esta decisão em todas as instâncias possíveis”.
Na quarta-feira (25), a CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilo da Maridt para o período entre 2022 e 2026. A CPI também ordenou quebras de sigilos do Banco Master e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
A comissão aprovou ainda convite a Toffoli e convocação dos irmãos do ministro, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, que são gestores da Maridt. Pelo tipo de requerimento, a presença deles para prestar depoimento à CPI é obrigatória. Já a de Toffoli é facultativa. Com informações do portal Estadão.
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