Tribunal tem até 5 de março para aprovar textos, que incluem diretrizes para o uso de IA. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia nesta quinta-feira (26) o julgamento das minutas de resoluções que vão regulamentar as eleições de 2026. Para dar continuidade à análise, também foi marcada uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (2).
De acordo com o calendário eleitoral, as normas precisam ser aprovadas até 5 de março. A Corte teve pouco menos de um mês para examinar as sugestões enviadas por entidades da sociedade civil e por plataformas digitais antes do início dos julgamentos.
O relator das propostas é o vice-presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. Em janeiro, ele apresentou versões preliminares das resoluções, e o tribunal abriu prazo para sugestões da sociedade. Ao todo, foram 1.423 propostas de alteração, parte delas debatidas em audiência pública realizada no início deste mês.
A principal expectativa gira em torno da regulamentação do uso de inteligência artificial nas campanhas. Nunes Marques disse que o impacto da inteligência artificial (IA) nas eleições de 2026 é um tema que “reclama escuta ativa dos atores do processo eleitoral, bem como das empresas de tecnologia, de modo a construir dispositivos que verdadeiramente contribuam” para a proteção de direitos.
Como mostrou o Estadão/Broadcast, conteúdos adulterados e imagens manipuladas por IA já circulam nas redes sociais, envolvendo sobretudo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto.
As audiências públicas para receber sugestões foram realizadas nos dias 3, 4 e 5 deste mês. Nunes Marques afirmou que as regras para IA serão elaboradas justamente a partir dessas sugestões. As resoluções precisam ser aprovadas até 5 de março para que passem a valer nas eleições de outubro. Segundo o tribunal, não há atraso no processo de elaboração das normas.
Antes de cada eleição, o TSE edita resoluções para atualizar as regras sobre propaganda, ilícitos eleitorais, fiscalização, auditoria e prestação de contas. Em 2024, diante do avanço da IA, a Corte passou a exigir a rotulagem de conteúdos produzidos com auxílio da tecnologia e proibiu o uso de deepfakes no contexto eleitoral. As regras continuam em vigor.
Para 2026, especialistas avaliam que a tendência é de mudanças pontuais, já que não houve alteração significativa na legislação nem na jurisprudência desde o último pleito. Ainda assim, há expectativa de que o tribunal refine os mecanismos de enfrentamento à desinformação gerada por IA, especialmente diante da disseminação em massa de conteúdos manipulados nas redes.
Mudança
O ano também será marcado por mudança na presidência da Corte. A atual presidente, ministra Cármen Lúcia, deixará o comando do tribunal, que passará a ser presidido por Nunes Marques, tendo como vice o ministro André Mendonça. Os dois já divergiram de posições adotadas em gestões anteriores.
Em nota, o TSE afirmou que todos os trâmites e prazos estão dentro do cronograma legal e que o planejamento das eleições é contínuo, com reuniões técnicas realizadas ao longo do ano não eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral propôs ao TSE a criação de uma multa de até R$ 30 mil para quem divulgar conteúdo manipulado por meio de inteligência artificial no contexto da disputa eleitoral.
Ao todo, o MP Eleitoral apresentou 81 propostas de alteração nas resoluções sobre temas como registro de candidaturas, financiamento de campanha e pesquisas eleitorais. Agora, caberá aos ministros do TSE analisar as sugestões e definir as regras que valerão para as eleições deste ano. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Tribunal Superior Eleitoral começa a julgar nesta semana resoluções para as eleições de 2026
Tribunal tem até 5 de março para aprovar textos, que incluem diretrizes para o uso de IA. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia nesta quinta-feira (26) o julgamento das minutas de resoluções que vão regulamentar as eleições de 2026. Para dar continuidade à análise, também foi marcada uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (2).
De acordo com o calendário eleitoral, as normas precisam ser aprovadas até 5 de março. A Corte teve pouco menos de um mês para examinar as sugestões enviadas por entidades da sociedade civil e por plataformas digitais antes do início dos julgamentos.
O relator das propostas é o vice-presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. Em janeiro, ele apresentou versões preliminares das resoluções, e o tribunal abriu prazo para sugestões da sociedade. Ao todo, foram 1.423 propostas de alteração, parte delas debatidas em audiência pública realizada no início deste mês.
A principal expectativa gira em torno da regulamentação do uso de inteligência artificial nas campanhas. Nunes Marques disse que o impacto da inteligência artificial (IA) nas eleições de 2026 é um tema que “reclama escuta ativa dos atores do processo eleitoral, bem como das empresas de tecnologia, de modo a construir dispositivos que verdadeiramente contribuam” para a proteção de direitos.
Como mostrou o Estadão/Broadcast, conteúdos adulterados e imagens manipuladas por IA já circulam nas redes sociais, envolvendo sobretudo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto.
As audiências públicas para receber sugestões foram realizadas nos dias 3, 4 e 5 deste mês. Nunes Marques afirmou que as regras para IA serão elaboradas justamente a partir dessas sugestões. As resoluções precisam ser aprovadas até 5 de março para que passem a valer nas eleições de outubro. Segundo o tribunal, não há atraso no processo de elaboração das normas.
Antes de cada eleição, o TSE edita resoluções para atualizar as regras sobre propaganda, ilícitos eleitorais, fiscalização, auditoria e prestação de contas. Em 2024, diante do avanço da IA, a Corte passou a exigir a rotulagem de conteúdos produzidos com auxílio da tecnologia e proibiu o uso de deepfakes no contexto eleitoral. As regras continuam em vigor.
Para 2026, especialistas avaliam que a tendência é de mudanças pontuais, já que não houve alteração significativa na legislação nem na jurisprudência desde o último pleito. Ainda assim, há expectativa de que o tribunal refine os mecanismos de enfrentamento à desinformação gerada por IA, especialmente diante da disseminação em massa de conteúdos manipulados nas redes.
Mudança
O ano também será marcado por mudança na presidência da Corte. A atual presidente, ministra Cármen Lúcia, deixará o comando do tribunal, que passará a ser presidido por Nunes Marques, tendo como vice o ministro André Mendonça. Os dois já divergiram de posições adotadas em gestões anteriores.
Em nota, o TSE afirmou que todos os trâmites e prazos estão dentro do cronograma legal e que o planejamento das eleições é contínuo, com reuniões técnicas realizadas ao longo do ano não eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral propôs ao TSE a criação de uma multa de até R$ 30 mil para quem divulgar conteúdo manipulado por meio de inteligência artificial no contexto da disputa eleitoral.
Ao todo, o MP Eleitoral apresentou 81 propostas de alteração nas resoluções sobre temas como registro de candidaturas, financiamento de campanha e pesquisas eleitorais. Agora, caberá aos ministros do TSE analisar as sugestões e definir as regras que valerão para as eleições deste ano. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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