A discussão marca uma nova disputa entre o governo e o presidente do Senado
Foto: José Cruz/Agência Brasil
A discussão marca uma nova disputa entre o governo e o presidente do Senado. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O grupo de senadores mais próximo do presidente Lula (PT) busca uma forma de adiar para 2026 a votação do projeto que reduz as penas dos condenados no processo da trama golpista e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A discussão marca uma nova disputa entre esse setor e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União brasil-AP), que expressou a vontade de colocar o projeto em deliberação o quanto antes —e, inicialmente, direto no plenário, pulando a CCJ (Comisão de Constituição e Justiça).
Alcolumbre e o governo vêm tendo uma série de desentendimentos desde a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal) em vez de o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Senadores próximos ao presidente do Senado afirmam que ele quer colocar o projeto em votação para encerrar as discussões em torno da anistia para começar o ano de 2026 com outros assuntos no radar.
Ao mesmo tempo em que seus aliados tentam postergar a deliberação da proposta pelo Legislativo, o presidente da República avalia vetá-la.
Um dos principais beneficiários do projeto é Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. O texto poderia reduzir o tempo que o ex-presidente deve ficar em regime fechado. Esse período hoje é estimado em de 6 anos e 10 meses a cerca de 8 anos. O projeto poderia baixar para 2 anos e 4 meses.
Além disso, o texto viabilizaria a soltura imediata de pessoas que foram condenadas a penas menores no processo da trama golpista.
A Câmara aprovou a proposta por 291 votos a 148 na madrugada de quarta-feira (10). Ainda antes da aprovação, Alcolumbre disse que havia se comprometido a colocar a proposta em votação logo depois que os deputados a aprovassem. Agora, mesmo seu entorno acha difícil que esse cronograma seja cumprido.
A ideia do presidente do Senado era promover a deliberação do projeto diretamente no plenário, em uma tramitação expressa. A manobra foi inviabilizada pelo presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA). Otto fez um pronunciamento duro defendendo que houvesse análise prévia pela comissão e foi apoiado por diversos senadores influentes.
“Presidente, deliberar neste ano? Sai de lá, vem para cá e vota? Me permita discordar, porque não é possível que não passe na Comissão de Constituição e Justiça. Passou um tempão, meses, lá [na Câmara]. Vai chegar aqui e votar imediatamente?”, disse ele na terça-feira (9).
A proposta deverá começar a ser discutida na CCJ na próxima quarta-feira (17). É necessário que o projeto seja votado no mesmo dia pela comissão para que a vontade de Alcolumbre seja cumprida, mas manobras regimentais podem ser usadas para tentar postergar a deliberação.
https://www.osul.com.br/governo-tenta-adiar-a-analise-no-senado-da-reducao-das-penas-de-condenados-na-trama-golpista/ Governo tenta adiar a análise no Senado da redução das penas de condenados na trama golpista 2025-12-11
Ex-presidente (foto) foi transferido para complexo prisional na quinta (15) após determinação do ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) A cela de 64,83 metros quadrados destinada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Complexo Penitenciário da Papudinha, apresenta dimensões significativamente superiores às do espaço anteriormente utilizado por ele na Superintendência da Polícia Federal no …
A Polícia Federal realizou nesta quarta operação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF A Polícia Federal realizou nesta quarta operação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF) O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) que o …
Presidente (D) diz que relação com Alcolumbre e Motta (E) é boa. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nessa terça-feira (30) que às vezes tem “rusgas” com a Câmara dos Deputados e com o Senado, mas que o Congresso Nacional votou tudo que o governo precisava que fosse votado. …
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG) Foto: Carlos Moura/Agência Senado O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nesta quinta-feira (26) a continuidade dos trabalhos do colegiado. A decisão ainda precisa ser confirmada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O …
Governo tenta adiar a análise no Senado da redução das penas de condenados na trama golpista
A discussão marca uma nova disputa entre o governo e o presidente do Senado
Foto: José Cruz/Agência Brasil
A discussão marca uma nova disputa entre o governo e o presidente do Senado. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O grupo de senadores mais próximo do presidente Lula (PT) busca uma forma de adiar para 2026 a votação do projeto que reduz as penas dos condenados no processo da trama golpista e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A discussão marca uma nova disputa entre esse setor e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União brasil-AP), que expressou a vontade de colocar o projeto em deliberação o quanto antes —e, inicialmente, direto no plenário, pulando a CCJ (Comisão de Constituição e Justiça).
Alcolumbre e o governo vêm tendo uma série de desentendimentos desde a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal) em vez de o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Senadores próximos ao presidente do Senado afirmam que ele quer colocar o projeto em votação para encerrar as discussões em torno da anistia para começar o ano de 2026 com outros assuntos no radar.
Ao mesmo tempo em que seus aliados tentam postergar a deliberação da proposta pelo Legislativo, o presidente da República avalia vetá-la.
Um dos principais beneficiários do projeto é Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. O texto poderia reduzir o tempo que o ex-presidente deve ficar em regime fechado. Esse período hoje é estimado em de 6 anos e 10 meses a cerca de 8 anos. O projeto poderia baixar para 2 anos e 4 meses.
Além disso, o texto viabilizaria a soltura imediata de pessoas que foram condenadas a penas menores no processo da trama golpista.
A Câmara aprovou a proposta por 291 votos a 148 na madrugada de quarta-feira (10). Ainda antes da aprovação, Alcolumbre disse que havia se comprometido a colocar a proposta em votação logo depois que os deputados a aprovassem. Agora, mesmo seu entorno acha difícil que esse cronograma seja cumprido.
A ideia do presidente do Senado era promover a deliberação do projeto diretamente no plenário, em uma tramitação expressa. A manobra foi inviabilizada pelo presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA). Otto fez um pronunciamento duro defendendo que houvesse análise prévia pela comissão e foi apoiado por diversos senadores influentes.
“Presidente, deliberar neste ano? Sai de lá, vem para cá e vota? Me permita discordar, porque não é possível que não passe na Comissão de Constituição e Justiça. Passou um tempão, meses, lá [na Câmara]. Vai chegar aqui e votar imediatamente?”, disse ele na terça-feira (9).
A proposta deverá começar a ser discutida na CCJ na próxima quarta-feira (17). É necessário que o projeto seja votado no mesmo dia pela comissão para que a vontade de Alcolumbre seja cumprida, mas manobras regimentais podem ser usadas para tentar postergar a deliberação.
https://www.osul.com.br/governo-tenta-adiar-a-analise-no-senado-da-reducao-das-penas-de-condenados-na-trama-golpista/
Governo tenta adiar a análise no Senado da redução das penas de condenados na trama golpista
2025-12-11
Related Posts
Cinco refeições por dia, banho de sol livre e espaço para exercícios: os “benefícios” da Papudinha para Bolsonaro
Ex-presidente (foto) foi transferido para complexo prisional na quinta (15) após determinação do ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) A cela de 64,83 metros quadrados destinada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Complexo Penitenciário da Papudinha, apresenta dimensões significativamente superiores às do espaço anteriormente utilizado por ele na Superintendência da Polícia Federal no …
Em nova decisão, ministro Dias Toffoli determina que material apreendido no caso Master fique na Procuradoria-Geral da República e não mais no Supremo
A Polícia Federal realizou nesta quarta operação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF A Polícia Federal realizou nesta quarta operação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF) O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) que o …
Lula: “Às vezes, temos divergência, mas na essência o Congresso votou tudo aquilo que precisávamos”
Presidente (D) diz que relação com Alcolumbre e Motta (E) é boa. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nessa terça-feira (30) que às vezes tem “rusgas” com a Câmara dos Deputados e com o Senado, mas que o Congresso Nacional votou tudo que o governo precisava que fosse votado. …
Presidente da comissão do INSS anuncia prorrogação dos trabalhos
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG) Foto: Carlos Moura/Agência Senado O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nesta quinta-feira (26) a continuidade dos trabalhos do colegiado. A decisão ainda precisa ser confirmada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O …