Fontes do governo e do PT afirmam que está amadurecendo a avaliação sobre o perfil ideal para a vaga, em um cenário em que a segurança pública deverá ser um dos principais temas da campanha eleitoral deste ano. (Foto: Isaac Amorim/MJSP)
Com a confirmação da saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, intensificaram-se nos bastidores as apostas sobre quem será escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a pasta. O ministro da Educação, Camilo Santana, é defendido por uma ala importante do PT, especialmente pela experiência na área de segurança pública acumulada durante o período em que governou o Ceará, entre 2015 e 2022. Outros nomes, no entanto, apareceram.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é um dos principais cotados. Outro nome que tem ganhado força é o do ex-promotor Wellington César Lima e Silva, que foi ministro da Justiça da ex-presidente Dilma Rousseff durante um curto período. Ele é próximo da ala baiana do PT – principalmente do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner – e tem interlocução com Lula.
Ele comandou a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil até maio de 2024, quando foi indicado pelo presidente para o cargo de advogado-geral da Petrobras, posição que ocupa até hoje.
Ministros palacianos também discutiram esta semana a possibilidade de indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o posto. Barrado na escolha mais recente do presidente para o Supremo Tribunal Federal (STF), ele poderia assumir o Ministério da Justiça, ajudar na articulação política no Senado e, futuramente, ser mais uma vez considerado para o STF em um eventual quarto mandato de Lula.
Ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de assumir a Justiça, Camilo Santana desconversou e deu a entender que pretende continuar no MEC: “Só estou sabendo pelos jornalistas. Quero continuar ajudando na educação. O cargo [de ministro] é dele [Lula]. Estou lá [no MEC] para cumprir uma missão.”
Seu nome vem ganhando força por conta da percepção de que não há tempo hábil para criar a Pasta da Segurança Pública ainda neste ano, e de que um ex-governador, com histórico de atuação firme nessa área, seria o melhor perfil para o lugar de Lewandowski. Pacheco, Silva e Rodrigues também não se manifestaram.
No retorno do recesso de fim de ano, Lula esteve envolvido nos desdobramentos do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e na organização da solenidade relativa ao 8 de janeiro. Aliados, entretanto, fizeram chegar os nomes ao presidente. Em um primeiro momento, o secretário-executivo da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto, deverá responder interinamente pela pasta.
Fontes do governo e do PT afirmam que está amadurecendo a avaliação sobre o perfil ideal para a vaga, em um cenário em que a segurança pública deverá ser um dos principais temas da campanha eleitoral deste ano.
Segundo uma fonte do governo, somente o ex-ministro Flávio Dino, hoje no STF, conciliou os dois requisitos que Lula havia estabelecido para o comando da Justiça. Dino é um jurista respeitado, egresso da magistratura federal, e ex-governador do Maranhão, com experiência na área de segurança. Agora, na falta de alguém que concilie os dois atributos, a prioridade, segundo aliados, seria o currículo na segurança pública, face à relevância eleitoral do tema. Com informações do portal Valor Econômico.
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Três nomes são cotados para o cargo de ministro da Justiça
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é um dos principais cotados. Outro nome que tem ganhado força é o do ex-promotor Wellington César Lima e Silva, que foi ministro da Justiça da ex-presidente Dilma Rousseff durante um curto período. Ele é próximo da ala baiana do PT – principalmente do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner – e tem interlocução com Lula.
Ele comandou a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil até maio de 2024, quando foi indicado pelo presidente para o cargo de advogado-geral da Petrobras, posição que ocupa até hoje.
Ministros palacianos também discutiram esta semana a possibilidade de indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o posto. Barrado na escolha mais recente do presidente para o Supremo Tribunal Federal (STF), ele poderia assumir o Ministério da Justiça, ajudar na articulação política no Senado e, futuramente, ser mais uma vez considerado para o STF em um eventual quarto mandato de Lula.
Ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de assumir a Justiça, Camilo Santana desconversou e deu a entender que pretende continuar no MEC: “Só estou sabendo pelos jornalistas. Quero continuar ajudando na educação. O cargo [de ministro] é dele [Lula]. Estou lá [no MEC] para cumprir uma missão.”
Seu nome vem ganhando força por conta da percepção de que não há tempo hábil para criar a Pasta da Segurança Pública ainda neste ano, e de que um ex-governador, com histórico de atuação firme nessa área, seria o melhor perfil para o lugar de Lewandowski. Pacheco, Silva e Rodrigues também não se manifestaram.
No retorno do recesso de fim de ano, Lula esteve envolvido nos desdobramentos do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e na organização da solenidade relativa ao 8 de janeiro. Aliados, entretanto, fizeram chegar os nomes ao presidente. Em um primeiro momento, o secretário-executivo da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto, deverá responder interinamente pela pasta.
Fontes do governo e do PT afirmam que está amadurecendo a avaliação sobre o perfil ideal para a vaga, em um cenário em que a segurança pública deverá ser um dos principais temas da campanha eleitoral deste ano.
Segundo uma fonte do governo, somente o ex-ministro Flávio Dino, hoje no STF, conciliou os dois requisitos que Lula havia estabelecido para o comando da Justiça. Dino é um jurista respeitado, egresso da magistratura federal, e ex-governador do Maranhão, com experiência na área de segurança. Agora, na falta de alguém que concilie os dois atributos, a prioridade, segundo aliados, seria o currículo na segurança pública, face à relevância eleitoral do tema. Com informações do portal Valor Econômico.
https://www.osul.com.br/tres-nomes-sao-cotados-para-o-cargo-de-ministro-da-justica/
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2026-01-10
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