O vice-presidente da Abras, Márcio Milan, celebrou a aprovação do texto, assim como a associação de farmácias, em comunicado. (Foto: Reprodução)
Após divergências públicas, as associações de supermercadistas e de farmácias sinalizam ter chegado a um consenso sobre o modelo de venda de medicamentos no varejo alimentar. A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou um novo texto que permite comercializar itens isentos de prescrição em supermercados, desde que numa área separada dentro da loja e obedecendo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os dois setores apoiaram o teor aprovado.
A proposta exige a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento, cria regras para a venda de medicamentos sujeitos a controle especial e permite o uso de canais digitais apenas para entrega, desde que respeitadas as normas sanitárias.
O texto altera a Lei de Controle Sanitário de Medicamentos, de 52 anos atrás. A proposta inicial previa vender os itens livremente nas gôndolas, com assistência de farmacêutico, presencial ou virtual. Depois de três audiências públicas, o senador Humberto Costa (PT-PE) alterou o projeto, acolhendo parcialmente uma emenda de Efraim Filho (União-PB).
Se não houver requerimento para votação no plenário do Senado, o projeto segue para a Câmara dos Deputados. Para virar lei, a medida deverá ser sancionada pelo Executivo.
Esse tema começou a ser discutido no início do ano, e gerou uma queda de braço entre os setores. Pelo lado das drogarias, apontava-se um risco sanitário e de piora nos controles, enquanto os supermercados defendiam liberdade econômica e buscavam ampliar suas vendas. Chegou-se, inclusive, a debates públicos, em redes sociais, entre líderes das associações e executivos, cada um defendendo o seu lado.
O portal Valor apurou que os supermercados desistiram da ideia anterior de vender os itens em gôndolas livremente após perceberem dificuldades em avançar com o tema junto aos parlamentares.
Para os analistas do Santander, o novo texto deve reduzir o impacto sobre as farmácias, já que a quantidade de exigências pode limitar o número de supermercados interessados no modelo. Além disso, a experiência para o consumidor pode não ser mais tão atrativa.
O vice-presidente da Abras, Márcio Milan, celebrou a aprovação do texto, assim como a associação de farmácias, em comunicado. Ainda ontem, a Abras publicou dados de vendas do setor. Houve alta de 2,08% em agosto frente ao mês de julho.
Em relação a agosto de 2024, o avanço foi de 4,56%. No acumulado do ano, o indicador subiu 2,68%. Os dados são deflacionados pelo IPCA/IBGE, e coletados junto aos associados com lojas de supermercados, hipermercados e atacarejos.
Menor pressão dos preços de alimentos nos últimos três meses, somada ao ganho da renda, que vêm impulsionando o consumo, explicam a alta. Os números mostram que, em agosto, os consumidores deslocaram parte do gasto com itens de preço baixo para produtos de preço médio, disse Milan. Com informações do portal Valor Econômico.
https://www.osul.com.br/supermercados-e-farmacias-entram-em-acordo-sobre-venda-de-remedios/ Supermercados e farmácias entram em acordo sobre venda de remédios 2025-09-20
O pacote prevê a subvenção integral da importação de GLP nos próximos meses, com o objetivo de conter o preço do gás de cozinha ao consumidor. Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil O pacote prevê a subvenção integral da importação de GLP nos próximos meses, com o objetivo de conter o preço do gás de cozinha …
Outros três casos foram investigados por meio de processo administrativo disciplinar (PAD). (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil) Duas acusações de importunação e assédio sexual formalizadas por mulheres em boletins de ocorrência e queixas em órgão de controle contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi atingiram a instituição que carrega o slogan …
Além da audiência com Moraes, Michelle também buscou interlocução com outros ministros do Supremo. (Foto: Carolina Antunes/PR) A articulação que viabilizou o encontro da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira passada, foi articulada na véspera por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que levaram o pedido …
Com isso, ministro encerrou a execução definitiva das penas.(Foto: Luiz Silveira/STF) O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou na sexta-feira (24) a execução definitiva das penas dos condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. As prisões foram completadas após o ministro determinar a execução das condenações …
Supermercados e farmácias entram em acordo sobre venda de remédios
O vice-presidente da Abras, Márcio Milan, celebrou a aprovação do texto, assim como a associação de farmácias, em comunicado. (Foto: Reprodução)
Após divergências públicas, as associações de supermercadistas e de farmácias sinalizam ter chegado a um consenso sobre o modelo de venda de medicamentos no varejo alimentar. A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou um novo texto que permite comercializar itens isentos de prescrição em supermercados, desde que numa área separada dentro da loja e obedecendo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os dois setores apoiaram o teor aprovado.
A proposta exige a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento, cria regras para a venda de medicamentos sujeitos a controle especial e permite o uso de canais digitais apenas para entrega, desde que respeitadas as normas sanitárias.
O texto altera a Lei de Controle Sanitário de Medicamentos, de 52 anos atrás. A proposta inicial previa vender os itens livremente nas gôndolas, com assistência de farmacêutico, presencial ou virtual. Depois de três audiências públicas, o senador Humberto Costa (PT-PE) alterou o projeto, acolhendo parcialmente uma emenda de Efraim Filho (União-PB).
Se não houver requerimento para votação no plenário do Senado, o projeto segue para a Câmara dos Deputados. Para virar lei, a medida deverá ser sancionada pelo Executivo.
Esse tema começou a ser discutido no início do ano, e gerou uma queda de braço entre os setores. Pelo lado das drogarias, apontava-se um risco sanitário e de piora nos controles, enquanto os supermercados defendiam liberdade econômica e buscavam ampliar suas vendas. Chegou-se, inclusive, a debates públicos, em redes sociais, entre líderes das associações e executivos, cada um defendendo o seu lado.
O portal Valor apurou que os supermercados desistiram da ideia anterior de vender os itens em gôndolas livremente após perceberem dificuldades em avançar com o tema junto aos parlamentares.
Para os analistas do Santander, o novo texto deve reduzir o impacto sobre as farmácias, já que a quantidade de exigências pode limitar o número de supermercados interessados no modelo. Além disso, a experiência para o consumidor pode não ser mais tão atrativa.
O vice-presidente da Abras, Márcio Milan, celebrou a aprovação do texto, assim como a associação de farmácias, em comunicado. Ainda ontem, a Abras publicou dados de vendas do setor. Houve alta de 2,08% em agosto frente ao mês de julho.
Em relação a agosto de 2024, o avanço foi de 4,56%. No acumulado do ano, o indicador subiu 2,68%. Os dados são deflacionados pelo IPCA/IBGE, e coletados junto aos associados com lojas de supermercados, hipermercados e atacarejos.
Menor pressão dos preços de alimentos nos últimos três meses, somada ao ganho da renda, que vêm impulsionando o consumo, explicam a alta. Os números mostram que, em agosto, os consumidores deslocaram parte do gasto com itens de preço baixo para produtos de preço médio, disse Milan. Com informações do portal Valor Econômico.
https://www.osul.com.br/supermercados-e-farmacias-entram-em-acordo-sobre-venda-de-remedios/
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2025-09-20
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